Mairiporã é um município da Região Metropolitana de São Paulo, no estado de São Paulo, no Brasil. A população estimada em 2026 é de 98.241 habitantes e a área é de 320,697 km².
De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano do Brasil lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no ano de 2013, Mairiporã aparece entre as 100 cidades do país com melhor Índice de Desenvolvimento Humano ocupando a 76ª posição no ranking nacional, a 40ª posição estadual e a 6ª dentre as 39 cidades da Região Metropolitana de São Paulo.
Mairiporã está localizado na Zona Norte da Grande São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI).
Toponímia "Mairiporã" é um termo oriundo da língua tupi que significa "água bonita de Maíra", através da junção dos termos maíra ("entidade mitológica tupi, que os índios associavam aos franceses"), 'y ("água") e porang ("bonito").
História Na segunda metade do século XVI, era difícil a penetração para o norte do núcleo urbano surgido em torno do Colégio de São Paulo de Piratininga (atual Pátio do Colégio), conhecido como São Paulo de Piratininga, por causa de dois obstáculos: os rios Tamanduateí e Tietê e a Serra da Cantareira, a qual se apresentava como uma sólida parede ao norte do pequeno núcleo urbano.
No início do século XVII (provavelmente na primeira década deste século), Antonio de Souza Del Mundo ergue uma capela em louvor a Nossa Senhora do Desterro, em torno da qual surge o povoado de Juqueri (palavra tupi que designa uma planta leguminosa, conhecida também como dormideira), dotado de interessante traçado e capacidade de adaptação ao sítio pouco favorável de sua implantação. Este povoado era essencialmente rural e servia de proteção à vila de São Paulo de Piratininga e ponto de apoio às rotas de ligação com o interior.
Em 1610, Salvador Pires de Medeiros recebeu doação de uma sesmaria pelo Capitão-Mor da Capitania de São Vicente Gaspar Conqueiro. Essa sesmaria ia da margem direita do Rio Tietê, subindo a Serra da Cantareira, até as margens do Rio Juqueri.
O povoado de Juqueri foi elevado à condição de freguesia, com o mesmo topônimo, provavelmente entre 1640 e 1684.
Em 1696, a freguesia de Juqueri foi elevada à categoria de Vila, com o topônimo de Nossa Senhora do Desterro de Juqueri.
A Vila de Juqueri adentrou o século XVIII como fonte de produtos agrícolas para São Paulo, chegando a produzir algodão e vinho para exportação. Não prosperou como outras localidades inseridas nas regiões das lavras de ouro e pedras preciosas, caracterizando-se como pouso de tropeiros que faziam o abastecimento de Minas Gerais.
Em 1769, a Câmara de São Paulo determinou a abertura de uma estrada entre Juqueri e São Paulo. O "Caminho de Juqueri" transformou-se, mais tarde, na Estrada Velha de Bragança. No ano de 1783, Juqueri passou a ser paróquia; a capela transformou-se em igreja e passou por diversas modificações (1841, Década de 1940 e 1982). A última reforma descaracterizou o antigo templo, conservando apenas a torre.
Em 1880, Juqueri passa de distrito de São Paulo (até 1880) a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Guarulhos (1880–1889), por meio da Lei n° 34 de 24 de março de 1880. Depois, Juqueri passou a ser município por meio da Lei Provincial nº 67, de 27 de março de 1889. Um ano antes da emancipação, a São Paulo Railway (Estrada de Ferro Santos-Jundiaí) construiu a Estação do Juqueri (hoje a antiga Estação Franco da Rocha). Em 1898, o Governo do Estado inaugurou o Hospital Psiquiátrico do Juqueri (hoje pertencente ao município de Franco da Rocha) para doentes mentais, dirigido pelo psiquiatra Francisco Franco da Rocha, cujo nome denomina a cidade em que hoje fica o hospital.thumb|left|250px|Pensionato Japonês de MairiporãDez famílias de imigrantes japoneses chegaram em Juqueri em 1913, lideradas por Akimura, natural de Kumano. A colônia japonesa de Mairiporã é uma das mais antigas do Brasil, juntamente com as colônias de Cerqueira César e Iguape. Estas famílias deram novo impulso a cidade, principalmente pelo trabalho na agricultura. Em outubro de 1913, Chōju Akimura e outras nove famílias teriam adquirido lotes de terra em Juqueri. Anos mais tarde, foi estabelecida a Cooperativa Agrícola do Juqueri, que no pós-guerra transformar-se-ia no principal reduto da imponente Cooperativa Agrícola Sul-Brasil. Nos anos seguintes, centenas de outras famílias japonesas chegaram a Juqueri.
