Os Sete Clássicos Militares () são sete importantes textos militares da antiga China, entre os quais se encontra A Arte da Guerra, de Sun-Tzu. Tais textos foram canonizados com esse nome no século 11 d.C. e, a partir da Dinastia Song, passaram a integrar a maioria dos leishu militares. O imperador Shenzong, sexto imperador da Dinastia Song, decidiu quais textos seriam incluídos nessa antologia em 1080.Gawlikowski, Kzysztof e Michael Loewe. (1993). "Sun tzu ping fa", in Early Chinese Texts: A Bibliographical Guide, Michael Loewe, ed., Berkeley: The Society for the Study of Early China, p. 449. Para oficiais imperiais, alguns ou todos esses trabalhos eram leitura obrigatória para que pudessem ser promovidos, tal como o requisito para todos os burocratas conhecerem a obra de Confúcio. A Arte da Guerra chegou a ser traduzida no tangute com comentários.
Lista De acordo com Ralph D. Sawyer e Mei-chün Sawyer, responsáveis por uma das traduções mais recentes, os Sete Clássicos Militares são:
Seis Ensinamentos Secretos, de Jiang Ziya (Taigong) Os Métodos de Sima (também conhecido como A Arte da Guerra de Sima Rangju) A Arte da Guerra, de Sun Tzu Wuzi, de Wu Qi Wei Liaozi Três Estratégias de Huang Shigong Perguntas e Respostas entre o Imperador Taizong e Li Weigong
Não se conhecem outras variações da antologia que troquem qualquer um dos membros. No entanto, os próprios textos tiveram múltiplas versões, especialmente A Arte da Guerra, que conta com várias dezenas de traduções para o inglês apenas no século 20.
Apesar de haver destaque para textos militares no Yi Zhou shu, nenhum dos capítulos da antologia foi considerado clássico.McNeal, Robin. Conquer and Govern. 2012:124.
Influência Muitas antologias diferentes surgiram ao longo dos séculos, com distintas anotações e análises de estudiosos, resultando nas versões atuais em publicações ocidentais. O Imperador Kangxi, da Dinastia Qing, comentou sobre os sete clássicos militares, dizendo: “Eu li todos os sete livros; alguns de seus conteúdos não são necessariamente corretos e há coisas supersticiosas que podem ser usadas por pessoas más.”
Membros do Partido Comunista da China também estudaram esses textos durante a Guerra Civil Chinesa, assim como diversos estrategistas militares europeus e norte-americanos.
A Arte da Guerra era estudada por clãs japoneses em guerras civis, como a Guerra Genpei, o Sengoku Jidai e a Guerra Boshin no Japão.
Vários textos militares chineses, como Su Shu, San Liu, Seis Ensinamentos Secretos e A Arte da Guerra, foram traduzidos para o idioma manchu.DURRANT, STEPHEN. “MANCHU TRANSLATIONS OF CHOU DYNASTY TEXTS.” Early China, vol. 3, 1977, pp. 52–54. JSTOR, http://www.jstor.org/stable/23351361. Os manchus utilizavam traduções manchus do romance chinês Romance dos Três Reinos para aprender estratégia militar.
Referências
Ligações externas
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Categoria:Textos clássicos chineses