A Fábrica do Arquinho foi uma fábrica têxtil localizada na freguesia de Urgezes em Guimarães, Portugal. Foi uma das fábricas mais importantes da cidade e deu emprego a centenas de pessoas até ao seu encerramento no final do século XX.https://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/34519/1/Disserta%c3%a7%c3%a3o_Maria%20Jo%c3%a3o%20Lima%20da%20Silva_2014.pdf

História

Fundação right|miniaturadaimagem|180x180px| A Fábrica do Arquinho nos seus primórdios , década de 1920 A Fábrica do Arquinho foi fundada em 1913 por António José Pereira de Lima e o seu irmão Manuel José Pereira de Lima, dois importantes capitalistas de Guimarães da época, com o nome de Fábrica de Fiação e Tecidos do Arquinho, na rua da Caldeiroa, uma rua fortemente industrializada da cidade. Esta foi uma época de industrialização para Guimarães, com muitas fábricas a serem criadas pela cidade, desde finais do século XIX até à década de 1920.

Desenvolvimento e expansão A fábrica sobreviveu ao envolvimento de Portugal na Primeira Guerra Mundial, e enquanto que a Segunda Guerra Mundial devastava a Europa, a Fábrica do Arquinho contava com cerca de 160 trabalhadores.

Passou por muitas expansões e modificações ao longo dos seus mais de 70 anos de existência ativa, abrangendo vários tipos de arquitetura e métodos de construção.

thumb|right|160px|O logotipo da fábrica

Encerramento e abandono A Fábrica Arquinho entrou em falência e foi fechada e abandonada em abril de 1991.

Em 2010 a fábrica foi assinalada pela PSP como um “mercado de drogas”, onde os toxicodependentes regularmente ocupavam o complexo para traficar e consumir todo o tipo de drogas. Em Outubro desse mesmo ano, a PSP deteve alguns invasores na fábrica devido aos problemas acima mencionados.

Em junho de 2011 os edifícios do Arquinho sofreu um grande incêndio, destruindo o telhado de 3 edifícios diferentes e aumentando o nível de degradação do complexo histórico.https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/43153/1/Brito-Henriques_Oliveira_Labastida_Costa_Pereira_2019.pdf

Reabilitação e renovação Antecedentes A fábrica é considerada um marco histórico pelos vimaranenses, que temem a perda do património industrial da cidade.

O património histórico industrial de Guimarães diminuiu drasticamente nas últimas décadas.https://www.passeio.pt/wp-content/uploads/2021/07/NoVOID-Livro-Catalogo-Versao-Digital-A.pdf Grande parte da Fábrica do Castanheiro foi demolida para a construção de um complexo de apartamentos, a Fábrica da Avenida foi maioritariamente destruída e substituída por um grande edifício residencial, a Fábrica do Moinho do Buraco perdeu o seu estatuto de preservação e proteção e a Fábrica do Cavalinho (parcialmente) e a Fábrica do Minhoto (totalmente) foram demolidas para construção de um Mercadona e de algumas vias de acesso. O status intocado da Fábrica do Arquinho entre as fábricas de Guimarães não duraria por muito, já que se encontra a meras centenas de metros das outras. direita|miniaturadaimagem|O arco na entrada do complexo industrial. Este deu nome à fábrica, pois arquinho significa pequeno arco. A Câmara Municipal de Guimarães lançou um concurso de arquitetura para reabilitar a Fábrica do Arquinho, que foi adquirida pelo município em 2020. O contrato assinado entre a autarquia e um promotor imobiliário prevê que o antigo edifício fabril, avaliado e obtido pela câmara por um valor de 1,5 milhões de euros, permaneça na autarquia, “pago com taxas de urbanização”.

Planos e futuro próximo O primeiro concurso para o projeto de arquitetura foi lançado em 2022, mas foi abandonado, sendo repetido no início de 2023 com uma proposta base de 280 mil euros. A proposta vencedora foi do atelier portuense AND-RÉ Architecture.

O novo complexo de ensino e investigação de Guimarães chamar-se-á Tech-G e destina-se a albergar o Centro de Investigação Aeroespacial, a nova aposta curricular da Universidade do Minho, bem como a spin-off Fibrenamics, dedicada às fibras e seus derivados, que está atualmente sediada no Campus de Azurém. “É uma zona promissora e a Fábrica do Arquinho poderá ser o local desta futura escola”, disse Domingos Bragança ao Guimarães Digital, acrescentando que a Plataforma Fibrenamics poderá também alargar a sua actividade de investigação na “área dos novos materiais” àquela propriedade.

A obra da reabilitação do complexo do Arquinho foi lançada para concurso em Março de 2024.

Estava prevista a conclusão dos trabalhos de reconstrução, restauração e reabilitação em 2025, porém o prazo foi estendido até 2026/2027.

Ver também Economia de Portugal Fábrica do Castanheiro Guimarães Revolução Industrial

Ligações externas

Resumo universitário de 2014 sobre a fábrica

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