Rhodostemonodaphne capixabensis, também conhecido como oliveira-da-praia ou canela-do-nativo, é uma espécie de planta do gênero Rhodostemonodaphne e da família Lauraceae.
Taxonomia A espécie foi descrita em 1991 por Beulah Coe-Teixeira e João Batista Baitello.
Forma de vida É uma espécie terrícola, arbustiva e arbórea. Descrição Árvores de 4 - 18 metros de de altura, ramos angulosos, estriados, pubescentes; gemas apicais tomentosas. Ela tem folhas alternas, pecíolo de 1,2 – 1,7 cm, robusto, canaliculado, estriado, pubérulo; lâmina cartáceo-coriácea, elíptica a obovada, de 4 - 11 x 3 – 6,5 cm, base obtusa a sub-equilátera, ápice arredondado a curto acuminado, face adaxial glabra a esparso pubescente, face abaxial esparso pubescente; nervura principal levemente elevada na face adaxial, tomentosa, proeminente na face abaxial; padrão de nervação eucamptódromo, nervuras secundárias proeminentes na face abaxial, 3- 5 pares alternos, reticulado denso, domácias ausentes. Inflorescência axilar, tirsoide -paniculada. Ela tem flores com tépalas ovadas 0,2 - 0,25 centímetros de comprimento, face adaxial tomentosa, face abaxial velutina. Flores estaminadas: estames das séries I, II, com filetes largos, pilosos na base, anteras das séries I e II, largamente elípticas a orbiculares de 0,6-1,6 milímetros de comprimento; estames da série III anteras ovais a sub-retangulares, 0,8 – 2,2 milímetros de comprimento, com 4- microsporângios, par de glândulas na base; série IV estaminodial ausente, pistilóide, rudimentar, filiforme. Flores pistiladas: ovário oval, glabro, estilete curto, robusto; estigma capitado. Fruto bacáceo, elíptico, de 3-4 de de comprimento, 1,5-2 de largura, cúpula subemisférica, lenhosa, 0,9-1,2 de de altura, 1-1,5 centímetros de comprimento, e tépalas decíduas. + Caule ramo anguloso/estriado/pubescente gema apical com tricoma tomentosa + Folha pecíolo canaliculado/robusto/estriado/pubérula lâmina cartáceo coriácea/elíptica à obovada base obtusa à sub equilateral ápice arredondado à curto acuminado + Inflorescência inflorescência axilar/tirsóide paniculada + Flor tépala ovada flor estaminada estame das séries 1 2 com filete espesso antera das séries 1 e 2 largamente elíptica à orbicular estame da série 3 oval à sub retangular par de glândula presente série 4 estaminoidal ausente pistilódio rudimentar/filiforme flor pistilada ovário oval/glabro + Fruto forma elíptico
Conservação A espécie faz parte da Lista Vermelha das espécies ameaçadas do estado do Espírito Santo, no sudeste do Brasil. A lista foi publicada em 13 de junho de 2005 por intermédio do decreto estadual nº 1.499-R.
Distribuição A espécie é encontrada no estado brasileiro de Espírito Santo. A espécie é encontrada no domínio fitogeográfico de Mata Atlântica, em regiões com vegetação de restinga.
Notas Contém texto em CC-BY-SA 4.0 de Lauraceae in Flora e Funga do Brasil.
Ligações externas Rhodostemonodaphne capixabensis no projeto Flora e Funga do Brasil Rhodostemonodaphne capixabensis no portal do Centro Nacional de Conservação da Flora (Brasil)
Categoria:Rhodostemonodaphne Categoria:Plantas descritas em 1991 Categoria:Flora do Espírito Santo (estado) Categoria:Espécies citadas na Lista Vermelha de Ameaça da Flora Brasileira Categoria:Espécies citadas na Lista de Espécies da Flora Ameaçadas do Espírito Santo