O cariacu, veado-da-virgínia, veado-galheiro ou veado-de-cauda-branca (Odocoileus virginianus) é uma espécie de veado encontrado do sul do Canadá ao norte do Brasil. Estes animais chegam a medir até 2 metros de comprimento e 1 metro de altura, com pelagem dorsal avermelhada, garganta e barriga brancas e chifres ramificados.
Taxonomia thumb|left|Veado agitando sua cauda branca. Até recentemente, alguns autores tentaram dividir O. virginianus em várias subespécies, baseando-se em caracteres morfológicos. Estudos moleculares, entretanto, sugerem que há menos subespécies do que é proposto. Nos Estados Unidos, O. virginianus virginianus é a subespécie mais difundida. A variabilidade genética é muito grande dentro da espécie e ela é adaptável a vários ambientes. Várias populações locais, especialmente em estados do sul, são descendentes de animais translocados de várias localidades do leste da Divisória Continental da América do Norte.
A América Central e Sul possuem um complexo número de subespécies de cariacu, que ocorrem desde a Guatemala até o Peru. A lista de subespécies é maior do que das que ocorrem na América do Norte e essa quantidade também é questionável. Entretanto, as populações de cariacu são difíceis de estudar, devido à caça excessiva. Algumas áreas já não possuem mais populações da espécie, o que dificulta o estabelecimento de estudos genéticos.
Subespécies thumb|right|O. v. truei, fêmea, Costa Rica thumb|right|Três O. v. borealis, New Hampshire Algumas subespécies: O. v. virginianus – ocorre na Virgínia O. v. acapulcensis – (sul do México) O. v. borealis – Ocorre ao norte dos Estados Unidos (maior e mais escura subespécie) O. v. cariacou – (Guiana Francesa e norte do Brasil) O. v. carminis O. v. chiriquensis – Panamá O. v. clavium – Florida Keys O. v. couesi – Arizona O. v. curassavicus – Curaçao O. v. dacotensis – Dakota O. v. goudotii – (Colômbia (Andes) e oeste da Venezuela) O. v. gymnotis – norte da Venezuela, incluindo os Llanos O. v. hiltonensis O. v. idahoensis – oeste do Canada, Idaho, leste de Washington) O. v. leucurus – Oregon e costa oeste dos Estados Unidos O. v. macrourus – Kansas O. v. margaritae – ilha de Margarita O. v. mcilhennyi – Louisiana O. v. mexicanus – centro do México O. v. miquihuanensis – centro do México O. v. nelsoni – sul do México e Guatemala O. v. nemoralis – América Central, desde o golfo do México até o Suriname O. v. nigribarbis O. v. oaxacensis – sul do México O. v. ochrourus – O. v. osceola – litoral da Flórida O. v. peruvianus – sul do Peru e possivelmente, Bolívia) O. v. rothschildi – ilha Coiba O. v. seminolus – Flórida O. v. sinaloae – meio-oeste do México O. v. taurinsulae O. v. texanus – Texas O. v. truei – Costa Rica, Nicarágua O. v. thomasi O. v. toltecus - sul do México) O. v. tropicalis – Peru eEquador (possivelmente Colômbia) O. v. ustus – Equador (possivelmente sul da Colômbia e norte do Peru) O. v. venatorius – O. v. veraecrucis – norte de Vera Cruz O. v. yucatanensis – península de Yucatán
+ Mapa das subespécies thumb|center|América do Norte thumb|center|Américas Central e do Sul
Descrição O pelo deste cervídeo muda de cor e espessura de acordo com as estações do ano. Apresenta pernas fortes que o permitem correr a altas velocidades. Somente os machos apresentam hastes que caem e mudam todos os anos. Apresenta uma cauda branca, que eleva quando pressente algum perigo para poder sinalizar alarme, daí também ser conhecido por veado-de-cauda-branca. 200x|left|thumb|Veado-da-vírginia macho Estes animais são, por natureza, assustados e estão constantemente em alerta para qualquer perigo que possa haver. Felizmente a sua capacidade de correr a alta velocidade torna-o um alvo difícil para qualquer predador esfomeado, como os lobos.
Os veados-da-virgínia passam a maior parte do tempo à procura de alimento e a pastar e têm por hábito criar grupos familiares (compostos por fêmeas e crias de diferentes idades). Os machos levam uma vida solitário, apesar de ocasionalmente poderem formar pequenos grupos. As pequenas unidades reúnem-se no Inverno.
A época de acasalamento pode ser violenta, pois os machos competem entre si pelo direito de acasalar com as fêmeas.
Os recém-nascidos são capazes de se levantar após algumas horas e de correr após três semanas. Os jovens são desmamados quatro semanas depois, mesmo assim, as crias ficam com a genitora durante dois ou mais anos. Durante o dia as genitoras, deixam os seus filhos sozinhos para evitar de chamar a atenção dos predadores.
Dieta A dieta destes animais é composta por diversos tipos de vegetais. Os que vivem nas florestas mais a Leste preferem ervas, cogumelos e, também, rebentos e ramos de árvores. Em condições desérticas mais rigorosas, sobrevivem com plantas mais duras, tais como cactos, iúcas e arbustos. Durante os meses de Inverno, quando as fontes de alimentos são difíceis de encontrar, o veado come ramos e folhas coníferas.
Distribuição O veado-da-virgínia vive numa série de hábitats diferentes, desde montanhas a semi-desertos, de pradarias a florestas temperadas e coníferas. A sua distribuição estende-se do Sul do Canadá ao Nordeste Brasileiro, passando pelos EUA e pelo México.
Categoria:Odocoileus Categoria:Mamíferos descritos em 1780 Categoria:Mamíferos do Brasil Categoria:Mamíferos dos Estados Unidos Categoria:Mamíferos do Canadá Categoria:Mamíferos da Costa Rica Categoria:Mamíferos do Peru Categoria:Mamíferos do Equador Categoria:Mamíferos de Porto Rico Categoria:Mamíferos de Honduras Categoria:Mamíferos da Europa Categoria:Mamíferos da Venezuela Categoria:Mamíferos do México Categoria:Mamíferos da Nova Zelândia