Luciana Luna Anna Lomonaco (Bresso, 1985) é uma matemática nascida na Itália, reconhecida por suas contribuições em topologia e geometria. Professora no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação da Universidade de São Paulo, ela foi a primeira mulher a receber o Prêmio Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) para Jovens Cientistas.
Biografia Lomonaco nasceu na comuda italiana Bresso, em Milão, e cresceu em Peschiera del Garda.
Lumonaco fez uma escola voltada às ciências humanas, estudando grego, latim e filosofia. Foi por causa da filosofia que aprofundou seus estudos nas ciências exatas, uma vez que, segundo ela, as análises matemáticas podem desencadear algumas reflexões. Na matemática, Lumonaco afirma que os conceitos se mantêm e se desenvolvem, mesmo que as ideias mudem.
Formação acadêmica Lomonaco se graduou em matemática pela Universidade de Pádua, Itália. Ela afirma que sofreu machismo por parte dos professores, que passavam o conteúdo de forma axiomática, o contrário do viés filosófico pelo qual ela se interessava. Ela fez um intercâmbio na Universidade de Madri, Espanha, pois tinha uma língua parecida com o italiano. Em seguida, concluiu seu mestrado na mesma universidade e seu doutorado na Universidade de Roskilde, na Dinamarca.
Carreira Depois de um tempo na China, veio morar no Brasil em 2014 para concluir um programa de pós-doutorado e se tornou professora do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação da Universidade de São Paulo em 2016. Ela destaca as trocas honestas entre pesquisadores brasileiros.
Atuou na USP até 2020 e, em seguida, no Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), Luna consolidou sua carreira com estágios em instituições internacionais e pesquisa focada na visualização de espaços geométricos complexos e dinâmica complexa.
Em 2020, no IMPA, ela e Carolina Araujo eram as únicas mulheres a trabalhar no instituto que contava com 47 pesquisadores.
Além de sua atuação acadêmica, ela se dedica à divulgação científica, promovendo a matemática entre mulheres e jovens, participando de eventos como o Dia Internacional das Mulheres na Matemática. Em 2021, foi uma das pesquisadoras apoiadas pelo Instituto Serrapilheira, onde promoveu projetos voltados à comunicação científica.
Prêmios, reconhecimento e impacto Em 2019, Lumonaco se tornou a primeira mulher a receber o Prêmio da Sociedade Brasileira de Matemática com o trabalho On Quasi-Conformal (In-)Compatibility of Satellite Copies of the Mandelbrot Set: I, publicado no ano de 2017.
Em 2020, Lumonaco foi a primeira mulher laureada pelo Prêmio de Reconhecimento União Matemática da América Latina e Caribe (Umalca) ao estudar as formações geométricas dos fractais, que formam um conjunto de figuras geométricas que se repetem dentro deles mesmos infinitamente. A pesquisadora obteve resultados pertinentes sobre o Conjunto de Mandelbrot.
Lista de prêmios 2018: Prêmio Para Mulheres na Ciência. 2019: Prêmio SBM. 2020: Prêmio de Reconhecimento União Matemática da América Latina e Caribe (Umalca). 2023: Jovem Cientista.
Curiosidades Lomonaco aprecia banhos de mar e pratica canto lírico. É fã das obras de Chimamanda Ngozi Adichie.
Referências
Categoria:Mulher Categoria:Pesquisa Categoria:Cientistas do Brasil Categoria:Professores do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação da Universidade de São Paulo Categoria:Matemáticas da Itália Categoria:Matemáticas do Brasil Categoria:Cientistas da Itália