A Peregrinação do Rapaz Sem Cor (Japonês: 色彩を持たない多崎つくると、彼の巡礼の年, Hepburn: Shikisai o motanai Tazaki Tsukuru to, kare no junrei no toshi)O seu título original é romanizado como "Shikisai o motanai Tazaki Tsukuru to, kare no junrei no toshi" (usando a romanização Hepburn), mas é por vezes visto como "Shikisai wo motanai Tazaki Tsukuru to, kare no junrei no toshi" (usando a romanização Nihon-shiki, com wo na vez de o). Apresenta "Tazaki Tsukuru" porque nomes japoneses têm o nome familiar (Tazaki) a vir antes do nome pessoal (Tsukuru). é o décimo terceiroArtigos da imprensa a afirmar que era o 14º romance não eram precisos. Tsukuru Tazaki é o 13º romance de Murakami (a contar do seu 1º "Hear the Wind Sing" ao seu 12º "1Q84"). romance do escritor japonês Haruki Murakami. Publicado a 12 de abril de 2013 no Japão, vendeu um milhãoOs artigos da imprensa que afirmaram que "1 milhão de cópias desapareceram das livrarias pelo Japão no dia em que foi para venda" ou que "o romance vendeu mais de um milhão de cópias na sua primeira semana no Japão" não eram precisos: uma semana depois do seu lançamento, a editora só reportou um milhão de cópias imprimidas (não vendidas). Um mês após o lançamento, a editora alegou que um milhão de cópias foram vendidas nessa mês. Noves meses após o lançamento, a firma de informação de ponto-de-venda Oricon certificou 985,000 cópias vendidas. de cópias num mês.
O romance é um Bildungsroman realista que conta a história do engenheiro ferroviário japonês Tsukuru Tazaki. Quando o seu grupo próximo de amigos abruptamente corta todas as relações com ele, um jovem Tsukuru fica deprimido e sem respostas. Anos mais tarde, Tsukuru tenta reconciliar com os seus antigos amigos, embarcando numa jornada pela verdade e numa peregrinação pela felicidade.
Chegou aos best-sellers da lista de BookScan,NPR,, e do The New York Times na categoria de "Ficção de Capa dura".
Enredo Tsukuru Tazaki é um homem de 36 anos cujos traços definidores são o seu amor por estações de comboios e que os amigos de infância coletivamente decidiram acabar com a sua amizade com ele durante o seu segundo ano na universidade. Ele vive agora em Tóquio e começou a sair com uma nova namorada, Sara Kimoto, que trabalha numa agência de viagens. Ele explica-lhe a sua situação durante o jantar, falando sobreNagoia e dos seus amigos do secundário que se chamavam Ao, Aka, Shiro e Kuro (japonês para: azul, vermelho, branco e preto), alcunhas baseadas na cor do seu apelido, ao contrário do seu "sem cor". Ele costumavam fazer tudo juntos com os cinco dígitos de uma mãe. Um dia, ele recebeu uma chamada dos seus amigos onde eles anunciaram que ele não o queriam ver mais ou associarem-se a ele, deixando-o emocionalmente destroçado.
Depois de ele superar essa perda e os seus impulsos suicidas, Tsukuru tornou-se amigo de Haida (cujo nome contem "cinza) na universidade. Eles começaram a fazer tudo juntos e ouviam música clássica como Années de pèlerinage de Franz Liszt. Numa tarde, Haida contou-lhe uma história estranha do seu pai: quando ele era um estudante universitário, ele tirou um ano dos seus estudos e trabalhou numa pousada isolada de fontes termais onde ele conheceu um homem que se chamava de Midorikawa (cujo nome contem "verde"), um pianista de jazz de Tóquio que era incrivelmente talentoso. Midorikawa contou ao pai de Haida uma história estranha sobre ele: um mês atrás, ele aceitou voluntariamente um "símbolo de morte" condenando-o a morrer dois meses depois a não ser que ele o passasse a outro voluntário, mas apesar do seu talento ele estava cansado da sua vida: esta experiência de quase-morte tinha-lhe aberto "as portas da perceção", fazendo as suas últimas semanas mais incríveis que as décadas que eles estava a deixar, e também o fez capaz de ver a cor da aura das pessoas. Durante estes contos, Tsukuru por vezes sentiu uma espécie de confusão entre si, Haida, o pai de Haida, e Midorikawa. Mais tarde nessa noite, enquanto Haida dormia no seu sofá, Tsukuru teve um estranho sonho erótico envolvendo tanto Shiro como Kuro, que então se fundiram e se transformaram em Haida antes do climax. Tsukuru perguntou-se se tudo aquilo era um sonho, e Haida não apareceu para o próximo semestre. Tudo que tinha deixado para trás foi um set em caixa dos Anos de Peregrinação que ele tinha emprestado a Tsukuru.
