O desenho inteligente, design inteligente ou projeto inteligente (em inglês Intelligent Design) é uma hipótese pseudocientífica, Article available from Universiteit GentPigliucci 2010Young & Edis 2004 pp. 195-196, Section heading: But is it Pseudoscience? baseada na assertiva de que certas características do universo e dos seres vivos são mais bem explicadas por uma causa inteligente, e não por um processo não-direcionado (e não estocástico) como a seleção natural; e que é possível a inferência inequívoca de projeto sem que se façam necessários conhecimentos sobre o projetista, seus objetivos ou sobre os métodos por esse empregados na execução do projeto..•

Embora seus defensores neguem conexões a questões religiosas, quase sempre enfatizando-o como imbuído de caráter puramente científico, o desenho inteligente retém em seus alicerces uma forma moderna do tradicional argumento teleológico para a existência de Deus, modificado para evitar especificações sobre a natureza ou identidade do criador. A ideia foi inicialmente elaborada por um grupo de criacionistas americanos que reformularam o argumento em face à controvérsia da criação versus evolução para contornar a legislação americana que proíbe o ensino do criacionismo nas escolas como se esta hipótese fosse equiparável às teorias científicas; e gradualmente espalhou-se por diversos países e continentes.Kitzmiller v. Dover Area School District (2005), Context pg. 32 ff, citing Edwards v. Aguillard."ID is not a new scientific argument, but is rather an old religious argument for the existence of God. He traced this argument back to at least Thomas Aquinas in the 13th century, who framed the argument as a syllogism: Wherever complex design exists, there must have been a designer; nature is complex; therefore nature must have had an intelligent designer." "This argument for the existence of God was advanced early in the 19th century by Reverend Paley" (the teleological argument) "The only apparent difference between the argument made by Paley and the argument for ID, as expressed by defense expert witnesses Behe and Minnich, is that ID's 'official position' does not acknowledge that the designer is God." Kitzmiller v. Dover Area School District (2005), Ruling, p. 24.. Seus defensores mais contundentes, todos eles associados ao Discovery Institute, sediado nos Estados Unidos,"Q. Has the Discovery Institute been a leader in the intelligent design movement? A. Yes, the Discovery Institute's Center for Science and Culture. Q. And are almost all of the individuals who are involved with the intelligent design movement associated with the Discovery Institute? A. All of the leaders are, yes". Barbara Forrest, 2005, testifying in the Kitzmiller v. Dover Area School District trial. • "The Discovery Institute is the ideological and strategic backbone behind the eruption of skirmishes over science in school districts and state capitals across the country". In: • • • (PDF file from Discovery Institute).• "The engine behind the ID movement is the Discovery Institute". acreditam que o criador é o Deus do cristianismo."the writings of leading ID proponents reveal that the designer postulated by their argument is the God of Christianity". Kitzmiller v. Dover Area School District (2005), Ruling p. 26. A selection of writings and quotes of intelligent design supporters demonstrating this identification of the Christian God with the intelligent designer are found in the pdf Horse's Mouth by Brian Poindexter, dated 2003.William A. Dembski, when asked in an interview whether his research concluded that God is the Intelligent Designer, stated "I believe God created the world for a purpose. The Designer of intelligent design is, ultimately, the Christian God". No Brasil o movimento encontra-se atualmente representado entre outros pela Sociedade Brasileira do Design Inteligente, que em seu primeiro manifesto, de forma aparentemente contraditória, reconhece que a teoria que defende não encontra apoio entre a maioria no meio acadêmico e posiciona-se contra o ensino do Desenho Inteligente em escolas públicas e privadas (confessionais ou não) em vista do cenário global atualmente configurado. Em 2017 a Universidade Presbiteriana Mackenzie e o Discovery Institute estabeleceram parceria de divulgação do design inteligente no Brasil e criaram o "Núcleo Discovery-Mackenzie".

Segundo os principais defensores, sua pesquisa é análoga à de detetives que, diante de uma pessoa morta, buscam sinais de que aquele evento não foi acidental (ou que isto é, de fato, impossível), indicando que há um assassino. Seus pesquisadores buscam no mundo natural - e principalmente em estruturas biológicas - sinais de planejamento, funcionalidade e propósito. Assumindo a veracidade da premissa, tais pesquisadores alegam que, se os detetives concluem inequivocamente que há um criminoso mesmo sem conhecer os motivos que o impeliram ou sem saber quem ele é, eles também podem concluir que há uma criação sem dispor de dados adicionais sobre o criador. De acordo com os críticos, entretanto, as pesquisas atreladas ao desenho inteligente focam-se apenas na busca por evidências (biológicas) favoráveis e não nas consequências de todas as descobertas e evidências; violando os preceitos do Método Científico em diversos pontos. Defensores da criação inteligente alegam que ela seja uma teoria científica, e buscam fundamentalmente redefinir a ciência para que a mesma aceite explicações sobrenaturais.Stephen C. Meyer and Paul A. Nelson, May 1, 1996, CSC – Getting Rid of the Unfair Rules, A book review, Origins & Design, Retrieved 2007-05-20,• Phillip E. Johnson, August 31, 1996, Starting a Conversation about Evolution, Access Research Network Phillip Johnson Files, Retrieved 2007-05-20,• Stephen C. Meyer, December 1, 2002, Ignatius Press. The Scientific Status of Intelligent Design: The Methodological Equivalence of Naturalistic and Non-Naturalistic Origins Theories,• Kitzmiller v. Dover Area School District (2005), Whether ID Is Science,• Kitzmiller v. Dover Area School District (2005), Lead defense expert Professor Behe admitted that his broadened definition of science, which encompasses ID, would also include astrology.• See also Evolution of Kansas science standards continues as Darwin's theories regain prominence International Herald Tribune, February 13, 2007, Retrieved 2007-05-20.

