John and Mary é um filme estadunidense de 1969, do gênero drama romântico, dirigido por Peter Yates, e estrelado por Dustin Hoffman e Mia Farrow. O roteiro de John Mortimer foi baseado no romance homônimo de 1966, de Mervyn Jones.

A trama retrata a história de duas pessoas que se encontram em um bar para solteiros, dormem juntos e passam o dia seguinte se conhecendo.

A produção marcou a estreia cinematográfica de Tyne Daly.

Sinopse É a manhã seguinte ao primeiro encontro sexual de John (Dustin Hoffman) e Mary (Mia Farrow). Eles se conheceram na noite anterior, em um bar para solteiros durante uma conversa sobre o filme "Week End", de Jean-Luc Godard, e decidem ir ao loft dele em Nova Iorque. Ambos se sentem desconfortáveis com a situação, porém optam por não demonstrar isso um ao outro. Eles percebem que não sabem nada substancial sobre o outro – incluindo nem mesmo seus nomes – enquanto discretamente tentam descobrir com quem compartilharam a noite.

Conforme vão se conhecendo, eles vão interpretando a situação de acordo com suas próprias percepções, que por vezes não correspondem à realidade. Nas horas seguintes, tanto juntos quanto individualmente, eles se esforçam para avaliar se há alguma possibilidade de futuro entre eles. Isso envolve refletir sobre seus parceiros anteriores mais significativos e contemplar seus próprios sentimentos em relação ao que imaginam que o outro está pensando sobre o futuro.

Elenco Dustin Hoffman como John Mia Farrow como Mary Michael Tolan como James Sunny Griffin como Ruth Marian Mercer como Mags Elliot Stanley Beck como Ernest Tyne Daly como Hillary Alix Elias como Jane Marvin Lichterman como Dean Susan Taylor como Minnie Cleavon Little como Diretor de Filme Julie Garfield como Fran Olympia Dukakis como Mãe de John Carl Parker como Jogador de Tênis Kristoffer Tabori como Escoteiro Richard Clarke como Charlie Marilyn Chris como Esposa do Diretor de Filme Alexander Cort como Diretor de Filme Imaginário

Produção Em 29 de janeiro de 1969, o romance de Mervyn Jones foi a primeira opção de compra de Anthony Harvey, que, mais tarde, fez parceria com o produtor Ben Kadish. Dois grupos de equipes de roteiristas fizeram tentativas fracassadas de adaptar o roteiro antes de John Mortimer ser contratado. Kadish conseguiu adquirir os direitos de produção de Anthony Harvey, que foi substituído por Peter Yates em 5 de novembro de 1969.

Warren Beatty e Julie Christie gostaram dos personagens e consideraram assumir os papéis. Como o filme estava sem um diretor definido na época, Beatty sugeriu Jack Clayton, mas Clayton teve que recusar o projeto porque sua mãe estava doente. Beatty e Christie desistiram da produção, e Kadish posteriormente decidiu alterar o cenário da história de Londres para Nova Iorque. Em 28 de dezembro de 1969, Yates afirmou que a locação foi alterada para evitar o clichê recentemente popularizado da swinging London.

Em 16 de outubro de 1968, Mia Farrow foi escalada para o papel principal feminino. A escalação de Dustin Hoffman para o papel principal masculino foi anunciada um mês depois, em 20 de novembro de 1968.

As filmagens começaram em 27 de janeiro de 1969, em diversas locações em Nova Iorque, incluindo o bar de solteiros Maxwell's Plum, a casa de shows Fillmore East, uma igreja em Greenwich Village, uma loja de departamentos Bloomingdale's, Beekman Place, o estúdio do fotógrafo Milton H. Greene, um conjunto de quadras de tênis na Riverside Drive, o Aeroporto Internacional John F. Kennedy, o bairro Chelsea, em Manhattan; e o Barbizon Plaza, onde foi montado um comício político. Em 21 de abril de 1969, durante os últimos cinco dias de produção, as filmagens mudaram-se para as Bahamas.

Lançamento O filme estreou no Sutton Theatre, em Nova Iorque, em 14 de dezembro de 1969, sendo distribuído para os cinenas de todo o país no dia seguinte.

Em fevereiro de 1969, antes do lançamento do filme, Dustin Hoffman e Mia Farrow apareceram juntos na capa da revista Time, com a manchete: "The Young Actors: Stars and Anti-Stars" (em tradução livre: "Os Jovens Atores: Estrelas e Anti-Estrelas"). Isso marcou e celebrou novos atores, como Hoffman e Farrow (ambos em alta após seus sucessos em "The Graduate", de 1967, e "Rosemary's Baby", de 1968, respectivamente), como significativos para sua geração.

Recepção A versão final do filme, que contou com partes muito diferentes do romance de Jones, obteve uma resposta mista da crítica especializada.

Vincent Canby, em sua crítica para o jornal The New York Times, escreveu: "Não há nada de errado com a ideia de John and Mary, apenas com a sua execução. O roteiro de John Mortimer é centrado na simplicidade, com a ação principalmente confinada ao apartamento de John, onde ele e Mary comem, conversam e mentem com uma verossimilhança tão entediante que você eventualmente se interessa menos por John e Mary do que pelas cenários, roupas e objetos que os cercam.

Roger Ebert, para o Chicago Sun-Times, deu ao filme 2,5/4 estrelas, e escreveu: "John and Mary deveria ser um filme contemporâneo, eu acho, e no entanto, está curiosamente desatualizado. John e Mary lutam desconfortavelmente com a língua americana, tentando soar como todas as pessoas da idade deles sem soar muito como uma pessoa em particular".

No Rotten Tomatoes, site agregador de críticas, 38% das 13 críticas do filme são positivas, com uma classificação média de 5,3/10.

Bilheteria O filme foi bem nas bilheterias. De acordo com os registros da 20th Century-Fox, o filme arrecadou US$ 4.100.000 nacionalmente e US$ 4.050.000 no exterior, totalizando US$ 8.150.000 mundialmente.

Prêmios e indicações Ano Cerimônia Categoria Indicado Resultado 1970Globo de Ouro Melhor ator em comédia ou musical Dustin Hoffman Melhor atriz em comédia ou musical Mia Farrow Melhor roteiro John Mortimer BAFTA Melhor ator Dustin Hoffman (também por "Midnight Cowboy") Melhor atriz Mia Farrow (também por "Rosemary's Baby" e "Secret Ceremony") Writers Guild of America Awards Melhor roteiro adaptado John Mortimer

Trilha sonora

A trilha sonora do filme foi composta, arranjada e conduzida por Quincy Jones, e a lista de faixas, com canções de Evie Sands, The Strange Things, Jeff Bridges, The Morgan Ames Singers e quatro obras clássicas, foi lançada pela gravadora A&M Records em 1970.

Lista de faixas

Notas Na trilha sonora do filme, há também uma orquestra não-identificada, arranjada e conduzida por Quincy Jones. As letras das faixas 1 e 5 foram escritas por Alan e Marilyn Bergman.

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