Haroldo Silva Nepomuceno (Belém, 20 de fevereiro de 1946) é um ex-futebolista brasileiro que atuava como lateral-direito.DA COSTA, Ferreira (2013). Haroldo - Jogou no Santos, do "Rei" Pelé. Gigantes do futebol paraense. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 155-157OLIVEIRA, Evaldo Rodrigues (2021). HAROLDO SILVA (1968-1970). Almanaque dos Craques - Santos F.C.. São Paulo: Editora Onze Cultural, p. 130
Membro do Santos de Pelé, onde foi reserva de Carlos Alberto Torres, integra o grupo de santistas paraenses formados na Tuna Luso, a exemplo de Pinhegas,OLIVEIRA, Evaldo Rodrigues (2021). PINHEGAS (1948-1951). Almanaque dos Craques - Santos F.C.. São Paulo: Editora Onze Cultural, pp. 229-230 de Manoel Maria (de quem foi colega em ambas as equipes), Giovanni, Arinélson, Magnum e Paulo Henrique Ganso.
Carreira Tuna Luso Seu pai, conhecido pelo sobrenome Nepomuceno, havia sido futebolista em Belém no clube Júlio César. Haroldo, por sua vez, iniciou a carreira no juvenil da Tuna Luso, onde foi vice-campeão estadual em 1964. Seus dois gols conhecidos pelo clube se deram exatamente em clássicos: em derrota amistosa de 2-1 em duelo com o Paysandu em 14 de março de 1965, e em vitória de 4-1 em confronto com o Remo pelo estadual de 1967, em 5 de novembro.
A Tuna não conseguiu títulos estaduais ao longo da década de 1960, mas a imprensa reconhecia que o flanco formado com Haroldo junto ao ponta-direita Manoel Maria era o melhor do Pará. Além de vice-campeonatos, o elenco tunante teve como ponto alto uma excursão vitoriosa ao Amazonas entre agosto e setembro de 1967. Nenhuma outra excursão paraense havia retornado invicta do Estado vizinho com tantos jogos lá realizados. Foram oito jogos e precisamente Manoel Maria foi o artilheiro da viagem, com seis gols: 6-1 no Fast, com quatro gols cruzmaltinos no primeiro tempo em espaço de sete minutos, 3-0 sobre o Rio Negro, 1-1 com o Olímpico, 3-3 com o São Raimundo, novo 1-1 com o Olímpico, 2-0 no São Raimundo, 1-0 em curioso clássico com o Remo (que também se encontrava em Manaus) e 1-0 no Nacional.DA COSTA, Ferreira (2013). Em 1967, a Tuna foi a Manaus, fez oito jogos e voltou invicta. Memorial Cruzmaltino. Belém: ArtGráfica, pp. 130-132
Manoel terminou negociado com o Santos em março de 1968,DA COSTA, Ferreira (2013). 1968 - Remo mantém Amoroso, o "pé de coelho", e levanta o título de campeão. Parazão Centenário. Teresina: Halley S.A. Gráfica e Editora, pp. 153-155 com Haroldo seguindo-o ainda naquele ano, negociado no segundo semestre de 1968 por empréstimo após ter sido sondado também pelo Vasco da Gama.
Santos
O negócio entre Tuna e Santos foi pactuado em 80 mil cruzeiros novos, com Haroldo sendo contemplado com 10 mil cruzeiros novos em luvas e salários em 800, considerados uma boa quantia à época. Haroldo rumou à Vila Belmiro para ser reserva do astro Carlos Alberto Torres, registrando ao todo vinte partidas, algumas delas como lateral-esquerdo.
Integrou ainda em 1968 o elenco campeão do Brasileirão daquele ano, bem como no Torneio Internacional de Santiago. Sua partida mais recordada foi vitória de 9-2 sobre o Bahia na campanha brasileira de 1968. Para além das vinte partidas reconhecidas, Haroldo também tomou parte em jogos-treino, que incluíram a única exibição de César Luis Menotti (futuro treinador da Argentina vencedora da Copa do Mundo FIFA de 1978) como jogador alvinegro, contra o Cianorte, em 10 de novembro daquele mesmo ano.
Porém, pela condição habitual de reserva, ao longo do tempo tornou-se comum confundir-se Haroldo com Haroldo Sombra, zagueiro santista entre 1963 e 1967.OLIVEIRA, Evaldo Rodrigues (2021). HAROLDO SOMBRA (1963-1967). Almanaque dos Craques - Santos F.C.. São Paulo: Editora Onze Cultural, p. 131 No primeiro semestre de 1969, Haroldo foi emprestado ao XV de Piracicaba. Ficou no Santos até 1970, vencendo ali a Taça Cidade de São Paulo.
Outros clubes
Descontente com o estabelecimento de regime disciplinar que julgava excessivo em 1970, Haroldo, aconselhando a aproveitar uma brecha contratual após lapso da diretoria santista em não exercer direito de preferência, obteve passe livre e negociou com Jair da Rosa Pinto, então treinador de um momento forte do Olaria. Haroldo fez parte de um dos melhores times da história deste clube, que terminou o Campeonato Estadual daquele ano na terceira posição. Depois do destaque neste campeonato, foi contratado pelo Vasco, por 150 mil cruzeiros, recebendo 80 mil de luvas e 5 mil em salários.
Atuou pelo Vasco entre 1971 e 1972, chegando a ser colega de Tostão. Inicialmente bem relacionado com o então técnico vascaíno Paulo Amaral, não agradava tanto o sucessor Mário Travaglini. A perda de prestígio e atrasos salariais levaram o paraense a ser emprestado sucessivamente até o fim do contrato, negociado em 1973 com o CRB e em 1974 com o Saad. Recebendo remuneração menor, mas pontualmente, destacou-se nesses dois clubes, tendo figurado no campeonato paulista de 1975 em vitória do Saad sobre o próprio Santos dentro do Pacaembu.
Ainda em 1975, Haroldo aceitou proposta para transferir-se ao Moto Club, onde optou em 1976 por parar de jogar e regressar ao Pará, fixando residência em Ananindeua, na Grande Belém.
Títulos Santos Torneio Roberto Gomes Pedrosa: 1968 Torneio Internacional de Santiago: 1968 Taça Cidade de São Paulo: 1970
CRB
Campeonato Alagoano: 1973
Referências
Categoria:Naturais de Belém (Pará) Categoria:Nascidos em 1946 Categoria:Futebolistas do Pará Categoria:Futebolistas da Tuna Luso Brasileira Categoria:Futebolistas do Santos Futebol Clube Categoria:Futebolistas do Olaria Atlético Clube Categoria:Futebolistas do Club de Regatas Vasco da Gama Categoria:Futebolistas do Clube de Regatas Brasil Categoria:Futebolistas do Moto Club