O Metropolitano de Madrid é o sistema de metropolitano que serve a capital da Espanha.

Esta rede de metropolitano é uma das maiores do mundo, tanto pela sua extensão, como pelo número de estações. Estão em operação 302 estações em 12 linhas mais um ramal, além de 3 linhas operadas com veículo leve sobre trilhos (VLT) que contam com outras 38 estações e tem 27,78 km de extensão, e são identificadas como "Metro Ligero de Madrid". O sistema utiliza 2.310 vagões e transportou no ano de 2011 aproximadamente 634 milhões de passageiros.

É a sexta rede de metropolitano do mundo com uma extensão de 283,8 km, depois de Londres com 408,0 km, Nova Iorque com 368 km, Tóquio com 304,5 km, Moscou com 292,9 km e Seul com 286,9 km.

O sistema metroviário da capital madrilenha é operado pela empresa pública "Metro de Madrid S.A.". A "Metros Ligeros de Madrid S.A." é a responsável pela operação da linha 1 do Metro Ligeiro. As linhas 2 e 3 são administradas por "Metro Ligero Oeste S.A.". Todas estas empresas estão integradas ao "Consorcio Regional de Transportes de Madrid", que é o responsável desde 1986 para unir os esforços das empresas públicas e privadas relacionadas com o transporte público de Madrid. É sua a coordenação dos serviços, área de atuação e tarifas.

História O Metropolitano de Madrid foi inaugurado em 17 de Outubro de 1919, pelo Rei Afonso XIII. A primeira linha com 8 estações cobria o percurso de 3,48 km, entre as estações de Puerta del Sol e Cuatro Caminos. O tempo de viagem entre os extremos era de 10 minutos. O sistema entrou em operação comercial em 31 de outubro.

São Miguel Arcanjo é o padroeiro dos metroviários de Madrid, homenageando o engenheiro Miguel Otamendi, que juntamente com os também engenheiros Carlos Mendoza e Antonio González Echarte, foram os responsáveis pelo projeto do sistema ferroviário suburbano da cidade de Madrid, que na época contava com uma população aproximada de 600.000 habitantes.

A proclamação da II República da Espanha aconteceu em 14 de Abril de 1931 na sequência da vitória republicana nas eleições municipais. Por imposição do novo regime todos os nomes que lembravam regime monárquico foram mudados, e em 26 de junho de 1931 a empresa de metro de Madrid alterou o seu nome original de "Compañía Metropolitano Alfonso XIII" para "Compañía Metropolitano de Madrid", assim como a "Estação Isabel II", passou a ser chamada de Ópera. thumb|right|175px|Nicho azulejado da Estação Bilbao, inaugurada em 1919. Desde do início da Guerra Civil Espanhola em agosto de 1936, as estações serviram de abrigo durante os bombardeios aéreos. O "Ramal do Norte", foi fechado para o público servindo de abrigo para um posto de médico. As demais linhas continuaram funcionando normalmente. Algumas composições foram utilizadas como ambulâncias, no transporte de feridos em combate. O trecho entre as estações Goya e Diego de León serviu como paiol para pólvora e projéteis de artilharia. A explosão deste depósito em janeiro de 1938, destruiu parte da Linha 2, causando dezenas de mortos entre passageiros, destruindo inclusive quatro trens que estavam em circulação. O "Ramal do Norte" foi reativado em abril de 1939. thumb|left|175px|Trens do modelo "Clásicos" que circulavam nas linhas 1 e 3.

Em 1956, após o "Ministerio de Obras Públicas" tem sido designado como responsável pela construção da infraestrutura metroviária é aprovado um plano de expansão do Metro, com 50 km adicionais de linhas a serem construídas em um período de até 20 anos. Em 1967 é aprovado por parte do Governo um novo plano de ampliação, de 55 km a ser executado em 12 anos. O Plano é revisto em 1971 e 1974 pela "Dirección General de Transportes Terrestres", com o término das obras projetadas para o ano de 1980.

