A (em inglês: follicle-stimulating hormone, FSH) é um hormônio peptídico produzido pelas células gonadotrópicas da hipófise anterior. A FSH regula o desenvolvimento, crescimento, a maturação na puberdade e os processos reprodutivos do corpo humano. A FSH e a hormona luteinizante (LH) são duas gonadotropinas que actuam em conjunto para a reprodução.

Estrutura A FSH é uma glicoproteína. Cada unidade monomérica é uma molécula proteica ligada a um açúcar; sendo a proteína completa e funcional composta por ambos. A sua estrutura é semelhante à da LH, TSH e hCG. O dímero proteíco contém duas unidades de peptídeos, denominadas subunidades alfa e beta. As subunidades alfa da LH, FSH, TSH e hCG são idênticas, contendo 92 aminoácidos. As subunidades beta variam. A FSH tem uma subunidade beta de 118 aminoácidos (FSH β), que lhe confere a sua ação biológica específica e é responsável pela interação com o receptor da hormona folículo-estimulante. A parte de açúcares da hormona é composta por fucose, galactose, manose, galactosamina, glucosamina e ácido siálico, sendo este último essencial na sua meia-vida biológica. A meia-vida da FSH é de 3-4 horas.

Sequências das cadeias de aminoácidos na FSH nos humanos92 aminácidos na subunidade alfaNH2 – Ala – Pro – Asp – Val – Gln – Asp – Cys – Pro – Glu – Cys – Thr – Leu – Gln – Glu – Asn – Pro – Phe – Phe – Ser – Gln – Pro – Gly – Ala – Pro – Ile – Leu – Gln – Cys – Met – Gly – Cys – Cys – Phe – Ser – Arg – Ala – Tyr – Pro – Thr – Pro – Leu – Arg – Ser – Lys – Lys – Thr – Met – Leu – Val – Gln – Lys – Asn – Val – Thr – Ser – Glu – Ser – Thr – Cys – Cys – Val – Ala – Lys – Ser – Tyr – Asn – Arg – Val – Thr – Val – Met – Gly – Gly – Phe – Lys – Val – Glu – Asn – His – Thr – Ala – Cys – His – Cys – Ser – Thr – Cys – Tyr – Tyr – His – Lys – Ser – OH108 aminácidos na subunidade betaNH2 – Asn – Ser – Cys – Glu – Leu – Thr – Asn – Ile – Thr – Ile – Ala – Ile – Glu – Lys – Glu – Glu – Cys – Arg – Phe – Cys – Ile – Ser – Ile – Asn – Thr – Thr – Trp – Cys – Ala – Gly – Tyr – Cys – Tyr – Thr – Arg – Asp – Leu – Val – Tyr – Lys – Asp – Pro – Ala – Arg – Pro – Lys – Ile – Gln – Lys – Thr – Cys – Thr – Phe – Lys – Glu – Leu – Val – Tyr – Glu – Thr – Val – Arg – Val – Pro – Gly – Cys – Ala – His – His – Ala – Asp – Ser – Leu – Tyr – Thr – Tyr – Pro – Val – Ala – Thr – Gln – Cys – His – Cys – Gly – Lys – Cys – Asp – Ser – Asp – Ser – Thr – Asp – Cys – Thr – Val – Arg – Gly – Leu – Gly – Pro – Ser – Tyr – Cys – Ser – Phe – Gly – Glu – Met – Lys – Glu – OH

Genes O gene para a subunidade alfa encontra-se no cromossoma 6p21.1-23. O gene para a subunidade beta encontra-se no cromossoma 11p13.

Atividade A FSH regula o desenvolvimento, crescimento, a maturação na puberdade e os processos reprodutivos do corpo humano. Tanto no homem como na mulher, a FSH estimula a maturação das células germinativas. No homem, a FSH induz as células de Sertoli e segregar inibina e estimula a formação de zonula occludens sertoli-sertoli. Na mulher, a FSH dá início ao crescimento folicular através da acção nas células da granulosa.

Tal como acontece com a LH, a libertação de FSH pela adenoipófise é regulada por pulsos de hormona libertadora de gonadotropina. Esses pulsos, por sua vez, estão sujeitos à resposta dada pela gónadas.

Efeitos no sexo feminino A FSH estimula o crescimento e recrutamento de folículos ovarianos nos ovários. Durante os estágios iniciais dos folículos, a FSH é o seu principal meio de sobrevivência, resgatando-os da morte programada pela apoptose. Na transição da fase luteínica para folicular, os níveis no soro da progesterona e estrogénio (fundamentalmente estradiol) diminuem e deixam de suprimir a libertação de FSH. Desta forma, a FSH tem o auge ao terceiro dia do ciclo (contando-se o primeiro dia a partir da menstruação). O número de pequenos folículos é normalmente suficiente de modo a produzir inibina B de modo a baixar os níveis de FSH.

Para além disso, existem evidências que a o factor de atenuação da afluência de gonadotrofina produzido pelos pequenos folículos durante a primeira metade da fase folicular também exerce uma realimentação negativa na amplitude da secreção da LH, proporcionando assim um ambiente mais favorável ao crescimento dos folículos e prevenindo a luteinização prematura.

Quando o folículo amadurece e atinge os 8-10mm de diâmetro, começa a segregar quantidades abundantes de estradiol. Nos humanos, regra geral apenas um folículo se torna dominante e sobrevive até atingir os 18-30mm de tamanho e chega a ovular, sendo os restantes eliminados pela artrésia. O crescimento súbito da produção de estradiol pelo folículo dominante dá origem à rápida libertação de GnRH, resultando numa afluência de LH. O aumento dos niveis de estradiol no soro leva a um decréscimo na produção de FSH, através da inibição da produção de GnRH no hipotálamo.

A diminuição do nível de FSH no soro leva a que ocorra artrésia nos folículos mais pequenos, uma vez que carecem de suficiente sensibilidade à FSH de modo a sobreviver. Ocasionalmente, dois folículos podem alcançar ao mesmo tempo o estágio dos 10 mm, e uma vez que são ambos sensíveis à FSH, irão sobreviver e crescer no ambiente pobre em FSH, dando origem a duas ovulações no mesmo ciclo, o que possivelmente levaria à existência de gémeos.

Efeitos no sexo masculino A FSH estimula os espermatócitos primários a se dividirem, dando origem aos espermatócitos secundários. A FSH aumenta ainda a produção de proteína ligadora de andrógenos pelas células de Sertoli dos testículos, ligando-se aos receptores FSH nas suas membranas vasolaterais, processo fundamental para o início da espermatogénese.

Ligações externas Causes & Symptoms of High FSH Information on high FSH compiled by a woman with high FSH High FSH Levels background information Getting Pregnant with High FSH by Julia Indichova, author of Inconceivable (Doubleday 2001) and The Fertile Female (Adell Press 2007)

Hormonio foliculo-estimulante