A linha do mar é uma escultura da autoria de Pedro Cabrita Reis, artista plástico português de renome internacional.

A obra encontra-se em Leça da Palmeira, na marginal desenhada pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira, junto ao farol da Boa Nova. miniaturadaimagem|"A Linha do Mar" em Leça da Palmeira Foi inaugurada no dia 15 de dezembro de 2019, pela presidente da Câmara Municipal de Matosinhos, Luísa Salgueiro.

Descrição A escultura é composta por 5 conjuntos de vigas de ferro HA400, pintadas com tinta branca, que se estendem por 40 metros. Cada conjunto é constituído por vigas de diferentes tamanhos posicionadas verticalmente sobre uma base horizontal.

A obra apresenta “uma nova perspectiva sobre a linha de horizonte do mar”, “sugerindo diversas interpretações através da forma e geometria e da sua sobreposição com o oceano” e, segundo Cabrita Reis, é um lugar onde as pessoas se podem sentar, conviver e apreciar a proximidade com o mar.

Vandalização A escultura gerou controvérsia junto da população de Leça da Palmeira, tendo sofrido várias vandalizações.

A primeira ocorreu pouco tempo depois da inauguração, mais precisamente a 29 de dezembro de 2019. Com graffiti preto, foram escritos dizeres como “CMM vergonha”, “os nossos impostos”, “300 mil€” e “isto é Leça”, como forma de criticar os elevados custos da adjudicação da obra, que ascendeu os 307 mil euros. A Câmara Municipal de Matosinhos procedeu rapidamente à limpeza da escultura.

Passado quase um mês, a escultura de Cabrita Reis voltou a ser vandalizada com graffiti e foi novamente restaurada.

Pouco tempo depois da primeira vandalização, Pedro Almeida, um emigrante português a viver em Inglaterra, transformou as vigas da escultura num estendal ao pendurar nelas várias peças de roupas, com palavras e frases escritas, com o intuito de mostrar a insatisfação com a colocação da estrutura na marginal. Acabou por recolher a roupa uma hora depois.

Estes foram apenas alguns dos muitos casos de vandalização da obra.

Manutenção miniaturadaimagem|"A Linha do Mar", de Pedro Cabrita Reis Passado pouco mais de um ano da inauguração da escultura, esta apresentava sinais de ferrugem ao longo das diversas vigas, devido à proximidade do mar. Daí a necessidade de recorrente manutenção e recorrentes gastos com tinta.

Referências

Categoria:Esculturas de Portugal Categoria:Leça da Palmeira