Em 1944, Juqueri sofre a sua primeira perda territorial, quando os distritos de Franco da Rocha e Caieiras são desmembrados para compor o novo município de Franco da Rocha.
A associação do nome da cidade de Juqueri ao hospital psiquiátrico, causando confusão na entrega de correspondências e desconforto entre os moradores locais, criou um movimento para mudar o nome do município. O nome Juqueri era dado como sinônimo de "loucura". Em 1948, o prefeito Bento de Oliveira solicitou à Assembleia Legislativa autorização para a mudança. Na ocasião, o deputado Ulysses Guimarães apoiou o pedido e pronunciou a célebre frase: "Juqueri, terra de loucos. Loucos por cidadania".
No dia 24 de dezembro de 1948, foi aprovada a Lei Estadual nº 233, permitindo a mudança do nome do município. O nome Mairiporã foi sugerido pelo jornalista e poeta Araújo Jorge, significando, em tupi-guarani, "cidade bonita". Por isso, a cidade é conhecida como "Aldeia Pitoresca".
Na década de 1950, Mairiporã foi marcada pela vinda da Companhia Cinematográfica Multifilmes S.A., dirigida pelo cineasta Mário Civelli. Até pouco tempo, ainda existiam os barracões da companhia, aonde foi rodado o primeiro filme colorido no Brasil, destruídos para a construção do pedágio pela Arteris.
Com a implantação da Rodovia Fernão Dias, ligação de São Paulo para Minas Gerais, houve uma redescoberta e valorização intensa de Mairiporã, em razão dos atributos naturais da região para abrigar residências secundárias de alto padrão (lazer/recreio) e posteriormente para moradia fixa. O boom imobiliário ocorreu a partir do final da década de 1970 e década de 1980. A esse movimento, contrapôs-se a Lei de Proteção dos Mananciais (leis estaduais 898/75 e 1 172/76), para preservação dos recursos hídricos responsáveis pelo abastecimento de grande parte da população da Região Metropolitana de São Paulo. Em 1992, a região da Serra da Cantareira foi reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.
Vale destacar o potencial que a cidade possui para a fixação de residências secundárias desde os anos 1960 e 1970. Em Mairiporã, há diversos condomínios e sítios, servindo tanto para moradia fixa como para veraneio. Devido a essa característica de cidade-dormitório tranquila e arborizada e a proximidade com a cidade de São Paulo, algumas personalidades brasileiras de diversas áreas de atuação moram ou moraram na região: Ayrton Senna, Mara Maravilha, Gianfrancesco Guarnieri, Hilda Hilst, Maria Adelaide Amaral, Rita Lee, Arnaldo Baptista, Renato Teixeira, Jayme Monjardim, Almir Sater, Vanusa, Antônio Marcos, Elis Regina, Norma Blum, Zé Geraldo, e Sérgio Reis.
Geografia thumb|right|210px|Presença de araucárias é comum no centro de Mairiporã Mairiporã tem, em 320 km² de área, dois centros urbanos importantes, a sede da cidade e Terra Preta, além da região da Serra da Cantareira, onde se localizam os principais loteamentos de alto padrão. Tais loteamentos têm gerado muitos desmatamentos. Mesmo assim, Mairiporã é o município que mais conserva o verde da Serra da Cantareira, em detrimento da grande degradação que houve em São Paulo, Guarulhos e Caieiras.
