Diário do Farol é um romance do escritor brasileiro João Ubaldo Ribeiro, publicado em 2002 pela editora Objetiva. A obra se destaca por seu tom sombrio e introspectivo, afastando-se do estilo satírico e épico que caracteriza outros romances do autor, como Viva o Povo Brasileiro.
Enredo O romance é narrado por um personagem anônimo que vive isolado em um farol e escreve suas memórias em forma de diário. Ao longo do texto, ele revela ser um assassino frio e calculista. Em um estilo de fluxo de consciência, o narrador expõe suas obsessões, traumas familiares, experiências sexuais e visões distorcidas sobre a moral e a sociedade.
Temas Diário do Farol aborda temas densos e controversos, como: Psicopatia e perversão Violência e moralidade Isolamento e loucura Religião e repressão sexual Hipocrisia social
O livro é frequentemente associado à tradição do romance psicológico, com influência de autores como Dostoiévski e William Faulkner.
Estilo A narrativa é fragmentada, composta por longos parágrafos e digressões filosóficas. O estilo remete ao fluxo de consciência, aproximando-se de obras da literatura modernista e pós-moderna.
Recepção A recepção crítica foi mista. Parte dos leitores e críticos considerou a obra perturbadora, mas elogiou a coragem estilística e a originalidade do autor. Em entrevista à Revista Cult, João Ubaldo afirmou que o livro foi um "exercício de exorcismo literário".
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