A história do teatro musical nos Estados Unidos é muito importante para a cultura americana e para a história do país. O teatro musical é um estilo de teatro que combina música, canções, dança e diálogos falados. O teatro musical é único, pois possui diversas manifestações artísticas.
O início A primeira peça teatral adaptada ao moderno conceito de musical foi The Black Crook - com enredo de Charles M. Barras e adaptação musical de Giuseppe Operti - que foi premiado no Niblo's Gardens, em Nova York, na data de 12 de Setembro de 1866. A produção teve cinco horas e meia de duração e 474 performances.
Centenas de comédias musicais foram apresentadas na Broadway de 1890 até 1900, com músicas escritas pelos nova-iorquinos Tin Pan Alley, Gus Edwards, John J. McNally e John Walter Bratton.
Opereta As mais conhecidas composições de opereta foram as de W. S. Gilbert e Arthur Sullivan, entre as mais prodigiosas estão The Mikado, Pirates of Penzance, H.M.S. Pinafore e Princess Ida - permanecendo popular até hoje, e frequentemente revividas em Londres (2003), pela companhia de Richard D'Oyly Carte, que dedicou seu trabalho ao Savoy Theatre. Muito do seu legado serviu para inspirar peças de Victor Herbert (Babes in Toyland, 1903), Franz Lehár (The Merry Widow, 1907) e Oskar Straus (The Chocolate Soldier, 1910).
Opereta é uma demonstração única da musicalidade no teatro, com obras eternizadas nos palcos pelo mundo.
Na década de 1920 Os musicais desenvolveram-se da ópera e da opereta, mas os primeiros musicais da década de 1920 ignoravam o planejamento para enfatizar atores e atrizes, rotinas de dança e canções populares. Muitos shows eram apresentações com pouco planejamento e muita improvisação. Eram comuns naquele tempo produções como Lady Be Good, Sunny, Tip Toes, No, No, Nanette, Oh, Kay, e Funny Face. Esses shows produziram padrões duradouros usados por George Gershwin, Cole Porter, Vincent Youmans, e Richard Rodgers e Lorenz Hart, entre outros.
A primeira produção que reunia as características de musical como nós conhecemos hoje - uma completa integração entre enredo e partitura - foi Show Boat, que impactou o teatro e o mundo da moda, pois foi a primeira história que reuniu brancos e negros nos palcos, sendo premiado em 27 de Dezembro de 1927 no Teatro Ziegfeld em Nova York. Por causa disto, Florenz Ziegfeld ficou conhecido por apresentações de canções e dança, apresentando extravagantes figurinos, mas sem um tema em comum, amarrando vários temas juntos. Show Boat, com um roteiro e letras adaptados da novela de Edna Ferber por Oscar Hammerstein II e P. G. Wodehouse e música por Jerome Kern, apresentou um novo conceito que foi aclamado pela audiência imediatamente. A despeito de alguns temas surpreendentes - a miscigenação entre eles - a produção original foi executada em um total de 572 performances.
Na década de 1930 Ancorado pelo sucesso de Show Boat, equipes criativas começaram a seguir este "formato" de hit popular. Of Thee I Sing (1931), uma sátira política com música de George Gershwin e letra de Ira Gershwin e Morrie Ryskind, foi o primeiro musical a ser premiado pelo Prémio Pulitzer. The Band Wagon (1931), com partitura de Arthur Schwartz e Howard Dietz, estrelaram os dançarinos em parceria Fred Astaire e sua irmã Adele. Embora este seja uma apresentação, ele serviu como base para duas subsequentes versões filmadas deste "livro" musical no verdadeiro sentido da palavra. Anything Goes de Cole Porter (1934) afirmou a posição de Ethel Merman como a primeira Lady do Teatro musical - um título mantido por ela por muitos anos. Porgy and Bess de Gershwin (1935) foi maior perda para a opera pois apesar de ser um típico musical, seu estilo e partituras prenunciaram produções contemporâneas como Evita e Les Misérables. The Cradle Will Rock (1937), com livro e partitura de Marc Blitzstein e direção de Orson Welles, foi a mais política peça de até então, a despeito da controvérsia à sua volta, manteve-se por 108 performances. Knickerbocker Holiday de Kurt eill trouxe ao musical as antigas histórias da cidade de Nova York, usando autores como Washington Irving. logo, o teatro musical foi envolvido em algo bem mais profundo do que as plumas das esculturais garotas do show.