Municípios limítrofes Seus limites são São Paulo (ao sul), Atibaia e Bom Jesus dos Perdões (ao norte), Nazaré Paulista (a nordeste), Guarulhos (a sudeste) e Caieiras, Franco da Rocha e Francisco Morato (a oeste) Localização geográfica de Mairiporãligação=|alt=.Várzea Paulista JundiaíTerra Preta (Mairiporã) Atibaia
Bom Jesus dos PerdõesNazaré Paulistaligação=|alt=.Caieiras Franco da Rocha
Francisco MoratoNorte.Oeste. Mairiporã Este.Sul.São PauloGuarulhos
Relevo Mairiporã situa-se a uma altitude média de 790 metros. As partes mais altas do município estão na Serra da Cantareira, onde as altitudes superam os 1.100 metros em algumas regiões. Já as partes mais baixas estão no entorno do vale do Rio Juqueri e da Represa Paulo de Paiva Castro.
Clima O clima da cidade, como em toda a Região Metropolitana de São Paulo, é o subtropical. O verão é relativamente quente e chuvoso e o inverno é ameno, por vezes frio, são comuns eventos como a geada em alguns pontos baixos do município, assim como nevoeiros ocasionados pela existência de diversos corpos d'água e nascentes na cidade.
A temperatura média anual gira em torno de dezoito graus Celsius, sendo o mês mais frio julho (média de 14 °C) e o mais quente fevereiro (média de 22 °C).
O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 400 mm.
Demografia População
Composição étnica Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 52.692 brancos (56,14%), 34.144 pardos (36,38%), 6.219 pretos (6,63%), 696 amarelos (0,74%) e 99 indígenas (0,11%).
Dados demográficos Expectativa de vida (anos): 77,9 (2010)
Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 1,8 (2010)
Taxa de alfabetização: 95,0% (2010)
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,788 (elevado) (2010) IDH-M Renda: 0,767 IDH-M Longevidade: 0,881 IDH-M Educação: 0,723
Política e administração Poder executivo
Poder legislativo
Subdivisões Região central A região denominada como Região Central é composta pelos seguintes bairros:
Bairro dos Remédios Barreiro Capoavinha Chácara Arantes Cidade Jardim Estância Santo Antônio Granja Santo Antônio Jardim Henrique Martins Jardim Brilha Jardim Cantareira Jardim Celeste Jardim Cinco Lagos Jardim Esther Jardim Fernão Dias Jardim Galrão Jardim Leonor Jardim Nery Jardim Oliveira Jardim Pinheiral Jardim Sandra Jardim Spada Lavapés Maria Eugênia Parque Bariloche Parque Cabreúva Parque do Moinho Parque Náutico Parque Petrópolis Prainha Socimar Vila Ipanema Vila Nova Juqueri Vila Sabesp Vila Santo Agostinho
Cidade-irmã Desde 18 de Junho de 2018, o município foi declarado, através da lei n° 3767, cidade-irmã de Stepanakert, capital da autodeclarada República de Artsaque. apesar do alerta dado pelo Itamaraty sobre o problema de que o Brasil, nem qualquer país integrante da ONU, reconhece a República de Nagorno-Karabakh como independente.
Economia Produto Interno Bruto (PIB): Agropecuária: 348 Indústria: 330494 Serviços: 675538 Fontes: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.http://www.atlasbrasil.org.br/2013/perfil/mairipor%C3%A3_sp
Infraestrutura Saneamento Com uma represa que abrange grande parte do município, Mairiporã tem captação própria de água e a distribui por toda a zona urbana através da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP), fazendo parte do Sistema Cantareira de represas, que abastece a região da Grande São Paulo.
Energia A concessionária de energia elétrica que atende o município é a Neoenergia Elektro, antiga CESP.
Meios de comunicação Emissoras de Rádio 87,5 MHz - Rádio Estação FM 100,1 MHz - Transamérica 100,9 MHz - Jovem Pan 104,1 MHz - Top FM 106,1 MHz - Rádio Vida FM
Emissoras de TV 5 VHF / 30 UHF - Rede Globo 4 VHF / 57 UHF - SBT 13 VHF / 13 UHF - Band 7 VHF / 21 UHF - Record 2 VHF / 54 UHF - TV Cultura 34 UHF - Rede Vida
Jornais Jornal Correio Juquery Jornal Cidade de Mairiporã Imprensa Oficial Cantareira News
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