A Região do Alentejo ou simplesmente o Alentejo é uma região portuguesa situada no centro-sul do país. Está composta por 4 sub-regiões, 47 municípios e 231 freguesias, sendo a cidade de Évora a cidade administrativa da região.Tem uma extensão total de km2, habitantes em 2024 e uma densidade populacional de 17 habitantes por km2. A região é limitada a norte com o Centro, a nordeste com a região espanhola da Estremadura, a sudeste com a região espanhola da Andaluzia, a sul com o Algarve, a oeste com o oceano Atlântico e a noroeste o Oeste e Vale do Tejo e a Península de Setúbal.
É constítuída pelas seguintes 4 sub-regiões:
Alto Alentejo, Alentejo Central, Alentejo Litoral e Baixo Alentejo
Registou em 2024 um produto interno bruto de 12 mil milhões de euros, posicionando-se em 6.° lugar entre as regiões portuguesas e representando 4,9% da economia nacional. Em termos de produto interno bruto per capita, registou euros, ocupando o 4.° lugar entre as 9 regiões portuguesas.
Através da Lei n.º 75/2013, que aprovou a reforma administrativa na Assembleia da República, as sub-regiões constituintes do Alentejo foram formalmente instituídas, estabelecendo os seus respetivos territórios como Comunidades Intermunicipais. Todo este território integrado na região do Alentejo constitui a área de atuação da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, também designada como CCDR-A, estatuto este regulado pelo Decreto-Lei n.º 36/2023.
O Alentejo é uma região de Portugal conhecida por sua paisagem rural e natural, clima quente e seco, quintas de produção vinícola, gastronomia tradicional, património histórico e cultural, e a famosa hospitalidade alentejana. Além disso, a região é famosa pelos seus olivais, pela produção de cortiça e pela criação de gado. É também um destino turístico popular, atraindo visitantes interessados em atividades ao ar livre, como caminhadas, ciclismo e observação de aves, bem como em desfrutar da tranquilidade e beleza da região.
Divisões A região é composta por quatro sub-regiões, 47 municípios cidades:
Sub-regiões O Alentejo divide-se nas seguintes quatro sub-regiões:
Alto Alentejo Alentejo Central Alentejo Litoral Baixo Alentejo
Municípios O Alentejo divide-se nos seguintes 47 municípios:
Freguesias O Alentejo divida-se nas seguintes freguesias:
Cidades O Alentejo compreende as seguintes 16 cidades:
Demografia
Habitantes Segundo os censos de 2021, a atual região do Alentejo tinha habitantes e uma densidade populacional de .
Sub-regiões
O Alentejo compreende quatro sub-regiões, sendo as maiores em termos populacionais o Alentejo Central, com mais de 150 mil habitantes, e o Baixo Alentejo com mais de 110 mil habitantes.
Relativamente à densidade populacional, o Alentejo Central, com 22 hab./km2, é a sub-região mais densamente populada de todo o Alentejo, seguindo-se o Alentejo Litoral, com 18 hab./km2. Sub-regiãoSede administrativaHabitantes (2021)Área(km²)Densidade populacional Alentejo CentralÉvora22 Alentejo LitoralSines18 Alto AlentejoPortalegre17semmoldura|99x99pxBaixo AlentejoBeja13
Municípios
O Alentejo contém 47 municípios, sendo os maiores em termos populacionais Évora, com mais de 53 mil habitantes, Beja, com mais de 30 mil habitantes e Elvas e Portalegre, ambos com mais de 20 mil habitantes.
Cidades
O Alentejo inclui 16 cidades, sendo as maiores em termos populacionais: Évora, com perto de 47 mil habitantes; Beja, com perto de 25 mil habitantes; e Elvas, com mais de 16 mil habitantes.
Relativamente à densidade populacional, Portalegre, com 609 hab./km2, é a cidade mais densamente povoada de todo o Alentejo. Seguem-se Beja, com 326 hab./km2, e Évora, com 183 hab./km2. Estes números devem-se também ao facto de área (em km2) também ser mais reduzida comparativamente com outras da região.