Sara afirma que se ele quer progredir na sua relação atual, ele precisa de descobrir o que aconteceu para puder seguir emocionalmente. Visto que Tsukuru não usa a Internet, ela concorda em ajudar-lo no início da sua jornada de encerrar a questão dos seus amigos. Depois de usar o Google e o Facebook para localizar os antigos amigos, ele atualiza Tsukuru dos seus paradeiros atuais e até lhe trata dos bilhetes de viagem.
Tsukuru primeiro viaja para a sua cidade natal de Nagoya e encontra-se com Ao, o antigo jogador de futebol americano e trabalha agora num concessionário da Lexus. De um Ao, apologético, ele aprende que Shiro acusou Tsukuru de violação, levando todas as comunicações entre os amigos a acabarem. Shiro eventualmente tornou-se numa professora de piano, mas seis anos atrás ela foi encontrada estrangulada num caso de homicídio por resolver. No dia seguinte, Tsukuru combina encontrar-se com Aka, agora um treinador corporativo. Um homem bem sucedido mas infeliz, Aka diz-lhe que a história de Shiro não fazia sentido na altura, e que Shiro parecia ter perdido o seu amor pela vida muito antes de morrer. Aka tem os seus problemas, tendo tardiamente percebido depois de um casamento falhado que era gay, e sentindo rejeição das pessoas de Nagoia, incluindo Ao, que não gostava do seu negócio um pouco suspeito, usando métodos psicológicos usados pelos Nazis. Tsukuru tranquiliza Aka que ele ainda se preocupa com ele e vai-se embora.
De volta ao trabalho em Tóquio, Tsukuru e o seu colega Sakamoto visitam um chefe de estação cujo conto estranho o lembra da história de Haida. Depois de falar acerca das suas descobertas com Sara, Tsukuru decide que ele quer saber o resto da história. Para isso ele tem que visitar o único membro sobrevivente do seu grupo de amigos, Kuro, que vive agora na Finlândia com duas filhas. Enquanto se prepara para a visita, Tsukuru vai comprar presentes para as filhas de Kuro e vê Sara com as mãos dadas com um homem de meia idade, sorrindo de uma maneira que nunca fez quando com Tsukuru. Cheio não com ciúmes mas com tristexa, Tsukuru voa para a Finlândia. Em Helsínquia, ele tem a ajuda da amiga de Sara, Olga, para localizar Kuro para uma visita sem aviso. No dia seguinte ele conduz até Hämeenlinna, a terra rural onde ela tem a sua casa de férias. Ele conhece primeiro marido dela, um ceramista finlandês Edvard Haatainen. Quando ela chega com as suas filhas, Edvard leva as filhas ás compras.
Tsukuru fica sozinho com Kuro, agora uma artista de cerâmica. Eri prefere dispensar os apelidos e explica que Shiro estava mentalmente doente. A acusação de violação era uma fabricação, mas ele foi cortado como uma maneira de não contradizer frontalmente Shiro para a permitir lidar com os seus problemas. Eri revela que ela estava apaixonada com Tsukuru, o que teve um papel na acusação, mas também que Shiro foi realmente violada e que teve um aborto, e desenvolveu anorexia como uma maneira de nunca engravidar outra vez. Eri não lhe disse nada, sentindo-se um pouco rejeitada por ele por nunca reparar nos seus sentimentos verdadeiros, mas maioritariamente para evitar uma confrontação com Shiro. Tsukuru foi sacrificado para proteger Shiro porque o grupo acreditava que ele era o mais forte emocionalmente e que conseguia lidar com o banimento. Estas revelações redentoras dão a mentira à perceção própria de Tsukuru de ser simples e sem cor.
Tsukuru volta ao Japão com um homem mais sábio. Ele pondera se Shiro se tinha virado contra ele, como ele foi primeiro a deixar o grupo de cinco amigo, como um ataque preventivo pois ela não podia aguentar o pensamento de que os seus membros se iam inevitavelmente separar de qualquer maneira. Contra os conselhos de Kuro, ele decide pressionar Sara sobre se ela anda a sair com outra pessoa. Sara diz que precisa de três dias para responder. Depois de uma confissão noturna do seu amor por chamada, o romance acaba com Tsukuru ainda à espera.