A grande expansão do metro de Madrid começou nos anos 1970, devido sobretudo ao aumento da população urbana. As obras que decorreram entre a década de 1990 e o início do século XXI ampliaram a linha subterrânea, incluindo novas ligações. De 82 km de linhas, 120 estações e 480 milhões de passageiros transportados no ano de 1980, a rede evoluiu para 227 km de linhas, chegando a 237 estações e 657 milhões de passageiros transportados em 2006. Novas ampliações e remodelações estão em curso, conforme o " Plan de ampliación de la red de metro de madrid 2007-2011 " que prevê 75 km adicionais de linhas, novas oficinas, além de uma nova Linha de Metro Ligero.

center|351 px|thumb|Evolução demográfica de Madrid (período 1900-2006). fonte:"Instituto Nacional de Estadística (INE)", da Espanha.

Linhas A rede de metropolitano de Madrid é constituída pelas seguintes linhas:

LinhaComprimento(km)EstaçõesPlataforma(m)Início das operações <center>Pinar de Chamartín ↔ Valdecarros23,8763390 Las Rosas ↔ Cuatro Caminos14,0312060 m (Cuatro Caminos - La Elipa)90 m (La Almudena - Las Rosas) Villaverde Alto ↔ Moncloa16,4241890 Argüelles ↔ Pinar de Chamartín14,625 2360 Alameda de Osuna ↔ Casa de Campo23,2173290 Circular23,472 (circular)28115 Pitis ↔ Hospital del Henares32,91932115m (Pitis – Estadio Metropolitano) 90m (Barrio del Puerto – Hospital del Henares) Nuevos Ministerios ↔ Aeropuerto T416,4678115 Paco de Lucía ↔ Arganda del Rey39,50029115 Hospital Infanta Sofía ↔ Puerta del Sur36,51431115m (Puerta del Sur – Tres Olivos) 90m (Montecarmelo – Hospital Infanta Sofía) Plaza Elíptica ↔ La Fortuna8,5007115 MetroSur (Circular)40,596 (circular)28115 Opera ↔ Príncipe Pío1,092260 Total (Linhas de metro) 294 302 - - Pinar de Chamartí­n ↔ Las Tablas5,395945 Colonia Jardín ↔ Estación de Aravaca8,6801345 Colonia Jardín ↔ Puerta de Boadilla13,6991645 Total (Linhas VLT) 27,774 38 - -

Características da rede thumb|right|175px|Saída de trecho subterrâneo, na Estação Eugenia de Montijo.

thumb|right|175px|A Estação Lago (linha 10) é uma das poucas em superfície do Metrô de Madrid. A rede do metropolitano madrilenho é subterrânea na maior parte de sua extensão, com exceção dos seguintes trechos em superfície: 15px Eugenia de Montijo - Empalme 15px Puerta de Arganda - Rivas-Vaciamadrid - La Poveda, conhecido como trecho TFM e que utiliza a antiga linha do trem de Arganda. 15px Lago - Casa de Campo onde atravessa o parque Casa de Campo.

Por outro lado, a rede de Metro Ligero com traçado segregado do tráfego geralmente na superfície, exceto em: 15px Virgen del Cortijo - Blasco Ibáñez e María Tudor – Las Tablas 15px Colonia Jardín – Estación de Aravaca, exceto nas estações de Somosaguas Sur e Avenida de Europa, os trechos Prado del Rey-Somosaguas Centro e Campus de Somosaguas-Berna (estações em superfície) e curtos túneis sobre as rodovias M-502 e M-503. 15px Colonia Jardín – Puerta de Boadilla exceto o entorno da estação de Montepríncipe, construído em túnel enquanto que a estação está em uma trincheira.

O raio mínimo de curva das linhas do metrô de Madrid é de 90m (exceto nas linhas do Metrô ligeiro) e a rampa máxima de 5%. A via permanente é composta de trilhos TR 54 (54 kg/m) fixados por meio de parafusos e tirefounds em mini - dormentes de concreto nos trechos onde o raio de curva é de 90m, assim como dentro das estações, de forma que evita deformações e desgaste excessivo dos trilhos quando são submetidos ao calor das frenagens e aceleração dos trens. Nos demais trechos são utilizados dormentes de concreto tradicionais.

