A cobla (também grafada coplaMorais Silva, António de. A-H. Portugal: Editorial Confluência, 1961. p. 565. ou cobra) é a unidade estrófica básica da poesia trovadoresca. No século XIV, o poeta Guilhem Molinier, em seu tratado leys d'Amor, ensinava que:"A cobla significa ajustamento, pois inclui ao menos cinco versos, os quais, juntos, formam uma estrutura fechada que, ao ser concluída, alcança uma pausa rítmica."A cobla esparsa é um poema formado por uma única cobla, comum na tradição trovadoresca como peça lírica independente, em contraste com sequências estróficas mais longas. A cauda é a metade final da cobla.
Classificações A classificação das coblas baseia-se nos sons e na distribuição das rimas.Classen, Albrecht. Handbook of Medieval Studies: Terms – Methods – Trends. 3 Volumes, Berlin, New York: De Gruyter, 2011. https://doi.org/10.1515/9783110215588 Elas podem ser:
Coblas unissonans (uníssonas): quando o poema apresenta o mesmo esquema de rimas e os mesmos sons rimáticos em todas as estrofes. Coblas alternadas: quando mantêm o mesmo esquema de rimas, mas com sons rimáticos alternados. Coblas doblas (duplas): quando seguem o mesmo esquema de rimas, mas com mudanças de sons rimáticos a cada duas estrofes. Coblas ternas (triplas): com mudanças de sons rimáticos a cada três estrofes. Coblas singulares: quando seguem o mesmo esquema de rimas, mas sons rimáticos distintos em cada estrofe. Coblas esparsas: quando um poema é composto por estrofes únicas e independentes. Coblas retrogradadas (retrógradas): quando os sons rimáticos mudam de posição conforme um padrão fixo ou uma permutação. Coblas capcaudadas (cabeça-cauda): quando o último som rimático da primeira estrofe se torna o primeiro da segunda estrofe e sucessivamente. Coblas capfinidas (cabeça-findada): quando a primeira linha de cada estrofe contém a última palavra rimada da anterior.
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