O Museu de Arte Contemporânea (MAC/CCB) é um museu dedicado à arte moderna e contemporânea, localizado no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, Portugal. A instituição integra o conjunto de equipamentos culturais do Centro Cultural de Belém, complexo situado na zona de Belém, junto ao rio Tejo, que também abriga espaços destinados às artes performativas, à música, às exposições e a outras atividades culturais.
O museu foi criado no âmbito da reorganização dos espaços museológicos e expositivos do Centro Cultural de Belém, tendo como objetivo apresentar e divulgar obras de arte dos séculos XX e XXI. A sua programação inclui exposições temporárias, projetos de investigação, iniciativas educativas e outras atividades relacionadas à arte contemporânea.
O MAC/CCB apresenta obras de diferentes linguagens artísticas, incluindo pintura, escultura, desenho, fotografia, instalação e outras formas de expressão. O seu programa procura estabelecer relações entre diferentes períodos e tendências da arte moderna e contemporânea, apresentando tanto artistas portugueses como artistas de outros países.
O museu também está relacionado com a coleção de arte moderna e contemporânea do Centro Cultural de Belém, reunida ao longo de diferentes períodos. A coleção inclui obras representativas de movimentos e tendências artísticas desenvolvidos ao longo dos séculos XX e XXI. A apresentação das obras pode variar de acordo com o programa de exposições e com as atividades desenvolvidas pela instituição.
Além das exposições, o MAC/CCB desenvolve ações de mediação e educação artística destinadas a diferentes públicos. Entre essas atividades encontram-se visitas, conversas, programas educativos e iniciativas destinadas à aproximação do público às obras e aos temas abordados pelas exposições.
A localização do museu no Centro Cultural de Belém também o coloca próximo de outros importantes equipamentos culturais e monumentos da zona histórica de Belém, formando parte de um dos principais polos culturais de Lisboa. O edifício do Centro Cultural de Belém foi projetado pelos arquitetos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado e foi construído no final do século XX, tendo sido concebido originalmente para acolher atividades relacionadas com a Presidência Portuguesa do Conselho das Comunidades Europeias e, posteriormente, como um centro cultural permanente.
O Museu de Arte Contemporânea integra, assim, a oferta cultural do Centro Cultural de Belém, funcionando como espaço de exposição, preservação, investigação e divulgação da arte moderna e contemporânea. Através das suas coleções, exposições e atividades culturais e educativas, a instituição participa na apresentação da produção artística dos séculos XX e XXI ao público em Portugal e no contexto internacional.
O Museu de Arte Contemporânea integra, assim, a oferta cultural do Centro Cultural de Belém, funcionando como espaço de exposição, preservação, investigação e divulgação da arte moderna e contemporânea. Através das suas coleções, exposições e atividades culturais e educativas, a instituição participa na apresentação da produção artística dos séculos XX e XXI ao público em Portugal e no contexto internacional.
Missão e Visão A missão do MAC/CCB consiste em promover o conhecimento, o estudo e a fruição das obras e coleções sob sua responsabilidade, procurando envolver diferentes públicos nas suas atividades de forma plural e participativa. O museu procura também estimular a criação artística e contribuir para a divulgação da arte contemporânea, considerando a diversidade de práticas e linguagens artísticas. A sua atuação valoriza a capacidade crítica da arte e procura estabelecer relações entre as artes visuais, a arquitetura e as artes performativas.
A atuação do MAC/CCB organiza-se, de forma geral, em torno dos seguintes eixos:
Compreensão da arte contemporânea a partir de uma perspetiva interdisciplinar, relacionando a produção artística atual com diferentes períodos e contextos históricos. Promoção do diálogo entre as artes visuais, a arquitetura e as artes performativas, em articulação com a programação do Centro Cultural de Belém. Apresentação da diversidade de práticas artísticas contemporâneas, combinando uma perspetiva histórica com a produção e as questões levantadas pelos artistas atuais. Estímulo à criação artística e desenvolvimento de relações com artistas e diferentes agentes do meio artístico. Promoção do museu como espaço de fruição, conhecimento, estudo e partilha de experiências. Desenvolvimento de programas de mediação e educação destinados a diferentes públicos, comunidades e faixas etárias. Valorização do diálogo entre o património artístico, a produção contemporânea e os diferentes campos da cultura.
Coleções
Coleções O MAC/CCB reúne e apresenta obras provenientes de diferentes coleções de arte moderna e contemporânea. Os acervos permitem acompanhar diferentes períodos, movimentos, tendências e práticas artísticas dos séculos XX e XXI, abrangendo artistas portugueses e internacionais. Entre as principais coleções presentes no museu encontram-se a Coleção Berardo, a Coleção Ellipse — Coleção de Arte Contemporânea do Estado em comodato no MAC/CCB, a Coleção Teixeira de Freitas e a Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE).
Coleção Berardo A Coleção Berardo constitui um dos principais conjuntos de arte moderna e contemporânea apresentados pelo MAC/CCB. Reunida por José Berardo ao longo de cerca de duas décadas, a coleção possui quase 900 obras de mais de 500 artistas e representa aproximadamente 70 tendências artísticas. O seu recorte cronológico começa em 1909 e estende-se até à produção contemporânea.
A coleção inclui obras relacionadas com movimentos como o cubismo, dadaísmo, surrealismo, expressionismo abstrato, neodadaísmo, Nouveau Réalisme e pop art. Entre os artistas representados encontram-se Pablo Picasso, Marcel Duchamp, Max Ernst, Piet Mondrian, Joan Miró, Francis Bacon, Yves Klein, Andy Warhol, Frank Stella e Gerhard Richter. A coleção inclui também significativa representação da arte portuguesa, com obras de artistas como Alberto Carneiro, Maria Helena Vieira da Silva, Paula Rego, Helena Almeida e Pedro Cabrita Reis.
