Laqueadura, laqueação ou ligadura de tubas uterinas consiste no método de esterilização feminina caracterizado pela remoção ou ligamento cirúrgico das tubas uterinas, que fazem o caminho dos ovários até ao útero.
Assim, as tubas uterinas impedem a passagem do ovócito e os espermatozoides não o encontram, não havendo fecundação, i.e., impossibilitando a formação do óvulo, ou seja, a própria gravidez da mulher. É um procedimento seguro que pode ser feito de várias maneiras, sendo necessária internação e anestesia geral ou regional. Existem cerca de dez técnicas para a laqueadura: pode-se colocar anéis de plástico, queimar e cortar as tubas uterinas, clipes de titânio, fazer com fio de sutura etc. Também existem alguns dos possíveis problemas que podem ocorrer durante o procedimento, como o médico dar um nó muito forte ou atingir as artérias; quando cortar as tubas pode prejudicar a circulação do ovário e suas funções. Segundo o ginecologista Malcolm Montgomery, isso pode, em casos extremos, causar menopausa precoce.Terra - Como é feita a Rugiria
Após a operação, o risco de gravidez da mulher é de menos de 1%.A laqueadura de trompas: esterilidade definitiva O uso de métodos contracetivos torna-se obsoleto. Porém uma laqueadura não impede a mulher de contrair DSTs.
Reversão
A decisão de realizar a cirurgia deve ser tomada com ponderação e cautela, visto que a mulher está sujeita a danos psicológicos, e chegam a se arrepender de tê-la feito. Segundo alguns dados, cerca de 60% das pacientes que querem fazer reversão é porque mudaram de parceiro, os outros motivos principais são a perda dos filhos ou mudança nas condições financeiras.A laqueadura é reversível?
A laqueadura é reversível em aproximadamente 80% dos casos, atingindo quase 100% quando feita por anéis.
No Brasil
O Brasil teve proporcionalmente um grande número de laqueaduras realizadas em mulheres pobres, cujo percentual de esterilização atingiu 80% em estados pobres como o Maranhão na década de 1980, caso considerado pela academia como um exemplo de eugenia. O caso foi investigado pelo Congresso Nacional em 1992 através da CPMI da Esterilização em Massa de Mulheres.
A cirurgia foi regulamentada pela Lei (Lei Sobre Planejamento Familiar), de 1996 (art. 226 da Constituição Federal).Rede Brasileira de Promoção, de Informação e Disponibilização da Contracepção de Emergência Segundo a Lei, para ser submetida à laqueadura, a mulher precisa ter mais de 21 anos ou 2 filhos. Além disso, ela também precisa de uma reunião de planejamento familiar e entrevista com assistente social. A cirurgia também não pode ser feita logo após o parto ou a cesárea, a não ser que a mulher tenha algum problema grave de saúde ou tenha feito várias cesarianas.Terra
Em 2026 o procedimento voltou ao noticiário com a divulgação do documentário Revelando: Mulheres pobres podem ter filhos? Eugenia no Brasil, produzido pelo Calma Urgente com apoio do Instituto Conhecimento Liberta e Mídia Ninja e apresentado pela atriz Samara Felippo, trazendo notícias de época, estatísticas e os debates de CPMI. O documentário foi disponibilizado em 14 de setembro gratuitamente no YouTube. Em nota enviada à Folha de S.Paulo, Samara declarou: "A maternidade deveria ser uma escolha. Nem uma imposição e nem uma castração. Esse projeto eugenista de esterilização foi uma das coisas mais cruéis que tive conhecimento. Tenho medo que hoje muitas mulheres ainda sejam enganadas por falta de informação".
Ver também
Contraceptivo masculino Esterilização (procedimento cirúrgico) Vasectomia
Referências
Categoria:Contracepção cirúrgica
de:Sterilisation (Empfängnisverhütung)#Sterilisation der Frau