miniaturadaimagem|300px|O movimento de flanco dos gregos (em azul) contra os persas na Batalha de Maratona. A manobra de flanco é uma tática militar ofensiva que visa contornar as alas das posições inimigas atacando os seus flancos (lados) ou a sua retaguarda.
Vantagens Algumas das possibilidades oferecidas pela manobra de flanco são:
Evitar as defesas principais do inimigo. Possibilidade de concentrar forças apenas sobre a fração das tropas inimigas que está no flanco atacado. Possibilidade de causar surpresa tática. Possibilidade de isolar o inimigo da sua retaguarda, interrompendo as suas linhas de comunicações e o influxo de provisões e de reforços. Possibilidade de cortar as vias de retirada do inimigo, evitando que este escape.
Assaltando as posições inimigas lateralmente, o atacante abre a possibilidade de utilizar o fogo enfiado e de rolar o flanco do defensor.
Riscos Havendo equilíbrio de forças, a manobra de flanco é uma opção tática que acarreta riscos significativos para o atacante. Para evitar a exposição da sua própria retaguarda e para não revelar as suas intenções, o atacante é geralmente obrigado a dividir as suas forças, utilizando uma parte na manobra de flanco, enquanto outra permanece bloqueando a frente do oponente. Isso contraria o princípio de concentração de forças, dando a um inimigo bem preparado a chance de combater cada grupo em separado.
Adicionalmente, as tropas empregadas na manobra de flanco são obrigadas a separarem-se da sua própria retaguarda, arriscando-se a terem as suas linhas de retirada bloqueadas.
Medidas de defesa contra manobra de flanco thumb|300px|Batalha de Gettysburg, assalto final ao Little Round Top. Em vermelho, divisão confederada de John Bell Hood. Em azul, a brigada federal de Strong Vincent. Os confederados do 15th Alabama realizam a manobra de flanco. Os federais do 20th Maine recusam o flanco com sucesso, formando um ângulo na sua linha defensiva. Os comandantes militares dispõem de algumas medidas preventivas que podem evitar ou diminuir a eficácia de um ataque de flanco. Esses incluem: Estabelecer postos de observação e lançar patrulhas para receber alerta tempestivo do ataque. "Ancorar" os flancos em obstáculos naturais, como montanhas e rios. O trabalho do atacante será muito mais difícil se tiver que realizar o assalto montanha acima, ou atravessando um curso de água. Manter tropas de reserva à retaguarda, prontas para reforçar o flanco atacado. Dispor as defesas em profundidade, e não todas alocadas numa única linha. Preparar posições defensivas secundárias, atrás das linhas de defesa principais, para as quais possa recuar se as defesas principais não puderem sustentar-se. Preparar posições de defesa na lateral das alas, específicas para enfrentar o flanqueamento. Simplesmente alocar mais tropas e armas para os flancos.
Uma vez com o flanco sob ataque, o comandante defensor tem várias opções táticas. Algumas delas são: Mudar parcialmente ou totalmente de frente, voltando-a para a direção do ataque. Essa manobra é conhecida como "recusar o flanco". Reforçar o flanco atacado, utilizando reservas ou tropas das partes que não estão sendo atacadas. Recuar toda a linha defensiva para posições secundárias, atrás das principais. Na sequência, pode ser tentado um contra-ataque.
Batalhas vencidas usando manobras de flanco Batalha de Aljubarrota Batalha de Gaugamela
Categoria:Táticas militares Categoria:Batalha de Maratona