Além das vanguardas históricas, a Coleção Berardo inclui trabalhos de artistas associados à produção contemporânea, entre eles Bruce Nauman, Julião Sarmento, Gabriel Orozco, Alexander Calder, Vito Acconci, Larry Bell, Christian Boltanski, Nam June Paik, Bill Viola e Andreas Gursky. A diversidade do acervo permite a construção de diferentes leituras da história da arte moderna e contemporânea.
Coleção Ellipse A Coleção Ellipse — oficialmente denominada Coleção Ellipse – Coleção de Arte Contemporânea do Estado em comodato no Museu de Arte Contemporânea/Centro Cultural de Belém — é constituída por 860 obras. A coleção foi originalmente reunida por João Oliveira Rendeiro e por um fundo de capitais, tendo a seleção das obras sido realizada por Pedro Lapa, Alexandre Melo e Manuel E. González, com a participação de um conselho consultivo internacional.
O Estado Português adquiriu a coleção no final de 2022. O conjunto reúne obras de artistas com presença significativa no panorama internacional da arte contemporânea, incluindo artistas de diferentes gerações, desde autores ativos a partir da década de 1970 até criadores de gerações mais recentes. As obras encontram-se no MAC/CCB em regime de comodato.
Coleção Teixeira de Freitas A Coleção Teixeira de Freitas foi constituída pelo colecionador brasileiro Luiz Augusto Teixeira de Freitas, radicado em Portugal. Reunida principalmente entre 2000 e 2014, caracteriza-se pela atenção a diferentes campos da produção artística contemporânea, incluindo arte conceptual, arquitetura, paisagem, literatura, arte efémera e livros de artista.
Apesar do seu caráter internacional, a coleção atribui particular importância à produção artística do Brasil e de Portugal. Essa característica permite estabelecer relações entre diferentes contextos culturais e históricos e explorar as relações artísticas entre os dois países. O acervo também apresenta diferentes formas de desenho e outras práticas artísticas contemporâneas.
Coleção de Arte Contemporânea do Estado A Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE) é uma coleção pública portuguesa iniciada em 1976. O seu acervo reúne obras realizadas em diferentes suportes, incluindo pintura, desenho, gravura, fotografia, escultura, vídeo e instalação. A maioria das obras é de artistas portugueses, embora a coleção também inclua produção internacional.
A CACE é tutelada pelo Ministério da Cultura, através dos Museus e Monumentos de Portugal, e parte das suas obras encontra-se depositada em diferentes instituições culturais. No MAC/CCB, a coleção integra exposições e outros projetos relacionados com a arte moderna e contemporânea. A política de aquisições da CACE dá especial atenção à produção artística portuguesa e à sua divulgação em diferentes regiões do país.
Entre as obras da CACE apresentadas no MAC/CCB encontram-se trabalhos de artistas como Paula Rego e Ângela Ferreira. A coleção contribui para a documentação e preservação da produção artística contemporânea portuguesa e para a sua apresentação ao público.
Outras coleções e acervos Além das principais coleções em depósito, documentos institucionais do Centro Cultural de Belém referem também a Coleção CCB, a Coleção Almada Negreiros e Sarah Affonso, a Coleção Mário Botas e a Coleção Teatro Nacional D. Maria II entre os acervos sob responsabilidade, guarda ou investigação do MAC/CCB. A utilização desses conjuntos pode variar de acordo com os projetos expositivos, de conservação, investigação e programação do museu.
As diferentes coleções permitem ao MAC/CCB construir exposições que colocam em relação obras provenientes de acervos distintos. A exposição permanente «Uma deriva atlântica», por exemplo, utiliza principalmente obras da Coleção Berardo e inclui também peças da Coleção Ellipse, da Coleção Teixeira de Freitas e da CACE.
Outra exposição permanente, «Objeto, Corpo e Espaço», reuniu obras das coleções Berardo, Holma/Ellipse, Teixeira de Freitas e CACE, estabelecendo relações entre diferentes práticas desenvolvidas a partir da década de 1960, como o minimalismo, a arte povera e a arte conceptual.
Dessa forma, as coleções associadas ao MAC/CCB constituem a base de grande parte da sua programação expositiva, educativa e de investigação. O conjunto permite abordar a transformação da arte ao longo de mais de um século, relacionando movimentos históricos, práticas contemporâneas, diferentes linguagens artísticas e contextos culturais nacionais e internacionais.
Exposições
Exposições Desde a sua abertura, em 2023, o MAC/CCB tem apresentado exposições temporárias e exposições de caráter permanente, reunindo obras provenientes das suas diferentes coleções e projetos dedicados a artistas, movimentos e temas da arte moderna e contemporânea.
2023–2024
Atravessar uma ponte em chamas — Berlinde De Bruyckere — 28 de outubro de 2023 a 10 de março de 2024. Foi uma das exposições inaugurais do MAC/CCB e apresentou trabalhos de escultura, desenho, colagem e instalação da artista belga. Ou o desenho contínuo. Desenhos da Coleção Teixeira de Freitas — inaugurada em 27 de outubro de 2023, na abertura do museu. A exposição apresentou obras provenientes da Coleção Teixeira de Freitas. Habitar Lisboa — exposição apresentada no período inicial de funcionamento do museu, dedicada à relação entre a cidade, a arquitetura e as práticas artísticas. Coleção Berardo: do Primeiro Modernismo às Novas Vanguardas do Século XX — exposição dedicada à Coleção Berardo, organizada segundo uma sequência cronológica da arte do século XX. A mostra permaneceu em exibição até 5 de janeiro de 2025.