Sobral de Monte Agraço é uma vila portuguesa sede do município do Sobral de Monte Agraço da região Oeste e que pertence ao distrito de Lisboa integrando atualmente a NUT II do Oeste e Vale do Tejo. name=offjrn2023> Pertence à província histórica da Estremadura.
O município é limitado a norte pelo município de Torres Vedras, a nordeste por Alenquer, a este e sudeste por Arruda dos Vinhos e a sudoeste e oeste por Mafra.
Freguesias thumb|right|Freguesias do município de Sobral de Monte Agraço. As freguesias do Sobral de Monte Agraço são as seguintes: Santo Quintino; Sapataria; Sobral de Monte Agraço.
História O mais antigo documento que se conhece relativamente ao concelho de Sobral de Monte Agraço é datado de 1 de Outubro de 1186, sendo uma carta de doação do rei D. Sancho I ao bispo de Évora, D. Paio, do reguengo do Soveral. Logo se começou a desenvolver um agregado populacional neste reguengo, junto à Igreja de São Salvador e dos Passos.A população mais importante começou a desenvolver-se no reguengo de Monte Agraço, na altura Montagraço, junto à Capela de São Salvador do Mundo, zona atualmente denominada de Cachimbos - Santo Quintino. Este aglomerado manteve-se até meados do século XVI, bem como os edifícios públicos, que só nessa altura foram deslocados para a zona onde atualmente se encontra a Vila de Sobral de Monte Agraço.
D. João I, em 1386, atribuiu “carta de privilégio” a este concelho, em recompensa do seu papel activo durante o cerco de Torres Vedras.A posse de Monte Agraço permaneceu nas mãos episcopais de Évora até à fundação do Colégio do Espírito Santo e Universidade. Em 1518, o Rei D. Manuel I atribui o Foral a Monte Agraço, pelo qual são consignados as liberdades e garantias de pessoas e bens, a imposição de impostos sobre transações, as multas por delitos e desrespeito às normas, os privilégios dos moradores e de algumas pessoas e organismos em particular e, muito especialmente, a determinação dos direitos fiscais, até então desalinhados, por carência da legislação apropriada.
Em 1561, D. Henrique conseguiu bula de Pio IV para unir o concelho de Monte Agraço ao Colégio e Universidade e separá-lo do episcopado de Évora.Após a expulsão dos Jesuítas de Portugal, imposta por D. José I, em 1759 e a confiscação dos seus bens, o Senhorio de Monte Agraço voltou para a Coroa. No ano de 1770, Joaquim Inácio da Cruz, fidalgo da Casa Real, arrematou em hasta pública os bens e os direitos do reguengo.
Sobral de Monte Agraço foi oferecida como Senhorio Honorífico em 1771, por D. José I a Joaquim Inácio da Cruz, Tesoureiro-Mor do Erário Régio, que adoptou então o sobrenome "Sobral". Os seus descendentes foram feitos, sucessivamente Barões, Viscondes e Condes de Sobral.http://www.cm-sobral.pt/historia/ Joaquim Inácio da Cruz mandou construir um conjunto de infraestruturas a vila de Sobral de Monte Agraço não possuía nesse tempo. Para além do Solar da Família Sobral, mandou edificar a Casa da Câmara e a cadeia, o chafariz, a praça pública, de traça pombalina, estradas e pontes. Mandou fazer a pesquisa de águas nas suas terras, abrir minas para abastecer a vila e deu incentivos à fixação de fábricas. Faleceu em 1781, sem deixar descendência, passando o Morgado do Sobral para o seu irmão Anselmo José da Cruz.
Durante a Guerra Peninsular, Sobral de Monte Agraço estava integrada nas Linhas de Torres. Em Outubro de 1810, o Exército Francês chefiado por André Massena aproximou-se das Linhas, verificando que os Portugueses tinham submetido a área defronte das mesmas a uma política de terra queimada. Depois de uma escaramuça em Sobral de Monte Agraço, no dia 14 de Outubro, os Franceses aperceberam-se que não conseguiriam avançar mais. O historiador militar britânico Charles Oman escreveu que "ao alvorecer nessa manhã de 14 de Outubro, em Sobral, a maré napoleónica atingiu o seu ponto mais elevado". No episódio da terceira invasão francesa, Sobral de Monte Agraço teve um papel decisivo ao travar a progressão das tropas francesas a caminho de Lisboa, nomeadamente através dos combates de Sobral e Seramena e do Forte Grande do Alqueidão.