A era dourada (Golden Age) (1940/1950/1960) A era dourada dos musicais iniciou-se com Oklahoma!(1943) e terminou com Hair (1968).
Oklahoma! de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II teve um coeso planejamento, canções que não se distanciaram da ação da história, e apresentaram um balé adorável com a vantagem de personagens bem desenvolvidos, em vez de usar a dança como desculpa para colocar mulheres com roupas reduzidas no palco. Desafiando a convenção dos musicais ao colocar em seu primeiro ato em vez de coro de garotas, uma mulher numa batedeira de manteiga, com uma voz fora do palco cantando as primeiras linhas de Oh, What a Beautiful Morning (oh, esta é uma bela manhã). Este foi o primeiro "blockbuster" dos shows na Broadway, fazendo um total de 2212 apresentações, e permanecendo como um dos projetos mais frequentados produzidos pela equipe. Os dois criaram uma coleção extraordinária de alguns dos mais amados e mais duradouros clássicos musicais, incluindo Carousel (1945), South Pacific (1949), The King and I (1951), e The Sound of Music (1959).
"Americana" foi denominada a época da era de ouro quando a guerra começou a explodir. Um exemplo disto deve ser "On The Town" (1944), escrito por Betty Comden e Adolph Green, composto por Leonard Bernstein e coreografado por Jerome Robbins. O musical foi apresentado durante o tempo de guerra, onde um grupo de três marinheiros estavam com 24 horas de licença antes de deixar Nova Iorque. Durante seu dia, cada um deles encontrou uma linda mulher. A mulher neste show tem um específico poder sobre eles, como se estivessem dizendo, "Come here! I need a man!" (Venha aqui! Eu preciso de um homem!) O show também deu a impressão de um país com um futuro certo, enquanto os marinheiros conquistaram suas mulheres antes de partir.
Oklahoma! inspirou outros musicais que mantiveram a tendência. Irving Berlin usou a carreira de exímia atiradora de Annie Oakley como base para o Annie Get Your Gun (1946, com 1147 representações); Burton Lane, E. Y. Harburg, e Fred Saidy combinaram a sátira política com o caprichado sotaque irlandês em sua fantasia Finian's Rainbow (1947, com 725 performances); Cole Porter achou inspiração em Taming of the Shrew de William Shakespeare para Kiss Me, Kate (1948, com 1077 representações); o eclético personagem de Damon Runyan foi coração de Frank Loessere Abe Burrows' em Guys and Dolls, (1950, com 1200 representações); e os Gold Rush foram o parâmetros para Alan Jay Lerner eFrederick Loewe criarem o Paint Your Wagon (1951). Apesar de ter um vida breve de - 289 representações - este show não os desencorajou de colaborarem novamente, desta vez em uma adaptação de Pygmalion de George Bernard Shaw's - My Fair Lady (1956), com Rex Harrison e Julie Andrews, que permaneceu em cartaz por 2717 representações, mantendo um recorde por muitos anos.
Como em Oklahoma!, a dança é parte integral de West Side Story (1957), que transportou Romeu e Julieta para a modernidade da cidade de Nova Iorque e converteu a rivalidade feudal das famílias Montague e Capuletos em uma guerra de gangues. O livro foi adaptado por Arthur Laurents, com música de Leonard Bernstein e letras do novato Stephen Sondheim. Ela foi aclamada pelos críticos, mas fracassou na escolha do público que preferira The Music Man de Meredith Willson , aos becos de Manhattan. Aparentemente os votantes do Tony Award tiveram o mesmo pensamento, desde que eles favoreceram o que já era formal. West Side Story teve uma respeitável carreira de 732 performances (1040 em West end), enquanto The Music Man durou quase o mesmo tempo com 1375.
