direita|miniaturadaimagem|Embora usado para fins positivos e negativos, o bombardeio de amor é identificado como uma possível parte de um ciclo de abuso Bombardeio de amor (termo do inglês love bombing) é uma tentativa de influenciar uma pessoa por meio de demonstrações excessivas de atenção e afeto. Pode ser usado de diferentes maneiras e para fins positivos ou negativos. Psicólogos identificaram o bombardeio de amor como uma possível parte de um ciclo de abuso e alertaram contra isso. Pesquisas empíricas indicam que comportamentos de love bombing estão positivamente correlacionados com tendências narcisistas e estilos de apego inseguro, e negativamente associados à autoestima.

Definição e análise A expressão love bombing foi cunhada por membros da Igreja da Unificação dos Estados Unidos durante a década de 1970 e também foi usada por membros da Família Internacional. A professora de psicologia Margaret Singer relatou o conceito. Em seu livro de 1996, Cults in Our Midst, Singer descreveu o bombardeio de amor como um estratagema enganoso de recrutamento em que membros de cultos sobrecarregam recrutas com bajulação, sedução verbal e atenção excessiva.

O primeiro estudo empírico sobre o fenômeno, conduzido por Strutzenberg e colaboradores em 2017, definiu o love bombing como a presença de comunicação excessiva no início de um relacionamento romântico com o objetivo de obter poder e controle sobre a vida de outra pessoa como meio de autoengrandecimento narcisista.

Relacionamentos abusivos A mídia social moderna pode intensificar o efeito do bombardeio de amor, uma vez que dá ao agressor contato e comunicação quase constante com a vítima. O psicólogo Dale Archer identifica as fases do bombardeio de amor como idealização intensa, desvalorização e descarte, descrevendo um ciclo repetitivo de manipulação emocional.

Outro sinal de bombardeio de amor é ser intensamente regado de carinho, presentes e promessas para o futuro para que a vítima seja levada a acreditar que se trata de "amor à primeira vista". Uma vez que tais sinais de afeição podem atender a necessidades emocionais e não parecer prejudiciais à superfície, a identificação do padrão torna-se difícil. No entanto, após a fase inicial, quando a vítima demonstra interesse por qualquer coisa além de seu novo parceiro, o manipulador pode reagir com raiva, comportamento passivo-agressivo ou acusar a vítima de egoísmo. Caso a vítima não cumpra as exigências, inicia-se a fase de desvalorização: o agressor retira todo o afeto ou reforço positivo e, em vez disso, pune a vítima com gritos, repreensão, jogos mentais, tratamento silencioso ou até mesmo abuso físico.

A expressão também tem sido usada para descrever as táticas empregadas por cafetões e membros de gangues para controlar suas vítimas.

Ocorrências benignas Atenção e afeto excessivos não constituem um bombardeio de amor se não houver intenção ou padrão de abuso adicional. Archer destaca que a diferença fundamental reside no que acontece após o início do relacionamento: se as demonstrações de afeto continuam de forma genuína e sem fase de desvalorização, provavelmente não se trata de bombardeio de amor.

O psicólogo britânico Oliver James recomendou o bombardeio de amor como uma técnica para os pais ajudarem seus filhos problemáticos, descrevendo-o como dedicar tempo individual e atender aos desejos da criança dentro do razoável. Em 2011, o psicólogo também publicou o livro Love Bombing: Reset Your Child's Emotional Thermostat, defendendo a técnica como um meio para pais corrigirem problemas emocionais em seus filhos.

Ver também Lavagem cerebral Armadilha sexual Ciclo do abuso Manipulação psicológica Transtorno de personalidade narcisista Tratamento silencioso Idealização e desvalorização

Referências

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