Bento Joaquim Cortez Mântua (Luanda, 26 de Setembro de 1878 — Anjos, Lisboa, 20 de Dezembro de 1932) foi um dramaturgo e escritor português e o 10.º presidente do Sport Lisboa e Benfica (1917-1926).

Biografia Nasceu em Luanda, mas foi batizado na freguesia de Santa Maria de Belém, em Lisboa, a 17 de novembro de 1880. Era filho do proprietário e jornalista Alfredo Mântua, natural da freguesia de São Julião do Tojal e fundador da Sociedade de Geografia de Luanda, e de Balbina de Jesus Lima, natural de Luanda.

A 11 de setembro de 1902, casou na igreja paroquial dos Anjos, em Lisboa, com Fernanda Viana Ruas (Pena, Lisboa, c. 1879), filha de Francisco Júlio Viana Ruas e de Maria da Piedade Ruas.

Com mais de nove anos de exercício de funções, é o segundo presidente com maior consulado na história do Sport Lisboa e Benfica, logo após Luís Filipe Vieira. O lançamento e conclusão do projeto Campo das Amoreiras, inaugurado em 6 de Dezembro de 1925, constituiu o marco mais importante dos seus mandatos e correspondeu, também, ao momento mais relevante e entusiástico vivido pelo clube até então.

A Bento Mântua, além de uma abnegada ação benemérita a favor do clube, particularmente nas obras das Amoreiras, ficou a dever-se, em 10 de Setembro de 1918, a realização do primeiro jogo noturno de futebol, no campo da Avenida Gomes Pereira, o incentivo ao primeiro campeonato de hóquei em patins, onde chegou a oferecer os prémios, e a organização do torneio anual de atletismo interclubes, único que se realizou durante a Grande Guerra.

À semelhança de Félix Bermudes, Bento Mântua foi um homem de cultura, destacando-se como dramaturgo e escritor dramático. Há quem considere Bento Mântua um dos criadores do teatro regionalista. Colaborou na publicação periódica "Atlântida" (1915-1920) e, também, no semanário "Azulejos" (1907-1909).

Morreu vítima de úlcera do estômago a 20 de dezembro de 1932, numa casa da Rua Maria Andrade, n.º 37, R/C, freguesia dos Anjos, em Lisboa, embora residisse na Quinta da Coutada, aos Olivais. Foi sepultado no Cemitério do Alto de São João.

Obras Novo altar: peça em 1 acto em verso: representada pela 1a. vez no Teatro Apolo de Lisboa, em 31 de Julho de 1905; Má sina: peça em 3 actos: representada no Teatro Nacional Almeida Garrett em 11 de Abril de 1908; O álcool: peça em um acto; A morte: peça em 1 acto; Ordinário... marche!: peça em 3 actos (1915); O fado: episódio em 1 acto: representado pela primeira vez na festa artística do actor Henrique Alves, no Teatro de S. Carlos em 15 de Março de 1915; Theatro (1913); Freira: episódio dramático em 1 acto (1916); O crime da avenida 33: peça em 4 actos / Bento Mantua, Barreto da Cruz (1918); O cêrco de Tanger: drama historico em 5 actos / Bento Mântua, António Sacramento Junior (1923); Quem me dera ver: diálogo em verso (1932); Daqui a 30 anos: futura cena de família: comédia em 1 acto (1932).

Futebol - 4 Títulos na 1ª Categoria 2 Campeonatos de Lisboa (1917/1918 e 1919/1920)) 2 Taças de Honra (1919/1920 e 1921/1922)

Ligações externas Atlantida : mensário artístico literário e social para Portugal e Brazil (cópia digital)

Categoria:Naturais de Luanda Categoria:Naturais de Angola colonial Categoria:Dramaturgos de Portugal Categoria:Escritores de Portugal Categoria:Presidentes do Sport Lisboa e Benfica