Laurents e Sondheim reuniram-se novamente para Gypsy (1959, com 702 performances), com Jule Styne fazendo a música para o fundo da história sobre a mais desesperada mãe sobre os palcos de todos os tempos, a mãe da stripper Gypsy Rose Lee. A produção original foi apresentada por 702 vezes, mas provou ser um dos maiores sucessos e teve três subsequentes reapresentações, com Angela Lansbury, Tyne Daly, e Bernadette Peters fazendo o papel da famosa Ethel Merman.
Stephen Sondheim foi um dos mais importantes compositores/letristas de 1960. Seu primeiro projeto no qual escreveu ambos, música e letra, foi A Funny Thing Happened on the Way to the Forum (1962, com 964 performances), livro baseado nos trabalhos de Platãopor Burt Shevelove e Larry Gelbart, e estrelando Zero Mostel. Sondheim moveu o musical para além da sua concentração nas parcelas românticas típicas de épocas anteriores; seu trabalho tende a ser obscuro, explorando o lado áspero da vida, tanto no presente, quanto no passado. Alguns dos seus mais recentes trabalhos são Anyone Can Whistle (1964, que teve apenas nove performances, a despeito das estrelas como Lee Remick e Angela Lansbury - é um lendário fracasso), Company (1970), Follies (1971), e A Little Night Music (1973), que apresentaram a única padronização do sempre emergente catálogo de Sondheim, Send in the Clowns. Ele achou inspiração em fontes totalmente improváveis - a abertura do comércio ocidental como o Japan de Pacific Overtures, um lendário barbeiro assassino - Sweeney Todd - procurando vingança contra a Era Industrial de Londres, as pinturas de Georges Seurat para Sunday in the Park with George, e um coleção de indivíduos que pretendiam eliminar o Presidente dos Estados Unidos em Assassins.
Jerry Herman também teve um significante papel no teatro musical americano, começando com a sua primeira produção na Broadway, Milk and Honey (1961, com 563 performances), sobre a fundação do estado de Israel, e continuando com um coleção de sucessos Hello, Dolly! (1964, 2844 performances), Mame (1966, com 1508 performances), e La Cage aux Folles (1983, com 1761 performances). E mesmo com menor sucesso shows como Dear World (1969) e Mack & Mabel (1974) teve um memorável partitura em (Mack & Mabel que foi mais tarde retrabalhada em Londres com sucesso). Escrevendo ambos letras e música, muitos dos shows melodiosos de Herman se tornaram um jargão popular, incluindo "Hello, Dolly!", "If He Walked Into My Life", "We Need a Little Christmas", "I Am What I Am", "Mame", "Shalom", "The Best of Times", "Before the Parade Passes By", "Put On Your Sunday Clothes", "It Only Takes a Moment", "It's Today!", "Open a New Window", "Bosom Buddies", "I Won't Send Roses", e "Time Heals Everything", recordando as iluminados como Louis Armstrong, Eydie Gorme, Barbra Streisand, Petula Clark e Bernadette Peters. O songbook de Herman tem como assunto duas apresentações musicais populares, Jerry's Girls (Broadway, 1985), e Showtune.
Os musicais começaram a divergir de seu relativo restrito confinamento na década de 1950. O Rock foi usado em diversos musicais da Broadway, talvez o mais importante deles Hair, que apresentou não apenas o rock, mas também o nudismo e controvertidas opiniões sobre a Guerra do Vietnã. Outros importantes musicais com o rock da década de 1960 e 1970 incluem Jesus Christ Superstar, Godspell, e Two Gentlemen of Verona. Os musicais também mudaram para outra direção. Shows como Raisin, Dreamgirls, Purlie, e The Wiz trouxeram uma significante influência africana à Broadway. Mais e mais diferentes gêneros musicais foram introduzidos aos musicais dentro ou fora da Broadway (Off-Broadway). Empresas de automóveis e outros tipos de corporações alugavam os talentos da Broadway para escrever musicais corporativos, shows particulares para os seus empregados.
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