Martírio, o Sírio (), foi um monge, teólogo e bispo da Igreja do Oriente do , que desertou de sua tendência "nestoriana" dominante para a "jacobita".

Nomenclatura O nome siríaco nativo de Martírio era Sahdōnā (), significando "pequeno mártir". Em virtude da cultura helenizada do cristianismo sírio, também utilizava o nome aportuguesável como "Martírio" (; ), frequentemente corrompido para Turis (, sendo que "Mar" significa "senhor" ou "santo").

Biografia Martírio nasceu por volta de 600 na aldeia de Halmom, perto de Bete Nuadra, ao norte de Nínive. Se juntou ao Mosteiro de Bete Abe em sua juventude e participou de uma delegação chefiada pelo católico Jesusiabe II para buscar a paz com o Império Bizantino após a derrota sassânida em uma guerra recente. Por volta de 635/40, foi logo consagrado como bispo de Maoze de Arevã. Parece que fazia parte de uma delegação ao oeste e estava envolvido em um debate com os monges de um certo mosteiro não-calcedoniano. Os monges, derrotados, sugeriram que seus oponentes vissem seu abade. Martírio aceitou e, após o segundo debate, declarou sua conversão. Foi logo acusado de heresia e deposto. Martírio primeiro encontrou refúgio em (ou foi exilado a) Nísibis, e depois em Edessa. Mais tarde, retornou à Igreja do Oriente, mas foi excomungado por Jesusiabe II, então permanecendo pelo resto de sua vida (possivelmente em segundo exílio) em Edessa, onde morreu por volta de 649.

Obras Martírio foi o autor do volumoso "Livro da Perfeição" enquanto monge em Bete Abe, considerado o trabalho mais significativo do monaquismo siríaco oriental. Ele também deixou várias cartas para outros monges sobre regras monásticas, e muitas foram editadas em versões modernas.

Leitura adicional

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