, pronunciado , também romanizado como YedoEscrita alternativa do artigo na décima primeira edição da Encyclopædia Britannica. ou Yeddo, é o antigo nome da capital japonesa Tóquio, e era a sede do poder do Xogunato Tokugawa, que governou o Japão de 1603 a 1868. Durante esse período ela cresceu e tornou-se uma das maiores cidades do mundo e local de uma vibrante cultura urbana centrada nas noções do "mundo flutuante".
História
Desde o estabelecimento do quartel-general do bakufu Tokugawa em Edo, Quioto permaneceu sendo meramente a capital formal do país. A capital de facto era agora Edo, porque ela era o centro do verdadeiro poder político. Edo rapidamente cresceu do que foi uma pequena, virtualmente desconhecida vila de pescadores em 1457 para uma metrópole com uma população estimada em 1 000 000 em 1721, a maior cidade do mundo naquele tempo.
Edo foi repetidamente devastada por incêndios, com o Grande incêndio de Meireki em 1657 - na qual aproximadamente 100 000 pessoas morreram - sendo talvez o mais desastroso. Durante o período Edo houve cerca de cem incêndios, tipicamente iniciados por acidente e frequentemente aumentando para proporções gigantescas, espalhando-se por bairros de machiya que eram aquecidas com chamas de carvão. Entre 1600 e 1945, Edo/Tóquio foi devastada a cada 25-50 anos aproximadamente por incêndios, terremotos, maremotos, erupções vulcânicas e guerras.
Em 1868, quando o xogunato terminou, a cidade foi renomeada como , que significa "capital do leste", e o imperador mudou a sua residência para lá, fazendo da cidade a capital formal do Japão. A seguir, uma pequena cronologia do que ocorreu naquele ano: Keiō 4, no 17º dia do 7º mês (3 de setembro de 1868): Edo foi renomeada como "Tóquio", que significa "Capital do Leste". Keiō 4, no 27º dia do 8º mês, (12 de outubro de 1868): O Imperador Meiji é coroado no em Quioto. Keiō 4, no 8º dia do 9º mês (23 de outubro de 1868): O nengō muda formalmente de Keiō para Meiji, e uma anistia geral é garantida. Meiji 2, no 23º dia do 10º mês (1868): O imperador vai a Tóquio, e o castelo de Edo torna-se o Palácio Imperial.
Governo e administração Durante o período Edo, o xogunato indicava administradores chamados para comandar a polícia e, dos tempos de Tokugawa Yoshimune em diante, o corpo de bombeiros popular (). Os machi bugyō executavam processos civis e criminais e efetuavam outras funções administrativas.
Magistrados de Edo , 1661.
Geografia A cidade foi organizada como um , ao redor do castelo de Edo. A área nas imediações do castelo, conhecida como "Yamanote", consistia-se amplamente de mansões de daimiôs (senhores feudais), das quais suas famílias viviam em Edo em ciclos de um ano, como parte do sistema de sankin kōtai; os próprios daimiôs faziam jornadas em anos alternados para Edo e faziam uso dessas mansões para seus extensivos séquitos. Foi essa ampla população de samurais (guerreiros de classe nobre) que definia o caráter de Edo, particularmente em contraste com as duas grandes cidades de Quioto e Osaka, das quais nenhuma era governada por um daimiô ou tinha população significante de samurais. O caráter de Quioto era dominado pela Corte Imperial, os nobres da corte, seus numerosos templos budistas, e sua tradicional herança e identidade, enquanto que Osaka era o centro comercial do país, dominado pela classe mercadora dos .
Outras áreas afastadas do centro foram domínios de populares, ou chōnin. A área conhecida como , ao nordeste do castelo, era talvez um dos centros chave da cultura urbana. O antigo templo budista de Sensō-ji ainda permanece em Asakusa e marca o centro de uma área de tradicional cultura da "cidade baixa". Algumas das lojas nas ruas diante do templo foram administradas continuamente no mesmo local desde o período Edo.
O Rio Sumida, então simplesmente chamado de , corre pela beira leste da cidade, ao longo da qual podia se encontrar depósitos oficiais do xogunato para armazenamento de arrozImpostos e estipêndios de samurais não eram pagos em moeda, mas em arroz. Veja koku. e outros edifícios oficiais, além de alguns dos mais famosos restaurantes da cidade.
A marcou o centro da área comercial da cidade, também conhecida como . Muitos pescadores, artesãos e outros produtores e varejistas operaram aqui, assim como transportadores que gerenciavam barcos que iam e vinham de Osaka (chamados ) e outras cidades, ou levando produtos para a cidade, ou simplesmente atravessando-os por rotas marítimas em barcaças fluviais ou rotas terrestres, como a Tōkaidō, que terminava aqui. A área permanece sendo o centro do bairro financeiro e de negócios de Tóquio nos dias de hoje.
A porção nordeste da cidade, lembrada como uma direção perigosa no tradicional onmyōdō (cosmologia/geomancia), é protegida de espíritos maus por uma série de templos, incluindo o Sensō-ji e o Kan'ei-ji. Além desses, há os bairros de eta ou párias, que exerciam vocações impuras e eram separados das seções principais de residências do povo. Um longo caminho de terra estendia-se ao oeste da margem do rio, a uma curta distância desses bairros eta, levando ao longo da beira norte da cidade aos bairros de prazer Yoshiwara. Anteriormente localizados dentro da área da cidade, próximos a Asakusa, os distritos foram reconstruídos neste local mais distante depois do incêndio de Meireki em 1657.
Galeria
Ver também
Período Edo
Bibliografia
Ligações externas
Categoria:História de Tóquio