O Movimento de Resistência Judaica (, Tnu'at HaMeri Ha'Ivri, literalmente Movimento de Rebelião Hebraico), também chamado de Movimento de Resistência Unida (MRU), foi uma aliança das organizações paramilitares sionistas Haganá, Irgun e Lehi no Mandato Britânico da Palestina. Foi criado em outubro de 1945 pela Agência Judaica e operou por dez meses, até agosto de 1946.Jewish Agency for Israel, History of the Jewish Agency for Israel Acessado em 27 de abril de 2012 A aliança coordenou atos de sabotagem para minar a autoridade britânica no Mandato da Palestina.

O movimento sionista tinha grandes esperanças na administração trabalhista eleita na Grã-Bretanha após a Segunda Guerra Mundial. Porém, os trabalhistas britânicos continuaram a aplicar as políticas estabelecidas no Livro Branco de 1939, incluindo as restrições à imigração judaica para a Palestina.

As negociações para a formação do movimento começaram em agosto de 1945, a pedido dos líderes da Haganá, Moshe Sneh e Israel Galili. No final de outubro do mesmo ano, foi assinado um acordo, fundando o “Movimento de Resistência Judaica”. A liderança do novo movimento incluía quatro representantes: dois da Haganá (Sneh e Galili), um do Irgun (Menachem Begin) e um do Lehi (Nathan Yellin Mor).

Para coordenar as atividades dos grupos, um comitê civil conhecido como "Comitê X" foi composto por seis membros, representantes de várias correntes políticas (incluindo Levi Eshkol). O conselho de operações, que aprovava os planos de operações, era composto por Yitzhak Sadeh (do Palmach), Eitan Livni (do Irgun) e Yaakov Eliav (do Lehi).

Durante a existência do movimento, onze grandes operações foram realizadas, oito delas pelo Palmach e Haganá, e três pelo Irgun e Lehi, além de muitas operações menores. Entre estas, destacam-se:

A libertação de 200 membros da Aliyá Bet do campo de detenção de Atlit O bombardeio de ferrovias e estações de trem na Noite dos Trens (novembro de 1945) O bombardeio de dezenas de pontes em todo o país na Noite das Pontes (junho de 1946) Ataques a esquadras de polícia britânicas Atentado do Hotel King David em Jerusalém, onde 91 pessoas foram mortas, incluindo 28 cidadãos britânicos, 41 árabes palestinos, 17 judeus palestinos, dois armênios, um russo, um egípcio e um grego.

Em agosto de 1946, após o atentado ao Hotel King David, Chaim Weizmann, presidente da Organização Sionista Mundial, apelou ao movimento para cessar toda atividade militar até que uma decisão sobre o assunto fosse tomada pela Agência Judaica. A Agência Judaica apoiou a recomendação de Weizmann para cessar as atividade. A decisão foi aceita com relutância pelo Haganá, mas rejeitada pelo Irgun e pelo Lehi. O MRU foi desmantelado e cada um dos grupos fundadores continuou a operar de acordo com a sua própria política.States that Haganah withdrew on 1 July 1946. But remained permanently uncooperative.

Bibliografia

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