+Lista das 16 cidades do AlentejoCidadeSub-regiãoHabitantes (2021)Área (em km²)Densidade populacionalÉvora Alentejo Central183Bejasemmoldura|99x99pxBaixo Alentejo326Elvas Alto Alentejo71Portalegre Alto Alentejo609Sines Alentejo Litoral99Montemor-o-Novo Alentejo Central26Vendas Novas Alentejo Central48Ponte de Sor Alto Alentejo31Vila Nova de Santo André Alentejo Litoral139Mourasemmoldura|99x99pxBaixo Alentejo28Santiago do Cacém Alentejo Litoral38Estremoz Alentejo Central123Alcácer do Sal Alentejo Litoral8Reguengos de Monsaraz Alentejo Central66Serpasemmoldura|99x99pxBaixo Alentejo12Borba Alentejo Central81
História
Entre 2013 e 2024, a Região do Alentejo incluiu a sub-região de Lezíria do Tejo, que neste momento pertence à nova região (NUTS II) criada em 2024, Oeste e Vale do Tejo.
miniaturadaimagem|251x251px|A cidade de Portalegre. miniaturadaimagem|251x251px|A vila de Mértola.
A Eurocidade EUROBEC (Badajoz - Elvas - Campo Maior) miniaturadaimagem|251x251px|O monumental aqueduto da Amoreira, em Elvas. A 16 de setembro de 2013, Elvas e Badajoz assinaram um protocolo de união e converteram-se na Eurocidade Elvas-Badajoz, com o objetivo de atraírem mais emprego, investimento e desenvolvimento às duas urbes, além de trabalharem em conjunto em áreas tanto culturais, como económicas, nomeadamente a nível do turismo. A eurocidade Elvas-Badajoz, é o maior aglomerado populacional da NUT II Alentejo e do interior de Portugal, com uma população de habitantes (2014), sendo que a sua área de influência abrange cerca de 600 mil habitantes entre os dois lados da fronteira.
Os centros urbanos de Elvas e Badajoz estão separados por apenas 8 km e ligados pela autoestrada A6 sem qualquer tipo de portagem. Existe ainda uma estrada secundária, conhecida por "Estrada da Torre de Bolsa".
Em 2015, a Câmara Municipal de Campo Maior manifestou o seu interesse em integrar a Eurocidade e, nesse sentido, Elvas e Badajoz aprovaram a sua adesão. Com a adesão de Campo Maior, o projeto passou a designar-se EUROBEC (eurocidade Badajoz-Elvas-Campo Maior).
Questão de Olivença
Olivença, município integrado na comunidade autónoma espanhola da Estremadura, é reivindicada por Portugal desde o , existindo uma corrente de opinião que advoga que Olivença é um concelho português do Alto Alentejo. A fronteira encontra-se por delimitar nesta área raiana.
Regionalização A região do Alentejo é desde sempre uma das mais favoráveis à regionalização, existindo até um movimento cívico chamado de AMALENTEJO que defende publicamente a autonomia regional da região, tal como acontece com os Açores e a Madeira.
Em 1998, realizou-se em Portugal um referendo sobre a regionalização do país. O "não" saiu vencedor, com 63,5% dos votos, exceto na região do Alentejo onde o "sim" venceu com 51%. Desde então que o Alentejo reivindica a sua autonomia regional e a formação do seu Governo e Assembleia Regional, já que a sua população assim o decidiu.
O Alentejo justifica que só com a regionalização é possível alavancar o desenvolvimento da região, já que o Governo da República opta por uma governação centralista, centrada em Lisboa e Porto, esquecendo o interior do país. De recordar, que a região do Alentejo é das regiões onde existe menos investimento público e que tem, ao longo dos últimos anos, perdido mais população e serviços. .
Em 2021, a regionalização voltou a ser tema de debate e António Costa, prometeu que se vencesse as eleições voltaria a referendar a regionalização do país em meados de 2024.
Economia
Comparação com o resto do país A região do Alentejo representa cerca de 5% das exportações nacionais e 5% da economia nacional. Graças a investimentos na agricultura, no turismo e na internacionalização tornou-se uma região competitiva. A região do Alentejo tem a quarta maior economia regional de Portugal. Mesmo que tenha só um peso de 5% na economia nacional, é hoje a região onde as pessoas têm o terceiro maior rendimento de todas as sete regiões nacionais. Em 2019, a diferença entre o rendimento por habitante da região do Alentejo, comparado com o da Área Metropolitana de Lisboa, era de cerca de .
