Drepanornis albertisi é uma espécie de ave-do-paraíso, um dos dois únicos membros do género Drepanornis da família Paradisaeidae. Ocorre exclusivamente nas selvas montanhosas da Nova Guiné. Os machos são poligínicos e ocupam territórios que defendem durante vários anos. Handbook of the Birds of the World zum Gelbschwanz-Paradieshopfl, acedido em 11 de outubro de 2017. Frith & Beehler: The Birds of Paradise - Paradisaeidae. p. 377. Descrição A espécie Drepanornis albertisi é de tamanho médio, com cerca de 35 cm de comprimento, de cor castanha. O macho tem a pele nua castanho-acinzentada à volta dos olhos, cauda acastanhadas, íris castanho-escura, boca amarela e bico preto tipo foice. É adornado com penas escuras, semelhantes a chifres na coroa dianteira, um leque erétil de plumas acastanhadas brônzeas no pescoço e plumas alongadas de ponta roxa nos flancos. A fêmea, com plumagem castanha, sem adornos, é mais pequena, com o bico mais comprido do que o do macho e com faixas escuras na região ventral. Ecologia e distribuição A alimentação da espécie é constituída principalmente por frutos e artrópodes. A fêmea põe um a dois ovos de cor creme claro com manchas castanhas e cinzentas.

A espécie ocorre em zonas montanhosas, com uma presença dispersa pela Nova Guiné ocidental, central e oriental. A espécie está maioritariamente distribuída em florestas tropicais montanhosas a altitudes de 1100 a 1900 m acima do nível do mar. A sua região de distribuição natural sobrepõe-se com o Drepanornis bruijnii, a outra única espécie do género, apenas por pouco, mas nunca foi registada qualquer hibridação, embora seja possível que ocorra.

Estado de conservação Como a maioria das espécies de aves-do-paraíso, que não têm uma área de distribuição natural limitada a algumas ilhas ou cadeias de montanhas individuais, por estar distribuída por toda um vasto território, a espécie é avaliada como sendo de menor preocupação na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. Está incluída no Anexo II da CITES. BirdLife International. 2012. Epimachus albertisi. The IUCN Red List of Threatened Species. Version 2015.2. Acceso: 11 de julho de 2015. Taxonomia O nome genérico Drepanornis é composto pelas palavras drepane para "foice" e ornis para "ave", pelo que o nome do género significa literalmente ave falciforme, referindo-se ao seu bico em forma de foice. O epíteto específico homenageia o naturalista italiano Luigi Maria d'Albertis, que recolheu espécimes esta espécie em 1872. O nome subespecífico da raça cervinicauda consiste em cervinus para "cervo" e cauda para "cauda", geisleri homenageia Bruno Geisler, um ornitólogo alemão que descreveu esta subespécie, e inversus significa "virado".

Apesar de partilharem caraterísticas semelhantes, e o mesmo nome comum de aves-do-paraíso, as espécies do género Drepanornis estão apenas distantemente relacionadas com o género Epimachus. De facto, estão filogeneticamente mais ligados às aves-do-paraíso dos género Seleucidis e Semioptera. Existem duas subespécies distintas, embora as raças geisleri da Península Huon e inversus das Montanhas Weyland e terras altas próximas necessitem de mais pormenores para serem consideradas subespécies válidas. São reconhecidas, de acordo com o IOC, as seguintes subespécies:Gill, F.; Donsker, D. (Eds.) (2015). Crows, mudnesters & birds-of-paradise. IOC World Bird List (v.5.2).

Drepanornis albertisi albertisi (Sclater, 1873) Drepanornis albertisi cervinicauda (Sclater, 1884) Drepanornis albertisi geisleri A.B. Meyer, 1893

Galeria

Referências

BirdLife Species Factsheet

Categoria:Drepanornis Categoria:Aves da Nova Guiné