Personagens
Tsukuru Tazaki Tsukuru Tazaki (多崎 つくる (escrito como 多崎 作 no registo familiar), Tazaki Tsukuru), o protagonista. O seu nome é um homófono de "Fazer ou construir" e o seu apelido não contem nenhum símbolo de cor. A idade atual da personagem é 36. Solteiro. Gosta de estações de comboio desde a infância, e agora trabalha a projetar estações de comboio numa companhia ferroviária em Tóquio.
Eri Kurono Haatainen Eri Kurono (黒埜 恵里, Kurono Eri), era uma amiga do secundário de Tsukuru, a sua alcunha era Kuro ou "Preto" (o seu apelido significa "Prado Preto"Kurono significa "Prado Preto" ou "Campo Preto", de kuro (黒, "preto, escuro") e no (埜, "prado, campo seco"). E Haida significa "Arrozal Cinza" ou "Campo Cinza", de hai (灰, "cinza, cinzas") e da (田, "arrozal, campo molhado"). Explicando-os como "Campo Preto" e "Campo Cinza" iria esconder a diferença original entre campos secos e molhados.. Agora uma artista de cerâmica, ela casou-se com Edvard Haatainen, um finlandês que veio ao Japão para aprender sobre cerâmica, então ela mudou-se para a Finlândia como Eri Kurono Haatainen (エリ・クロノ・ハアタイネン) e tem agora duas filhas.
Yuzuki Shirane Yuzuki Shirane (白根 柚木, Shirane Yuzuki), era uma amiga do secundário de Tsukuru, a sua alcunha era Shiro ou "Branco" (o seu apelido significa "Raiz Branca"). Ela tornou-se professora particular de piano e viveu em Hamamatsu, antes de ser mortalmente estrangulada num caso por resolver à seis anos.
Kei Akamatsu Kei Akamatsu (赤松 慶, Akamatsu Kei), era um amigo do secundário de Tsukuru, a sua alcunha era Aka ou "Vermelho" (o seu apelido significava "Pinho Vermelho"). Agora um vendedor de seminários ainda em Nagoia, ele tem um negócio bem sucedido que oferece treino de empregados a grandes empresas na área. Um homossexual reprimido, ele sente-se sufocado em Nagoia.
Yoshio Oumi Yoshio Oumi (青海 悦夫, Oumi Yoshio), era um amigo do secundário de Tsukuru, a sua alcunha era AoA cor ao (青, "azul, azul-verde") é normalmente pronunciado como ou em nomes, daí a romanização do apelido como "Oumi" e não "Aomi" ou "Azul" (o seu apelido significa "Mar Azul"). Agora um vendedor de carros ainda em Nagoia, ele vende o carro de luxo da Toyota, Lexus.
Sara Kimoto Sara Kimoto (木元 沙羅, Kimoto Sara), o interesse amoroso atual de Tsukuru, o seu nome significa "árvore de shorea" e o seu apelido "Debaixo da árvore" (ou base da árvore" como um não-nome). Dois anos mais velha que Tsukuru, ela vive em Tóquio e trabalha numa agência de viagens.
Fumiaki haida Fumiaki Haida (灰田 文紹, Haida Fumiaki), um dos poucos amigos de universidade de Tsukuru, o seu apelido significa "Arrozal Cinza". Dois anos mais novo que Tsukuru, ele desapareceu da universidade antes do início do novo semestre.
Pai de Haida O pai de Haida era um professor universitário. Nos anos 60, ele tirou uma licença da escola para viajar pelo Japão e fazer biscates. Enquanto trabalhava como faz-tudo numa pequena pousada de fontes termais, ele conheceu Midorikawa, cujo conto estranho foi mais tarde contado ao seu filho.
Midorikawa Midorikawa (緑川), um pianista de jazz de Tóquio, o seu apelido significa "Rio Verde". Segundo o conto do pai de Haida, ele só tocava depois de colocar um pequeno saco no piano, carregando um fardo mortal, e podia ver a cor da aura das pessoas.
O chefe da estação Ele explicou a Tsukuru que muitas coisas estranhas se perdem e são encontradas na sua estação de comboios. Uma delas foi um frasco de formaldeído que continha dois "sexto dedos" cortados.
Sakamoto Um jovem colega de Tsukuru. Apesar do seu trabalho, a sua outra paixão é genética.
Olga