Adélia Maria Engrácia Gama de Oliveira Rodrigues é uma antropóloga brasileira com extensa experiência em estudos etnográficos entre grupos indígenas e caboclos da região Amazônica. Foi diretora-geral do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG) entre os anos de 1995 e 1999. Por suas contribuições à Ciência e à Tecnologia, recebeu a medalha de Comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico em 1998.

Educação e carreira Nos anos 1950, Oliveira fez parte do Centro Latino Americano de Pesquisas em Ciências Sociais, da então Universidade do Brasil — atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) —, onde desenvolveu pesquisas nos morros e favelas da cidade do Rio de Janeiro. Em 1960, formou-se em Ciências Sociais pela Faculdade Nacional de Filosofia da mesma instituição.

No ano de 1965, iniciou sua dedicação ao estudo de populações indígenas e caboclas da região Amazônica brasileira, em especial aquelas localizadas nas regiões dos rios Negro, Madeira e Xingu. Em 1969, obteve o grau de Doutora em Etnografia do Brasil, pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro, no interior do estado de São Paulo. Ao longo da carreira acadêmica, também fez estágios no Instituto de Antropologia Social da Universidade de Oxford na Inglaterra e no Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais, no Rio de Janeiro.

Seus primeiros empregos foram como pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro e na Universidade de Brasília (UnB). Em 1983, passou a Chefe do Departamento de Ciências Humanas do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), localizado em Belém no Pará.Eneas Salati Herbert; Otto Roger Shubart; Wolfgang Junk; Adélia Engrácia de Oliveira. Amazonia: desenvolvimento, integração, ecologia. CNPq / editora brasiliense, 1983. Em 1991, era auxiliar de pesquisas do Instituto Central de Ciências Humanas (ICGC).A carta.: falas, reflexões, memórias I informe de distribuição restrita do Senador Darcy Ribeiro. Darcy Ribeiro - n. I (1991) - n. I (1992) ; n. 5 (1992) - Brasília: Gabinete do Senador Darcy Ribeiro, 1991.

Entre 1995 e 1999, Oliveira foi diretora-geral do Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG),Helena do Socorro Alves Quadros. A Epistemologia da Educação Museal na Amazônia Paraense: um estudo sobre o Programa O Museu Goeldi de Portas Abertas. Tese (Doutorado - Educação) Programa de Pós-Graduação em Educação, Instituto de Ciências da Educação, Universidade Federal do Pará, Belém, 2019. primeiro parque zoobotânico do Brasil e a mais antiga instituição científica da Amazônia e, à época, o segundo museu de história natural brasileiro. Com o incêndio do Museu Nacional (MN) no Rio de Janeiro e a destruição de seu acervo em 2018, o MPEG tornou-se o maior museu de história natural brasileiro.

Entre 1996 e 1998, Oliveira foi membro do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia do Pará, como representante da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), junto com Jorge Travassos.GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ. DECRETO Nº 1.084, DE 23 DE FEVEREIRO DE 1996.SEMAS. Ata CONTEC 1203/1997. 1997.SEMAS. Ata CONTEC 1108/1998. 1998.

Vida pessoal Uma de suas netas, de nome Júlia, foi a inspiração para a escrita do livro Vivência Antropológica e Estórias Indígenas quando perguntou: — “Vovó, por que você é velhinha?”

Prêmio Em 1998, recebe a medalha de Comendadora da Ordem Nacional do Mérito Científico por suas contribuições prestadas à Ciência e Tecnologia.

Escritos Dentre os três livros, cinco capítulos de livros e 34 artigos em periódicos nacionais e internacionais que a antropóloga publicou ao longo de sua carreira, estão: 2016 - Vivência Antropológica e Estórias Indígenas. 1992 - Amazônia, a Fronteira Agrícola 20 Anos Depois, com Philippe Léna.Braga, Sérgio Ivan Gil. Trajetórias de vida e antropologia. Manaus: EDUA, 2018. 1992 - O Homem e a Preservação da Natureza.Julio Melatti. Matérias sobre índios em Ciência Hoje (1982-2005). 1992 - Ciência Kayapó Alternativas Contra a Destruição. 1991 - Amazônia, a Fronteira Agricola 20 Anos Depois. 1988 - Amazônia: Modificações Sociais e Culturais Decorrentes do Processo de Ocupação Humana (séc. XVII ao XX).Adélia Engrácia de Oliveira. Amazônia: Modificações sociais e culturais decorrentes do processo de ocupação humana (séc. XVII ao XX). 1988. 1986 - Autos da Devassa Contra os Índios Mura do Rio Madeira. 1986 - Notas sobre a Situação dos Índios Mura. 1984 - Co Yvy Ogüerecó Ijara: Esta Terra tem Dono. 1984 - O Mundo Encantado e Maravilhoso dos Índios Mura. 1983 - Ocupação Humana.Ministério Público do Estado do Amapá. Referências.Ribeiro, Berta G. (Berta Gleizer), 1924-1997 Amazônia urgente. 1. ed. Rio de Janeiro: Fundação Darcy Ribeiro, 2013.Edna Ramos de Castro, Índio Campos (Orgs.). Formação Socioeconômica da Amazônia. Belém: NAEA, 2015. 1983 - O Homem na Amazônia.Adélia Engrácia de Oliveira. O homem na Amazônia. 1983. 1983 - As Pesquisas Antropológicas na Amazônia Brasileira e o Papel do Museu Goeldi (Belém-PA). 1979 - Depoimentos Baniwa sobre as Relações entre Índios e "Civilizados" no Rio Negro. 1979 - Antropologia Social e a Política Florestal para o Desenvolvimento da Amazônia.Oliveira,Adélia Engrácia de; Cortez,Roberto; Velthem,Lúcia Hussak van; Brabo,Maria José; Alves,Isidoro; Furtado,Lourdes; Silveira,Isôlda Maciel da; Rodrigues,Ivelise. Antropologia Social e a política florestal para o desenvolvimento da Amazônia.1979. 1978 - A Terminologia de Parentesco Mura-Pirahã.Oliveira,Adélia Engrácia de. A terminologia de parentesco Mura-Pirahã. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, Antropologia, 1978, n. 66. 1977 - Alguns Aspectos da Ergologia Mura-Pirahã, com Ivelize Rodrigues.Ivelize Rodrigues; Adélia Rodrigues. Alguns aspectos da ergologia Mura-Pirahã.1977. 1975 - São João: Povoado do Rio Negro (1972). 1975 - A Terminologia de Parentesco Baniwá - 1971. 1970 - Os Índios Jurúna do Alto Xingu. 1970 - Parentesco Jurúna. 1969 - A Cerâmica dos Índios Jurúna (Rio Xingu). 1968 - Os Índios Jurúna e sua Cultura nos Dias Atuais.

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