A vila de Sobral de Monte Agraço foi elevada a sede de Concelho em 1821. O Concelho foi extinto em 1832 e restaurado em 1836, passando a abranger, também, a freguesia de S. Quintino que até aí pertencia a Lisboa.
A 10 de Fevereiro de 1887 é decretada a transferência da sede do concelho de Arruda para Sobral de Monte Agraço.
Por Decreto de 13 de Janeiro de 1898 é restaurado o concelho do Sobral com a freguesia de Sapataria. Foi esta a última reforma do Concelho.
Evolução demográfica De acordo com os dados do INE o distrito de Lisboa registou em 2021 um acréscimo populacional na ordem dos 1.1% relativamente aos resultados do censo de 2011. No concelho de Sobral de Monte Agraço esse acréscimo rondou os 3.8%. <small> Número de habitantes Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes 1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021 4 722 4 825 5 647 5 747 6 039 6 058 6 845 7 220 7 425 7 744 7 116 7 863 7 245 8 927 10 156 10 540 (Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.)
Número de habitantes por Grupo Etário INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros INE - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores&indOcorrCod=0011166&contexto=bd&selTab=tab2 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021 0-14 Anos 2 047 2 082 1 974 2 175 2 191 1 937 1 795 1 590 1 736 1 308 1 384 1 690 1 59315-24 Anos 946 1 027 1 129 1 267 1 214 1 257 1 294 855 994 1 013 1 197 999 1 16325-64 Anos 2 362 2 429 2 512 2 973 3 259 3 522 3 947 3 905 4 034 3 721 4 733 5 644 5 615= ou > 65 Anos 386 374 422 485 558 576 708 865 1 099 1 203 1 613 1 823 2 169 (Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no município à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente) <big>
Património
Igreja de São Quintino
Política O município de Sobral de Monte Agraço é administrado por uma câmara municipal composta por 5 vereadores. Existe uma assembleia municipal, que é o órgão legislativo do município, constituída por 18 deputados (dos quais 15 eleitos diretamente).
O cargo de Presidente da Câmara Municipal é atualmente ocupado por Raquel Soares Lourenço, após a vitória da coligação Sobral Pode Mais, nas eleições autárquicas de 2025 https://www.publico.pt/2025/10/15/p3/noticia/28-anos-raquel-lourenco-presidente-camara-jovem-eleita-2150841, tendo se tornado também a mais jovem presidente de Câmara do país, com apenas 28 anos de idade à data da tomada de posse.
Nas eleições Autárquicas de 2025, foi eleita Raquel Soares Lourenço, pela Coligação Sobral Pode Mais (PSD/CDS-PP), tendo sido eleitos 2 vereadores pela CDU - Coligação Democrática Unitária, e ainda um vereador pelo PS. https://www.autarquicas2025.mai.gov.pt/resultados/territorio-nacional?local=1934. A maioria no executivo camarário é garantida pelos pelo Vereador Diogo Gregório, independente eleito pelas listas da CDU - Coligação Democrática Unitária https://valorlocal.pt/vereador-independente-cdu-pelouros-executivo-sobral/?fbclid=IwY2xjawN4HvpleHRuA2FlbQIxMQBzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEecEoXM6Kc1xUny03GvNpIFAQbdtF237MP9cgzM7SAd-u-ZX7ldhL4R0sAyzY_aem_BdN91hSQZ-bIIc_-gcpz7g, que aceitou fazer parte do Executivo, com responsabilidades nas áreas do Associativismo e do Desporto. Na Assembleia Municipal a maior representação está a cargo da Coligação Sobral Pode Mais (PSD/CDS-PP), com 6 deputados eleitos e 1 presidente de Junta de Freguesia, seguido da CDU (PCP-PEV) com 5 deputados eleitos e 1 presidentes de Junta de Freguesia, seguindo-se o Partido Socialista (3;0), o Chega (1; 0), e o Movimento Independente - Move-te (0;1). O Presidente da Assembleia Municipal é Joaquim Biancard Cruz, da Coligação Sobral Pode Mais.
