A medusa-de-pintas (Phyllorhiza punctata), também conhecida como sino-flutuante, água-viva-australiana-manchada ou água-viva-de-manchas-brancas é uma espécie de medusa nativa do Pacífico Ocidental, da Austrália ao Japão.

Descrição

Tem um formato que lembra um cogumelo e apresenta oito longos e grossos braços. A sua coloração varia de acordo com a presença de algas, podendo ter coloração azul, branca, verde, amarelo e alguns tons rosados. A sua cabeça, que pode ser chamada de sino, mede 5 centímetros de diâmetro.

Ecologia Dieta

É um animal filtrador. Alimenta-se do zooplâncton, pois o seu veneno não é potente o suficiente para animais maiores. Agarra-os com os seus oito braços com várias "bocas" armadas com pequenos arpões. A sua nutrição vem principalmente do zooplâncton.

Reprodução

Passam por um ciclo de vida formado por 2 estágios, o estágio adulto e o estágio juvenil. Na fase adulta, são já consideradas medusas. Na fase juvenil, são consideradas pólipos. Os machos liberam o esperma na coluna de água e a fêmea coleta com a sua boca, onde segura os ovos. Uma vez que a fertilização ocorre e as larvas são formadas, elas deixam a sua mãe e fixam-se no fundo do oceano. Ao chegar no fundo, ocorre uma forma de pólipo que reproduz-se assexuadamente por "clonagem" ou divisão entre pólipos.

Hábitos e comportamentos

Aglomeram-se em vários indivíduos, e são levados pelas correntesas dos oceanos. Preferem águas mais quentes e salgadas, longe das costas.

Longevidade

Podem viver até 5 anos no estágio de pólipo e 2 anos no estágio de medusa.

Distribuição Distribui-se no Pacífico Ocidental, da Austrália ao Japão. Mais especificamente, é encontrada em Queensland, Cairns, Austrália e Tailândia. O seu habitat estende-se até ao norte do leste da Austrália até o sudeste da Ásia.

Foram encontradas em regiões não nativas, como Austrália Ocidental, Estados Unidos, Brasil, Bacia Atlântica, Porto Rico, Mediterrâneo oriental, Caribe e Golfo do México. Nessas regiões, a medusa-de-pintas é uma espécie invasora. Provavelmente, foram introduzidas por transporte de navios de carga, onde os pólipos poderiam ter se fixado neles.

Estado de conservação Ainda não foi avaliada pela IUCN, mas sabe-se que não está ameaçada de extinção e que não sofre grande impacto na sua população.

Ao contrário de outras espécies, o crescimento da sua população é prejudicial para o ecossistema do seu habitat, por tratar-se de uma espécie invasora, pois alimenta-se de todo o zooplâncton que também é necessário para outros animais se alimentarem.