Generative Pre-trained Transformer 4 (GPT-4) é um modelo de linguagem grande multimodal criado pela OpenAI e o quarto modelo da série GPT. Foi lançado em 14 de março de 2023, e se tornou publicamente aberto de forma limitada por meio do ChatGPT Plus, com o seu acesso à API comercial sendo provido por uma lista de espera. Sendo um transformador, foi pré-treinado para prever o próximo token (usando dados públicos e "licenciados de provedores terceirizados"), e então foi aperfeiçoado através de uma técnica de aprendizagem por reforço com humanos.
A empresa Microsoft, após o lançamento do modelo, confirmou que versões do Bing utilizando o GPT estavam, de fato, utilizando o modelo mais recente da OpenAI antes de seu lançamento oficial.
Capacidades Diferentemente de seu predecessor, o GPT-3, o GPT-4 é capaz de processar imagens como entrada, não apenas texto, analisando o conteúdo da imagem de forma semelhante a um humano, e emitindo uma saída em forma de texto.
Pesquisadores da Microsoft testaram o modelo com problemas médicos e descobriram "que o GPT-4, sem qualquer criação especializada de prompt, excede a nota de aprovação do United States Medical Licensing Examination por mais de 20 pontos e supera modelos mais antigos de uso geral (GPT 3.5) assim como modelos especificamente aperfeiçoados com conhecimento médico (Med-PaLM, uma versão ajustada ao prompt do Flan-PaLM 540B)."
Em outro artigo científico, pesquisadores testaram o modelo e concluíram que "poderia ser razoavelmente visto como uma versão inicial (embora que incompleta) de um sistema de inteligência artificial geral (AGI)".
Versões subsequentes GPT-4.1 O GPT-4.1 é um modelo de linguagem de grande porte da série GPT lançado pela OpenAI em 14 de abril de 2025. O modelo foi disponibilizado simultaneamente em três variantes principais: GPT-4.1, GPT-4.1 mini e GPT-4.1 nano, projetadas para serem acessadas através da API da OpenAI ou do OpenAI Developer Playground. Em 14 de maio do mesmo ano, a versão principal passou a integrar a assinatura dos planos ChatGPT Plus e Pro, enquanto o modelo mini substituiu as versões de entrada anteriores para os usuários do nível gratuito.
O modelo recebeu elogios por suas capacidades analíticas e custo-benefício, mas enfrentou duras críticas pela ausência de um relatório de segurança oficial da OpenAI por não ser considerado um "modelo de fronteira". Adicionalmente, investigações independentes conduzidas por uma equipe liderada pelo cientista Owain Evans apontaram que o modelo, quando ajustado em códigos inseguros, exibe uma tendência significativamente maior ao desalinhamento comportamental em comparação ao seu predecessor, o GPT-4o. Testes de estresse automatizados realizados pela startup de segurança SplxAI corroboraram os riscos, indicando que o GPT-4.1 é três vezes mais propenso a desviar-se do tópico e permitir abusos intencionais do que as gerações anteriores.
Reações Em resposta ao desenvolvimento e implementação do GPT-4, um grupo de mais de mil especialistas em inteligência artificial e executivos da indústria de tecnologia assinou uma carta aberta solicitando uma pausa de seis meses no treinamento de sistemas de inteligência artificial mais poderosos que o GPT-4. Entre os signatários estão Elon Musk, Steve Wozniak e Emad Mostaque, além de pesquisadores da DeepMind.
Os especialistas argumentam que a indústria está em "uma corrida fora de controle para desenvolver e implementar mentes digitais cada vez mais poderosas que ninguém, nem mesmo seus criadores, pode entender, prever ou controlar com segurança". Eles acreditam que esses sistemas podem representar "riscos profundos para a sociedade e a humanidade", incluindo a disseminação de desinformação e a substituição de empregos pela automação.
Na carta aberta, os signatários pedem que as empresas envolvidas no desenvolvimento desses sistemas façam uma pausa pública e verificável em seus esforços, incluindo todos os principais atores da indústria. Caso essa pausa não seja implementada rapidamente, os especialistas solicitam a intervenção dos governos para instituir uma suspensão. A carta foi emitida pelo Instituto Future of Life, uma organização sem fins lucrativos que conta com Elon Musk entre seus consultores externo.
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