Crise financeira A região foi atingida pela recessão global em 2009 e pela crise da Zona Euro, em 2011 e 2012. Enquanto o PIB da região ultrapassou pela primeira vez os 11 mil milhões de euros em 2009, baixou ligeiramente em 2012 para 10,9 mil milhões de euros, em resultado da crise. A região conseguiu recuperar rapidamente para os 11 mil milhões de euros em 2014, e com um forte crescimento económico atingiu os 18 mil milhões de euros em quatro anos. Relativamente ao PIB per capita, este baixou de em 2010 para em 2012, mas devido ao forte crescimento económico conseguiu atingir os em 2019, aumentando assim o rendimento de cada habitante em nos últimos sete anos.
Produto interno bruto Ao longo dos anos, o produto interno bruto da região do Alentejo cresceu com a entrada na União Europeia, com os investimentos feitos na agricultura, no turismo, na educação e nas infraestruturas.
Evolução do PIB da região do Alentejo Os dados dos anos de 2009 e 2019 mostram que o PIB da região do Alentejo cresceu 18%, dos 11,3 mil milhões de euros registados em 2009 para 13,4 mil milhões de euros em 2019. Ao longo dos anos, o PIB da região teve recuos, por exemplo em 2011 e 2012, onde foi registado um decréscimo perto dos 6%. A razão para o decrescimento económico foi a crise financeira. Comparado com os dados do PIB nacional, a economia regional do Alentejo estabilizou-se ao longo dos anos em 5%. Em 2015, a riqueza produzida em Portugal proveniente da Região do Alentejo correspondia a 6%, o valor mais alto. Desde aí, as outras seis regiões de Portugal têm alcançado cada vez mais relevância no PIB nacional, tornando-se mais competitivas entre elas. +PIB da Região do Alentejo (em mil milhões de €)Ano2001200920102011201220132014201520162017201820192020PIB9,311,311,811,510,910,911,111,912,112,813,113,412,4Crescimentox +21,5% +4,4% -2,5% -3,5%0% +1,8% +7,2% +1,6% +5,7% +2,3% +2,2% -7,5%% do PIB nacional7,6%4,6%5%4,7%5%4,8%4,8%6%5,9%5,8%5,4%5,6%5,3% Estatística da evolução do PIB da região do Alentejo (em mil milhões de euros)
Turismo thumb|right|250px|O templo romano de Évora. O centro histórico da cidade é património mundial da UNESCO. miniaturadaimagem|251x251px|Vila Nova de Milfontes é um dos mais apreciados destinos balneares da Costa Alentejana. O Turismo do Alentejo é gerido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, IP., que faz parte do Turismo de Portugal, IP. A ERT do Alentejo e Ribatejo tem a sua sede na cidade de Beja.
Os principais pontos turísticos são as duas cidades classificadas pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade: Évora e Elvas, além do Alqueva, Monsaraz, Marvão, Castelo de Vide, Vila Viçosa e a zona do Alentejo Litoral, como Sines e Troia. Ainda assim, por toda a região se podem encontrar inúmeros pontos de interesse histórico e cultural, com realce para Beja, Mértola, Marvão e Castelo de Vide.
Em 2014, o Alentejo conquistou o título de "Melhor Região Vinícola a Visitar" no concurso mundial promovido pelo jornal USA Today.
No mesmo ano, as praias do Alentejo Litoral foram também destacadas pelo diário britânico "The Guardian" como as melhores da Europa.
Em 2015, a região bateu o recorde de dormidas de turistas internacionais, recebendo mais de meio milhão de turistas estrangeiros que pernoitaram em hotéis da região, principalmente vindos de Espanha, Reino Unido, Países Baixos, Estados Unidos, Bélgica e Brasil.
Em 2016, a atividade turística no Alentejo seguiu o balanço dos últimos sete anos e continuou a crescer no número de turistas, desta vez entre 12 a 13% comparativamente com o ano anterior, segundo dados da ERT. Relativamente a dormidas, foram registadas até outubro de 2016 perto de um milhão e meio de dormidas em unidades hoteleiras da região, havendo um aumento de turistas internacionais vindos da Alemanha e de Itália, além dos já mencionados em 2015.