A urolitina B é um composto orgânico microbiano pertencente à classe das dibenzoalfapironas que atua como um metabolito secundário crucial, resultante da biotransformação de polifenóis complexos realizada exclusivamente pela microbiota do cólon humano. Ao contrário de outros nutrientes, esta molécula lipofílica não se encontra livre na dieta; a sua presença no organismo depende da ingestão e hidrólise sequencial de elagitaninos e do ácido elágico, compostos abundantes em alimentos funcionais como as romãs (Punica granatum), frutos vermelhos (morangos, framboesas) e frutos de casca rija (nozes). A sua síntese endógena apresenta uma elevada variabilidade interindividual, uma vez que a eficiência da conversão metabólica está estritamente ligada à composição ecológica de bactérias específicas do trato gastrointestinal (como as do género Gordonibacter e Ellagibacter), o que classifica os indivíduos em diferentes metabótipos biológicos. Na investigação biomédica contemporânea, a urolitina B destaca-se pela sua farmacocinética única e pelas suas potentes propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antiproliferativas, atuando na modulação de vias de sinalização celular associadas ao envelhecimento e à homeostase proteica. Em ensaios de oncologia, o composto revelou-se um inibidor eficaz da enzima aromatase, demonstrando capacidade para bloquear a síntese de estrogénios e travar a proliferação de linhas celulares de cancro da mama dependentes de hormonas. No âmbito endocrinológico, evidências recentes apontam o seu papel na mitigação da proteotoxicidade no pâncreas, onde o metabolito ativa os mecanismos de autofagia celular para eliminar os depósitos citotóxicos de amiloide das ilhotas de Langerhans, protegendo as células beta contra a disfunção associada à diabetes do tipo 2. Adicionalmente, a urolitina B desperta um interesse crescente na medicina desportiva e na geriatria devido ao seu papel bioativo na regulação da homeostase dos músculos esqueléticos; ao contrário da urolitina A (focada na mitofagia), a variante B atua como um agente pró-anabólico que promove a hipertrofia e atenua a atrofia muscular através da estimulação da via de sinalização mTORC1 e da interação com recetores de androgénios, posicionando-se como uma promissora molécula terapêutica para o desenvolvimento de nutracêuticos contra a sarcopenia e a perda de massa muscular relacionada com a idade.https://run.unl.pt/server/api/core/bitstreams/22e6057f-3416-458b-8247-c70a7b9130bb/content

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