João Cícero de Brandemburgo (em alemão: Johann Cicero; 2 de agosto de 1455 – 9 de janeiro de 1499) foi Príncipe-Eleitor de Brandemburgo de 1486 até sua morte. Pertencente à Casa de Hohenzollern, foi o primeiro de sua dinastia a governar a Marca de Brandemburgo de forma contínua e hereditária.Encyclopædia Britannica – John Cicero

Biografia João Cícero nasceu em Berlim, filho de Alberto III Aquiles, eleitor de Brandemburgo, e de Margarida de Baden. Desde cedo foi preparado para a administração dos territórios da família Hohenzollern.

Em 1476, seu pai transferiu-lhe o governo da Marca de Brandemburgo, embora tenha permanecido como eleitor até sua abdicação formal em 1486.

Após a morte de Alberto III, João Cícero tornou-se oficialmente Príncipe-Eleitor de Brandemburgo, consolidando o controle da família Hohenzollern sobre a região.

Governo João Cícero procurou fortalecer o poder central contra os nobres locais e aumentou a autoridade administrativa em Berlim. Também reorganizou o sistema fiscal, promovendo maior arrecadação e controle territorial.John Gagliardo, Germany under the Old Regime: 1600–1790, Longman, 1991.

Casamento e descendência Em 1476, casou-se com Margarida da Saxônia, filha do duque Guillaume III da Saxônia.

Tiveram os seguintes filhos:

Joaquim I Nestor (1484–1535) — sucedeu-o como eleitor. Ana — casou-se com Frederico de Schleswig-Holstein. Urzula — tornou-se abadessa.

Morte e sucessão João Cícero morreu em Berlim em 9 de janeiro de 1499 e foi sepultado na Catedral de Brandemburgo.

Foi sucedido por seu filho Joaquim I Nestor, dando continuidade ao domínio hereditário dos Hohenzollern sobre Brandemburgo.

Ver também

Casa de Hohenzollern Marca de Brandemburgo Joaquim I Nestor

Referências

Joaquim I Nestor (em alemão: Joachim I. Nestor; 21 de fevereiro de 1484 – 11 de julho de 1535) foi Príncipe-Eleitor de Brandemburgo de 1499 até sua morte. Membro da Casa de Hohenzollern, destacou-se por sua oposição à Reforma Protestante e por consolidar o poder de sua dinastia na região.Encyclopædia Britannica – Joachim I Nestor

Biografia Joaquim nasceu em Cölln, um dos assentamentos que dariam origem a Berlim. Era o filho mais velho de João Cícero de Brandemburgo e de Margarida da Saxônia.

Recebeu uma educação humanista, supervisionado por Dietrich von Bülow, bispo de Lebus. Em 1499, com a morte de seu pai, assumiu o eleitorado de Brandemburgo aos 15 anos.

Em 1502, casou-se com Isabel da Dinamarca, filha do rei João da Dinamarca. O casal teve cinco filhos, incluindo Joaquim II Héctor de Brandemburgo, que o sucedeu.

Em 1506, fundou a Universidade Viadrina em Frankfurt (Oder), com o objetivo de fortalecer a administração e a formação do clero e juristas no território.Peter H. Wilson, Heart of Europe: A History of the Holy Roman Empire, Belknap Press, 2016, p. 404. ISBN 978-0674058095

Relações religiosas Durante a ascensão da Reforma Luterana, Joaquim I permaneceu fiel à Igreja Católica. Seu irmão, Alberto de Brandemburgo, tornou-se arcebispo de Magdeburgo e Mainz, cargos que financiaram por meio da venda de indulgências — prática que viria a ser duramente criticada por Martinho Lutero em 1517.

Mesmo com o avanço do luteranismo, Joaquim I manteve políticas conservadoras. Sua esposa, Isabel, converteu-se ao protestantismo em 1528 e fugiu para a Saxônia, permanecendo separada dele até sua morte.

Descendência Joaquim I e Isabel da Dinamarca tiveram:

Joaquim II Héctor de Brandemburgo (1505–1571) — sucessor como eleitor. Ana de Brandemburgo (1507–1567) — casou-se com Alberto VII de Mecklemburgo. Elisabete (1510–1558) — casou-se com Érico I de Brunswick-Calenberg e depois com Poppo XII de Henneberg. Margarida (1511–1577) — casou-se com Jorge I de Pomerânia e depois com João V de Anhalt-Zerbst. João (1513–1571) — tornou-se marquês de Brandemburgo-Küstrin.

Morte e sucessão Joaquim I morreu em Stendal em 11 de julho de 1535 e foi sepultado na Catedral de Brandemburgo. Seu filho Joaquim II Héctor de Brandemburgo o sucedeu e, em 1539, converteu oficialmente o eleitorado ao luteranismo.

Ver também

Casa de Hohenzollern Reforma Protestante Brandemburgo Martinho Lutero

Referências

Biografia Joaquim nasceu em Cölln, um dos assentamentos que dariam origem a Berlim. Era o filho mais velho de João Cícero de Brandemburgo e de Margarida da Saxônia.

Recebeu uma educação clássica e humanista sob a supervisão de Dietrich von Bülow, bispo de Lebus. Em 1499, com a morte de seu pai, assumiu o eleitorado de Brandemburgo aos 15 anos.

Em 1502, casou-se com Isabel da Dinamarca, filha do rei João da Dinamarca. O casal teve cinco filhos, incluindo Joaquim II Héctor, que o sucedeu.

Em 1506, fundou a Universidade Viadrina em Frankfurt (Oder), consolidando seu apoio à educação e à administração pública.

Relações religiosas Durante a ascensão da Reforma Luterana, Joaquim manteve Brandemburgo fiel à Igreja Católica. Seu irmão, Alberto de Brandemburgo, ocupava os importantes cargos de arcebispo de Magdeburgo e Mainz, e esteve envolvido com a venda de indulgências — uma das causas principais das 95 Teses de Martinho Lutero.

Mesmo com o avanço do luteranismo, Joaquim permaneceu católico. Sua esposa, porém, converteu-se ao protestantismo em 1528 e fugiu para a Saxônia.

Descendência Joaquim I e Isabel da Dinamarca tiveram:

Joaquim II Héctor (1505–1571) — sucedeu o pai como eleitor. Ana de Brandemburgo (1507–1567) — casou-se com Alberto VII de Mecklemburgo. Elisabete (1510–1558) — casou-se com Érico I de Brunswick-Calenberg e depois com Poppo XII de Henneberg. Margarida (1511–1577) — casou-se com Jorge I de Pomerânia e depois com João V de Anhalt-Zerbst. João (1513–1571) — tornou-se marquês de Brandemburgo-Küstrin.

Morte e sucessão Joaquim faleceu em Stendal em 11 de julho de 1535. Foi sepultado na Catedral de Brandemburgo. Seu filho Joaquim II Héctor sucedeu-o e mais tarde converteu oficialmente Brandemburgo ao luteranismo em 1539.

Ver também

Casa de Hohenzollern Reforma Protestante Brandemburgo Martinho Lutero

Referências