O serau-de-crina (Capricornis sumatraensis) é uma espécie de mamífero caprino do gênero Capricornis nativa da Ásia. O serau-de-crina está intimamente relacionado com o serau-vermelho. É classificado como vulnerável pela IUCN.

O serau-de-crina recebe esse nome devido ao conjunto de pelos mais longos que percorrem sua cabeça e pescoço. Essa crina é uma característica distintiva, pois não é tão proeminente nas outras espécies do gênero Capricornis, auxiliando na sua diferenciação. Embora cada subespécie de Capricornis sumatraensis tenha seu próprio nome comum consolidado, o termo "serau-de-crina" é usado como uma denominação comum para se referir às quatro subespécies em conjunto.

Taxonomia Em 1831, Brian Houghton Hodgson descreveu pela primeira vez um animal parecido com uma cabra com chifres anulados curtos ocorrendo em regiões montanhosas entre os rios Sutlej e Teesta sob o nome de "antílope-bubalino". Como "bubalino" já era usado na taxonomia, ele lhe deu o nome científico de Antelope thar alguns meses depois. Quando William Ogilby descreveu o gênero Capricornis em 1838, ele determinou o serau-do-Himalaia como espécie-tipo deste gênero.

O serau-de-crina atualmente é dividido em quatro subespécies:

Capricornis sumatraensis maritimus Heude, 1888 – Serau-indochinês Capricornis sumatraensis milneedwardsii David, 1869 – Serau-chinês Capricornis sumatraensis sumatraensis (Bechstein, 1799) – Serau-de-sumatra Capricornis sumatraensis thar (Hodgson, 1831) – Serau-do-himalaia Segundo estudo feito em 2019 por Mori et al., que sequenciou pela primeira vez o genoma mitocondrial completo de todos os táxons do gênero Capricornis, não existe nenhuma razão aparente que apoie a separação dos táxons sumatraensis, milneedwardsii (incluindo maritimus) e thar em espécies diferentes. Todos os seraus do continente, com exceção de C. rubidus, foram agrupados no mesmo clado por potencialmente representarem a mesma espécie que C. sumatraensis.

Características O serau-de-crina possui uma pelagem com pelos protetores, eriçados ou ásperos, que cobrem a camada de pelo mais próxima da pele em vários graus. O animal possui uma crina que cobre a pele desde os chifres até o meio do dorso, entre as escápulas. Os chifres são característicos apenas dos machos e são de cor clara, com aproximadamente quinze centímetros de comprimento e curvam-se ligeiramente em direção ao dorso do animal. O serau-de-crina, tanto macho quanto fêmea, tem cerca de um metro de altura no ombro e normalmente pesa cerca de 90 kg.

Distribuição e habitat O serau-de-crina tem uma distribuição territorial bastante ampla, incluindo a Índia, Nepal, Butão, Bangladesh, China, Myanmar, Tailândia, Laos, Vietnã, Camboja, Malásia e Indonésia. O serau-de-crina habita colinas íngremes e escarpadas até uma altitude de 4500 metros. Prefere terrenos rochosos, mas também é encontrado em florestas e áreas planas. É capaz de nadar até pequenas ilhas costeiras. Esta espécie tem um nível moderado de tolerância à perturbação humana e pode persistir bem em fragmentos de habitat e florestas secundárias, embora evite terras agrícolas.

O serau-do-himalaia (C. s. thar) habita florestas montanhosas acima de uma altitude de 3000 metros, mas desce para 100 metros no inverno. Prefere elevações de 2500 a 3500 metros nos Himalaias.

Dentes de C. sumatraensis foram encontrados em uma escavação em Khok Sung, que se estima ser originária do Pleistoceno Médio.

Comportamento e ecologia O serau-de-crina é territorial e vive sozinho ou em pequenos grupos. As fêmeas dão à luz um único filhote após um período de gestação de cerca de oito meses.

Conservação O serau-de-crina está protegido pelo Apêndice I da CITES.

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