A eleição parlamentar albanesa de 1997 foi realizada em 29 de junho e consistiu no 4º pleito eleitoral realizado no país desde sua redemocratização em 1991.

Além da eleição parlamentar, um referendo nacional foi realizado de forma simultânea para decidir se a Albânia manteria a república ou restauraria a monarquia como forma de governo para o país. A monarquia acabou rejeitada por 2/3 do eleitorado albanês, permanecendo a opção pela república.

Resultados eleitorais Eleição parlamentar PartidoVotos%Cadeiras+/– Partido Socialista da Albânia31.60101 91 Partido Democrático da Albânia24.1324 98 Partido Social-Democrata da Albânia18.749Novo Partido da Unidade pelos Direitos Humanos3.154 1 Partido Democrata Cristão da Albânia0.352Novo Partido Republicano da Albânia0.831 2 Partido da Frente Nacional Albanesa0.701 1 Independentes2.7811NovoTotal de votos válidos92.58––Votos inválidos (brancos e nulos)7.42Total de votos registrados100Eleitorado apto a votar72.56

Referendo nacional Opções Votos % Favorável à monarquia33.30 Contrário à monarquia66.70Total de votos válidos95.20Votos inválidos (brancos e nulos)4.80Total de votos registrados100Eleitorado apto a votar71.64

Repercussão e análise No rescaldo da Revolta civil de 1997, que abalou fortemente a imagem pública do governo de centro-direita do PDSh, liderado à época pelo então primeiro-ministro Aleksandër Meksi, o presidente da República Sali Bersiha optou por demiti-lo e indicar em seu lugar Bashkim Fino, deputado do oposicionista PSSh, para liderar um governo de salvação nacional que ficou responsável por organizar uma nova eleição parlamentar, atendendo a uma das principais reivindicações dos revoltosos.

Confirmando a tendência apontada pelas pesquisas de opinião, o PSSh obteve uma grande vitória eleitoral, conquistando 31,60% dos votos válidos e obtendo pela primeira vez em sua história uma maioria absoluta de assentos no Parlamento da Albânia com a eleição de 101 deputados. O PDSh, por sua vez, amargou uma trágica derrota eleitoral ao obter somente 24,13% dos votos válidos, o que acarretou em uma diminuição massiva de sua bancada parlamentar, passando de 122 para somente 24 deputados, o que inviabilizou sua continuidade no governo.

Como consequências diretas, o presidente Sali Berisha reconheceu a derrota eleitoral de seu partido e renunciou ao cargo em 9 de julho. Por sua vez, o socialista Fatos Nano foi indicado pelo novo presidente Rexhep Meidani, também socialista, para ser o novo primeiro-ministro.

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