Mário Cochrane de Alencar (Rio de Janeiro, – Rio de Janeiro, ) foi um advogado, poeta, jornalista, contista e romancista brasileiro. Filho do romancista José de Alencar, herdou dele as excelsas qualidades de sensibilidade e de espírito.

Biografia Filho de José de Alencar, foi membro da Academia Brasileira de Letras. Fez os primeiros estudos no Colégio Pedro II, obtendo o título de bacharel em ciências e letras, e formou-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo. Desde a adolescência distinguiu-se pelas tendências que revelava para os assuntos de poesia e literatura, o que se acentuou na sua primeira fase de colaboração, no Correio Mercantil. Ainda estudante, publicou a sua primeira coleção de poesias, Lágrimas (1888).

Autor de folhetins, teve muitos dos seus escritos em prosa e poesia dispersos entre jornais e revistas. Utilizou-se de pseudônimos como Deina e John Alone em algumas publicações em periódicos. Colaborou com vários órgãos de imprensa do Rio de Janeiro/RJ, desde a adolescência, tais como: Correio Mercantil, Almanaque Brasileiro Garnier, Brasilea (1917), Correio do Povo (1980); Gazeta de Notícias (1894); O Imparcial e A Imprensa (1900), Jornal do Commercio, O Mundo Literário, Renascença, Revista Brasileira (1895-1899), Revista da ABL e Revista da Língua Portuguesa, além de alguns periódicos paulistas.

Homem tímido e arredio, Mário de Alencar nunca quis estar no primeiro plano da vida pública. Limitou suas atividades à vida do pensamento, à sua criação literária e também à atividade burocrática, a que se devotou. Como funcionário público, chegou a diretor da Biblioteca da Câmara dos Deputados. Como homem de letras, elegeu-se para uma das cadeiras da Academia Brasileira de Letras, na vaga de José do Patrocínio.

A obra que Mário de Alencar legou não é vasta, limitando-se a duas ou três coleções de versos e a meia dúzia de volumes de prosa. Nesses poucos livros, porém, encontram-se um espírito gracioso, fino e polido, um artista perfeito, perfeitamente senhor de sua arte, um claro poeta, um sugestivo evocador de figuras e de almas.

A 7 de junho de 1923, foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, de Portugal. 120px|miniaturadaimagem|direita|Mário de Alencar e o poeta Olegário Mariano em 1909. Obras

1888 Lágrimas; 1902 Versos; 1903 Ode cívica ao Brasil; 1906 Dicionário de rimas; 1910 Alguns escritos; 1912 O que tinha de ser; 1913 Se eu fosse político; 1914 A Semana; 1919 Catulo da Paixão Cearense: sertão em flor; 1920 Contos e impressões.

Relatos dos Imortais Mário de Alencar, filho de Machado de Assis?

Academia Brasileira de Letras Ocupante da cadeira 21, eleito em 31 de outubro de 1905, após disputa com Domingos Olímpio, para a sucessão de José do Patrocínio. Foi recebido pelo acadêmico Coelho Neto em 14 de agosto de 1906. Faleceu em 8 de dezembro de 1925, sendo substituído na Academia por Olegário Mariano.

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