Paulo Mendes Campos (Belo Horizonte, 28 de fevereiro de 1922 — Rio de Janeiro, 1 de julho de 1991) foi um escritor, poeta e jornalista brasileiro. Fundou uma escola em Belo Horizonte chamada Colégio Paulo Mendes Campos.
Biografia
thumb|right|250px|Em 1971.Arquivo Nacional.
Filho do médico e escritor Mário Mendes Campos e de Maria José Lima Campos, Paulo Mendes Campos herda de sua mãe, amante da literatura, o hábito da boa leitura. Era o terceiro de oito irmãos: Carmen, Marino, SIlvio, Marilia, Eunice, Aluizio e Mauricio. Sua mãe tinha por hábito ler poesias para os filhos reunidos, inclusive em francês. Reprovado nos primeiros anos de estudo, foi internado no Colégio Dom Bosco, na cidade de Cachoeira do Campo, onde surgiu o interesse pelas letras (1933). Conclui o curso secundário em 1939, em São João del-Rei e ingressa, sucessivamente, nos cursos de odontologia, veterinária e direito, mas não concluiu nenhum deles. Nessa época (1940), de volta a Belo Horizonte, participa da vida literária como integrante da geração mineira a que pertencem Fernando Sabino, Otto Lara Resende, Hélio Pellegrino, João Etienne Filho e Murilo Rubião. Publica no suplemento literário da Folha de Minas que chegou a dirigir durante algum tempo.Elenco de Cronistas Modernos, pgs.22-24. Editora José Olympio S.A. Rio de Janeiro (1974). Também foi realizada pesquisa no site da Estante Virtual: http://www.estantevirtual.com.br/ Seu sonho de ser aviador também não se concretizou. Diploma mesmo, ele gostava de brincar, só teve o de datilógrafo. Enciclopédia Itau Cultural - "Biografia"
Em 1945, vai para o Rio de Janeiro a fim de conhecer o poeta Pablo Neruda. Permanece no Rio, onde já estava morando o amigo mineiro Fernando Sabino e para onde depois também se mudaram Otto Lara Resende e Hélio Pellegrino. Colaborou nos principais jornais cariocas, mais assiduamente em O Jornal, Correio da Manhã – do qual foi redator durante dois anos e meio – e Diário Carioca – onde manteve uma coluna diária intitulada "Primeiro Plano". Foi, durante muitos anos, um dos três cronistas efetivos da revista Manchete e Diretor de Obras Raras da Biblioteca Nacional (In: Dicionário Enciclopédico Koogan - Larousse).
Em 1947, é admitido como fiscal de obras e chega a redator, no extinto Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado - IpaseFonte: jornal Diário Carioca, 24 out. 1959. http://memoria.bn.gov.br/DocReader/DocReader.aspx?bib=093092_04&PagFis=47731
Em 1949, vai pela primeira vez à Europa; em 1951, casa-se com Joan Abercrombie, de origem inglesa e lança seu primeiro livro, A palavra escrita. "Paulo Mendes Campos: Biografia" (Página visitada em 23/11/2012)
Como tradutor de prosa e poesia, traduziu Júlio Verne, Oscar Wilde, John Ruskin, Jane Austen, Shakespeare, William Butler Yeats, C. S. Lewis, Charles Dickens, Gustave Flaubert, Guy de Maupassant, H. G. Wells, Pablo Neruda, Rosalía de Castro, Verlaine, T. S. Eliot, Emily Dickinson, James Joyce, Cummings, William Blake, Umberto Saba, Jorge Luis Borges, entre outros.
Muitas das traduções em prosa foram adaptações para o público infanto-juvenil, boa parte delas publicadas pela primeira vez na década de 1970 pela Ediouro/Tecnoprint. Atualmente também há traduções-adaptações suas editadas pela Scipione e pela Martins Fontes. Quanto à poesia, a maior parte das traduções pode ser encontrada nos livros Trinca de copas e Diário da Tarde. De Neruda, traduziu os livros Canto Geral, Residência na Terra I e Residência na Terra II.
Obras
thumb|right|250px|Busto erguido na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, Belo Horizonte.
Poesias A Palavra Escrita, 1951 Forma e Expressão do Soneto, antologia, 1952 Infância O Domingo azul do mar - 1958 Testamento do Brasil e Domingo azul do mar - 1966 Transumanas - 1977 Poemas - 1979 Diário da tarde (poesia e prosa) - 1981 Trinca de copas (poesia e prosa) - 1984
Crônicas
O Cego de Ipanema – 1960 Homenzinho na ventania – 1962 O Colunista do morro – 1965 Antologia brasileira de humorismo – 1965 Hora do recreio - 1967 O Anjo Bêbado - 1969 Rir é o único jeito: supermercado – 1976 (reedição de Hora do Recreio) Os bares morrem numa quarta-feira – 1980 O Amor acaba - Crônicas líricas e existenciais — 1999 Brasil brasileiro — Crônicas do país, das cidades e do povo – 2000 Alhos e bugalhos — 2000 Cisne de feltro — Crônicas- 2000 Murais de Vinícius e outros perfis — 2000 O gol é necessário — Crônicas esportivas — 2000 Artigo indefinido — 2000 De um caderno cinzento — Apanhadas no chão — 2000 Balé do pato e outras crônicas — 2003 Quatro histórias de ladrão — 2005
Infanto-juvenil
A arte de ser neta – 1985
Prêmios 1959 - Ganha, com seu livro O domingo azul do mar, o Prêmio Alphonsus de Guimaraens do Instituto Nacional do Livro - Ministério da Educação e Cultura (melhor livro de poesia de 1958). O prêmio foi dividido com o poeta Homero Homem (Calendário Marinheiro)
Ver também Mário Quintana Hélio Pellegrino Crônica da Cidade Amada
Ligações externas Íntimo Apocalipse"n (2008) Revista de História da Biblioteca Nacional
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