Airton Souza de Oliveira (Marabá, 23 de março de 1982) é um historiador, linguista, professor, ativista social e escritor brasileiro.

Sua escrita contabiliza mais de 40 livros nos gêneros de poesia, crônica, conto, romance e literatura infantojuvenil.

Biografia Vida acadêmica e profissional Airton nasceu em 23 de março de 1982 na cidade de Marabá, filho de Maria Barbosa de Souza e Raimundo Gonçalves de Oliveira. Viveu sua infância e juventude no bairro das Laranjeiras, em Marabá. Fez seus estudos fundamentais e médios na década de 1990 nesta cidade, respectivamente na Escola Municipal de Ensino Fundamental Deuzuita Melo de Albuquerque e na Escola Estadual Prof. Acy de Jesus Neves Pereira Barros.

Em 2012 Airton licenciou-se em história pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci (Uniasselvi), e em letras no ano de 2014 pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa). Em 2019 tornou-se mestre em letras pela Unifesspa.

Neste ínterim, trabalhou como professor de história na Prefeitura de Marabá entre 2010 e 2014, e como coordenador da Biblioteca Municipal Orlando Lima Lobo de Marabá entre 2014 e 2016; concursou-se como professor de história na Prefeitura Municipal de Itupiranga em 2015, e mantêm vínculo com esta desde então.

Como linguista e ativista social, tornou-se um dos principais organizadores do Sarau da Lua Cheia, do Papo Literário, do Projeto Tocaiúnas e do Projeto Poemando, eventos que realizam oficinas de leituras e escritas literárias, com forte incentivo a escrita de crianças e adolescentes.

Carreira como escritor Sua escrita poética iniciou-se aos 14 anos de idade numa tentativa de descrever seu cotidiano, e numa fuga do contexto de pobreza e violência que o cercava. Aos 18 anos teve seu primeiro poema, denominado Sextilha do Nordeste, publicado num periódico de Marabá. Continuou a divulgar sua escrita, participando de festivais e saraus regionais de poesia durante a década de 2000, granjeando reconhecimento principalmente em Marabá.

Sua carreira como escritor porém viria tomar outra dimensão quando ingressou nas faculdades de história e letras. Ali buscou se integrar nos grupos de literatura que o incentivaram a reunir sua escrita em publicações. Este novo período inicia-se pelos livros "Incultações Noturnas", em 2009, e "O cair das horas", publicado em 2011.

A partir de então ganhou reconhecimento nacional por suas obras como o III Prêmio PROEX de Literatura da Universidade Federal do Pará (2012), por sua obra "Canto Solidão"; o Prêmio Dalcídio Jurandir de Literatura, em 2013 e 2019, respectivamente pelos livros "Ser não sendo" e "Receita para angustiar o amor no coração da noite", e; o III Prêmio Universidade Federal do Espírito Santo de Literatura (2015), por sua obra "Cortejo & outras begônias". Pelo Concurso Internacional de Literatura da União Brasileira de Escritores (UBE), de 2019, Airton ganhou medalha de ouro pelo livro infanto-juvenil "Quem tem medo de Matinta?". Além destes, diversos outros prêmios e reconhecimentos vieram por suas obras.

Airton é membro da Academia de Letras do Sul e Sudeste Paraense (ALSSP), ocupando a cadeira nº 15, que tem como patrono o poeta Max Martins; Airton foi o primeiro presidente da ALSSP. É membro também da Academia de Letras de Marabá (ALMA), ocupando a cadeira nº 09, que tem como patrono o poeta Aziz Mutran Filho.

Com o livro Outro outono de carne estranha, ganhou o Prêmio Sesc de Literatura em 2023 como o melhor livro do ano na categoria romance. O livro foi publicado pela editora Record, com o título Outono de carne estranha .

Acusações de censura Souza acusou a organização do Prêmio Sesc de homofobia, censura e boicote na promoção de Outono de Carne Estranha. O romance trata, entre outros temas, da relação homossexual entre dois garimpeiros em Serra Pelada, na década de 1980. Em novembro de 2023, a leitura pública de trechos do livro teria provocado "constrangimentos" entre os organizadores do prêmio. Em janeiro de 2024, Henrique Rodrigues, um dos idealizadores, foi demitido da organização do prêmio. Após a repercussão negativa do caso, a editora Record rompeu a parceria com o Sesc em publicar os vencedores do prêmio. Em março, a organização publicou o edital da edição 2024 do prêmio, com uma série de alterações: a inclusão da categoria "poesia", a publicação dos vencedores pela Editora Senac Rio e a mudança inscrição de "livros destinados ao público adulto" a "livros destinados a todos os públicos"

Obras Se no início a poesia vinha como tentativa de retratar seu cotidiano e realidade numa periferia, Airton considera que no amadurecer de sua carreira como escritor seu ímpeto em escrever vem da necessidade de pôr para fora aquilo que seus antepassados e pessoas humildes de sua redondeza não puderam, pois não tiveram oportunidade de alfabetização ou condições financeiras; classifica como a escrita de um porta voz popular.

As crônicas, poemas e contos, além de obras de literatura infantojuvenil de Airton são:

Receita para angustiar o amor no coração da noite (2021); Quem tem medo de Matinta? (2021); A porca de bobes (2021); O fazedor de borboletas (2018); Crisântemos depois da ausência (2018); Pragmatismo das Flores (2017); Cartas de amor e revolução (2016); Cortejo & outras begônias (2016); Quem guarda as chuvas? (2016); Quem Levou o dia? (2016) 100 Poemas & Prosas por Marabá (2016); A aranha Mariana e uma história de amor (2016); Mundico quer ser de ferro (2016) Aurorescer (2016); Olhos Vítreos (2015); Manhã Cerzida (2015); Psicografia (2015); Rota descampada (2015); Marias (2015); Último gole de ontem (2015); Setembrais (2015); Rios (Di)Versos (2015); Face dos Disfarces (2014); Pó é mar (2014); Rios que somos (2014); Amor à mostra (2014); Ser não sendo (2014); À boca da noite (2013); Rua Displicente (2013); Mormaços de Cinzas (2013); Habitação Provisória (2012); Infância Retorcida (2012); O cair das horas (2011); Incultações Noturnas (2009); Canto Solidão;

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