Por ser uma rede muito antiga (a primeira linha foi inaugurada em 1919) o metrô de Madrid possui diferenças técnicas (como o metrô de Nova Iorque, por exemplo) em sua rede:

As linhas 1 a 5 e Ramal foram implantadas desde o início do século XX até o fim dos anos 1960 com bitola madrilenha de 1,445m. Os túneis possuem largura de 6,86 m e altura de 5,36 m, sendo construídos a poucos metros de profundidade. A distância média entre estações é de 630 m. As plataformas das estações das linhas 2,4 e Ramal possuem 60m de comprimento e capacidade para composições de 4 carros, enquanto que as plataformas das linhas 1,3 e 5 possuem 90 metros de comprimento e capacidade para composições de 6 carros. Os carros dos trens que circulam por essas linhas possuem dimensões padronizadas: 2,30 m de largura, entre 3,34 e 3,52 m de altura e 14,72 m de comprimento. As linhas 6 a 12 foram implantadas a partir da década de 1970 com bitola internacional de 1,435m. Os túneis possuem 7,74 m de largura e altura de 6,87 m. A partir da década de 1990 o avanço das técnicas construitivas na Espanha permitiu que o metrô de Madrid utilizasse shields na escavação de túneis à grande profundidade. Com isso o diâmetro dos túneis foi fixado em 8,07 m. A distância média entre estações é de 850m. As plataformas das estações possuem comprimento variável entre 110 e 115m, exceto as plataformas das estações dos trechos Três Olivos - Hospital Infanta Sofia do MetroNorte (denominação da ampliação da linha 10) e Barrio de Porto - Hospital del Henares do MetroEste (denominação da ampliação da linha 7) que possuem 90 m de comprimento. Todas as plataformas são preparadas para receberem composição de até 6 carros, cujas dimensões variam de acordo com a série do trem, embora a largura dos trens seja sempre de 2,80 m. As plataformas da linha 6 na estação de Cuatro Caminos são as mais profundas do sistema, estando a cerca de 49m da superfície. A linha 11 é a única do sistema que possui uma via provisória em bitola mista (1,435m e 1,445m). Após uma ampliação da linha ou o aumento do número de passageiros, o metrô de Madrid irá optar deixá-la apenas com bitola internacional (1,435m).

Os trens do Metrô de Madrid circulam em mão inglesa (do lado esquerdo), sendo esse o único sistema de metrô na Espanha com essa característica.

Funcionamento e serviços thumb|right|175px|"Bibliometro", atendimento na estação Canal. O sistema funciona das 6h00m às 1h30m, com exceção do serviço de transbordo em Puerta de Arganda - Linha 9 e na estação de Pitis - Linha 7 que funciona com o horário reduzido das 6h00m às 23h30m.

A frequência de chegada dos trens às estações é de 2 a 4 minutos em hora de ponta; variando de 4 a 7 minutos no restante do dia, sendo que após a meia noite este período é de 15 minutos.

A "Bibliometro" foi aberta em abril de 2005. A biblioteca circulante está disponível em um total de 15 estações. O empréstimo gratuito é feito aos leitores previamente cadastrados. O serviço funciona no horário de 13:30 às 20:00 horas. É permitido o empréstimo de um livro por leitor, por um período de 15 dias, renováveis por outros 15.

O metro mantém em funcionamento em todas as estações um serviço telefônico (telefone amarelo) para auxílio e informações. Existem também pontos de auxílio aos viajantes em diversas línguas ("Centros de Atención al Viajero") nas estações Aeropuerto T1-T2-T3, Aeropuerto T4, Avenida de América e Nuevos Ministerios, funcionando todos os dias da semana no horário de 7:00 às 22:00 horas. Além de pontos de atendimento nas estações Atocha Renfe, Méndez Álvaro e Chamartín.

O acesso de bicicletas é permitido em todas as estações durante todos os horários nos sábados, domingos e feridos. Nos dias úteis o acesso é possível entre as 10:00 e as 12:30 horas, a após as 21:00 horas até ao encerramento do serviço. É permitida a entrada de uma bicicleta por passageiro. As linhas de Metro Ligero também oferecem este tipo de facilidade.

Como regra geral não são permitidos animais nas áreas do Metro de Madrid, exceto nos casos de cães guias para cegos, e de animais domésticos de pequeno porte, transportados em gaiolas que não oferecem riscos, e não causem inconvenientes de ruído ou odor.

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