O consenso da comunidade científica é de que a criação inteligente não é ciência, mas na verdade pseudociência. See: 1) List of scientific societies rejecting intelligent design 2) Kitzmiller v. Dover page 83. 3) The Discovery Institute's A Scientific Dissent From Darwinism petition begun in 2001 has been signed by "over 700 scientists" as of August 20, 2006. A four day A Scientific Support for Darwinism petition gained 7733 signatories from scientists opposing ID. The AAAS, the largest association of scientists in the U.S., has 120,000 members, and firmly rejects ID. More than 70,000 Australian scientists and educators condemn teaching of intelligent design in school science classesList of statements from scientific professional organizations on the status intelligent design and other forms of creationism. According to The New York Times "There is no credible scientific challenge to the theory of evolution as an explanation for the complexity and diversity of life on earth". A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos já declarou que o "criacionismo, design inteligente e outras alegações de intervenção sobrenatural na origem da vida" não são ciências porque elas não podem ser testadas por métodos científicos.National Academy of Sciences, 1999 Science and Creationism: A View from the National Academy of Sciences, Second Edition A Associação de Professores de Ciências dos Estados Unidos e a Associação Americana para o Avanço da Ciência igualmente a classificaram como pseudociência. National Science Teachers Association, a professional association of 55,000 science teachers and administrators in a 2005 press release: "We stand with the nation's leading scientific organizations and scientists, including Dr. John Marburger, the president's top science advisor, in stating that intelligent design is not science. ...It is simply not fair to present pseudoscience to students in the science classroom". National Science Teachers Association Disappointed About Intelligent Design Comments Made by President Bush National Science Teachers Association Press Release August 3, 2005.• "for most members of the mainstream scientific community, ID is not a scientific theory, but a creationist pseudoscience". Trojan Horse or Legitimate Science: Deconstructing the Debate over Intelligent Design David Mu. Harvard Science Review, Volume 19, Issue 1, Fall 2005.• "Creationists are repackaging their message as the pseudoscience of intelligent design theory". Professional Ethics Report American Association for the Advancement of Science, 2001. A Sociedade Brasileira de Genética publicou oficialmente que não há qualquer respaldo científico no design inteligente e em outras teorias criacionistas, explicando que esta posição é consensual na comunidade científica. Sítios eletrônicos: http://www.sbg.org.br/#!noticias/c8he | http://www.sbg.org.br A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) também já manifestou-se contra o posicionamento e ensino como ciência de teorias criacionistas, entre as quais o desenho inteligente,Carta à Câmara dos Deputados - SBPC - 28 de novembro de 2014. Acessada no sítio http://www.sbpcnet.com.br/site/arquivos/arquivo_402.pdf às 21:55 horas UTC de 13 de fevereiro de 2016. o mesmo o fazendo o Ministério da Educação e Cultura (MEC).MEC diz que criacionismo não é tema para aula de ciências - Universidade Federal de Campina Grande - Assessoria de Imprensa - Sítio eletrônico: http://www.ufcg.edu.br/prt_ufcg/assessoria_imprensa/mostra_noticia.php?codigo=8164 acessado às 22:10 horas UTC de 13 de fevereiro de 2016 Há inúmeros outros organismos científicos que rejeitam o design inteligente. O biólogo Richard Dawkins afirma que o design inteligente é um tipo de negacionismo semelhante ao negacionismo do Holocausto.

Não obstante às críticas, os defensores do desenho inteligente mantiveram-se e mantém-se firmes em defesa de seus ideais, sobretudo nos Estados Unidos; por vezes perpetrando disputas épicas não apenas em âmbito sócio-cultural mas também em âmbitos legislativo e jurídico. Recentemente tornaram-se notórios o "Julgamento do Macaco", termo usado para se referir ao caso contra o professor de biologia John Thomas Scopes, de 25 anos, acusado de ensinar a teoria da evolução em uma escola pública na cidade norte americana de Dayton (1925) e também o caso Kitzmiller versus Dover Area School District (2005), onde um grupo de pais e professores interpôs processo contra o conselho escolar da cidade de Dover por exigir o ensino do Design Inteligente como alternativa à evolução biológica em aulas de ciências da instituição.

Visão geral O termo "design inteligente" começou a ser usado após a sentença de 1987 da Suprema Corte dos Estados Unidos no caso Edwards v. Aguillard que decidiu que a exigência de ensinar a "Ciência da Criação" ao lado da evolução era uma violação da Cláusula de Estabelecimento, que proíbe a ajuda estatal à religião. No caso Edwards, a Suprema Corte também havia decidido que "ensinar uma variedade de teorias científicas sobre as origens da humanidade para estudantes pode ser validamente feito com a clara intenção secular de melhorar a efetividade da instrução científica".Edwards v. Aguillard Em esboços do livro didático de ciência criacionista "Of Pandas and People", praticamente todas as derivações da palavra "criação", como "criacionismo", foram substituídas com as palavras "design inteligente". O livro foi publicado em 1989, seguido por uma campanha promovendo-o para ser usado no ensino do design inteligente em classes de biologia do ensino médio do sistema público.