+Eleições Autárquicas 2025ÓrgãoPSD/CDS-PPPCP-PEVPSChegaMove-te pela Freguesia Câmara Municipal 2 2 1 0 0 Assembleia Municipal 7 6 3 1 1 dos quais: eleitos directamente 6 5 3 1 0
Eleições autárquicas +Data%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%VParticipaçãoPSFEPU/APU/CDUPPD/PSDPCTP/MRPPADPPMCDS-PPPSD-CDSMPTCHPSD-CDS-PPM-MPT197642,07235,64217,211197926,08145,77324,2610,83 -198221,06154,653AD3,02 -16,051AD198523,40170,994198912,63 -64,96419,081199311,40 -65,79418,531199717,54164,30410,68 -3,01 -200124,01157,674PSD-CDSPSD-CDS13,42 -200523,94154,283PSD-CDS15,801200917,61154,33323,951201328,28148,55318,411201726,20150,36319,381202127,77142,89324,011202516,35130,172PSD-CDS-PPM-MPTPSD-CDS-PPM-MPTPSD-CDS-PPM-MPTPSD-CDS-PPM-MPT10,17040,882
Eleições legislativas +Data%PSPCPPSDCDSUDPAPU/ CDUADFRSPRDPSNB.E.PANPSDCDSLCHIL197640,6829,0513,084,281,25197927,98APUADAD1,3436,8625,581980FRS1,2535,9027,5023,93198332,0015,944,24PSR40,96198517,9216,683,591,0234,3220,23198719,10CDU33,162,680,8230,116,69199125,7238,702,8020,691,112,04199541,1622,437,410,7421,580,14199943,4820,216,1822,020,382,49200237,5328,737,3817,633,05200545,5119,635,1815,686,71200935,4420,238,3617,3610,16201127,8129,0811,4215,615,251,04201530,94CDSPSD18,6210,141,3929,290,76201938,2218,313,5514,418,363,141,281,421,40202241,8321,481,368,424,131,521,649,075,56202425,22ADAD6,9322,544,721,983,8422,595,63
Cultura Cine-Teatro de Sobral de Monte Agraço, construído em 1945
Festas e feiras thumb|esquerda|100px|Largo central de Sobral de Monte Agraço
Festa e Feira de Verão: uma semana de Setembro, desde o sábado antes do segundo domingo: corridas de touros, largada de touros, concertos, exposições, feira de artesanato, quermesse, música, teatro, entre outros, variável de ano para ano. As festas têm como ponto alto as largadas e concertos na Praça Dr. Eugénio Dias. Tasquinhas - em Outubro.
As Festas da Vila na segunda semana de Setembro não são religiosas, são festas cívicas denominadas desde o início de Festas e Feira de Verão. Foram criadas em 1912 pela Câmara Municipal sob uma proposta de Matias Ferreira e só tiveram programa escrito em 1913. Nos anos de 1912 e 1913 os pontos altos foram os concertos pela Banda da Polícia Municipal de Lisboa (atual Banda da Guarda Nacional Republicana), as touradas e a exposição de gados.
A festa religiosa de Nossa Senhora da Vida e Santa Aurélia era a 15 de Agosto e deixou de fazer-se em 1918 depois de a igreja ter sido assaltada e profanada na véspera das exéquias de Sidónio Pais. Foi substituída pela Feira de 15 de Agosto que passou a ter a exposição de gados que foi suprimida das Festas, deixou de fazer-se nos anos 50 do século XX.
Festa de Santo António com Missa, Sermão e Procissão e recitação da coroa de 7 mistérios no dia do santo, 13 de Junho, sendo que a última foi em 1918.
Bodo de São Brás, a 3 de Fevereiro, com carros de bois com toldo que levavam as carnes e o pão para serem benzidos na Igreja do Salvador e distribuídos pelos pobres. A imagem de São Brás destruída no assalto à igreja foi restaurada no início do século XXI e é atribuída à escola de Machado de Castro.
Ver também Forte do Alqueidão
Ligações externas