São Gonçalo do Rio Abaixo é um município brasileiro no estado de Minas Gerais, Região Sudeste do país. Pertence ao colar metropolitano de Belo Horizonte, estando situado a cerca de a leste da capital estadual. Ocupa uma área de aproximadamente , sendo que estão em área urbana, e sua população foi estimada em habitantes em 2025.

História As primeiras famílias da região vieram de diversas localidades, migrantes, principalmente do Rio de Janeiro, Salvador, Guaratinguetá, São Paulo, Ouro Preto e Mariana. Esses primeiros desbravadores passaram a ocupar o território, em grande parte, pela afoita procura de terras férteis para a prática da agricultura, às margens do rio Una.

Apesar de São Gonçalo do Rio Abaixo não ter prosperado como as demais localidades da região aurífera, pode-se comprovar que o seu território se baseava na mão de obra escravizada e que era responsável por considerável produção agrícola. Um grande número de portugueses, vindos principalmente de Braga, também migraram para a região. Estes portugueses deram origem as tradicionais famílias do povoado e deixaram como prova de sua influência a escolha do padroeiro do arraial do Rio Abaixo, São Gonçalo do Amarante, santo de origem portuguesa.

O povoado surgiu na década de 1720, às margens do rio Santa Bárbara, ao pé da Serra do Catunguí. Dá-se como origem do topônimo, homenagem ao padroeiro São Gonçalo do Amarante e por existir no município de Santa Bárbara de onde se desmembrou, um povoado com o nome de São Gonçalo do Rio Acima, daí, para se destacar, optou-se por "São Gonçalo do Rio Abaixo". A Paróquia São Gonçalo, por sua vez, foi criada em junho de 1850. Já o município foi emancipado em 30 de dezembro de 1962.

Em 2006, a Vale S.A. passou a explorar minério de ferro na região, através da Brucutu, aumentando a arrecadação e o desenvolvimento urbano. No entanto, a recessão econômica, iniciada em 2014, desacelerou as operações mineradoras, causando desemprego e quedas de receita. Contudo, passado esse período instável, a mineração permaneceu integrada à economia da cidade.

Geografia De acordo com a divisão regional vigente desde 2017, instituída pelo IBGE, o município pertence às Regiões Geográficas Intermediária de Ipatinga e Imediata de João Monlevade. Até então, com a vigência das divisões em microrregiões e mesorregiões, fazia parte da microrregião de Itabira, que por sua vez estava incluída na mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte.

O bioma original predominante é a Mata Atlântica. O município está situado na bacia do rio Doce e o relevo é predominantemente ondulado e acidentado. Os principais cursos hídricos que banham São Gonçalo do Rio Abaixo são os rios Santa Bárbara e Una. Entretanto, o território municipal é banhado por diversos mananciais de pequeno porte, sendo alguns dos mais expressivos o ribeirão Pouso Alto e os córregos Brucutu, do Carmo e os Perdões.

No município está situada a Usina Hidrelétrica e Estação Ambiental de Peti, pertencente à CEMIG. O rio Santa Bárbara é o manancial responsável por abastecer a represa da hidrelétrica. A usina entrou em operação em 1905, a fim de fornecer energia à mineração de ouro e, depois, a uma indústria de tecidos em Santa Bárbara. Em 1929, foi adquirida pelo governo mineiro, que realizou a construção da atual hidrelétrica na década de 40. Possui uma potência de geração de .

Demografia Em 2022, a população foi estimada em habitantes pelo censo daquele ano, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o censo de 2022, habitantes viviam na zona urbana (70,5% do total) e na zona rural (29,5%). Com relação aos credos religiosos, a população municipal com dez anos de idade ou mais está composta por católicos (72,65% do total), evangélicos (21,8%), pessoas sem religião (2,53%), 39 espíritas (0,38%), 34 da umbanda e candomblé (0,33%) e 2,31% estão divididos entre outras religiões.

Política A administração do município é feita a partir dos poderes Executivo, representado pelo prefeito e seus secretários, e Legislativo, constituído pela câmara de vereadores, composta por nove vereadores, eleitos para mandatos de quatro anos. São Gonçalo do Rio Abaixo é termo da Comarca de Santa Bárbara, comarca de primeira entrância do Poder Judiciário estadual. O município possuía, em maio de 2026, eleitores, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Economia O Produto Interno Bruto (PIB) de São Gonçalo do Rio Abaixo tem seu rendimento concentrado no setor secundário da macroeconomia, associado sobretudo à mineração. No município fica localizada a mina de Brucutu, que entrou em operação pela Vale S.A. em 2006, como um dos empreendimentos de minério de ferro com a maior capacidade inicial de produção já implantado no mundo.

Em 2025, de acordo com o SEBRAE, havia empresas ativas, a maior parte das quais representada pelo comércio varejista (18,8%), seguido pelo setor da alimentação (10,6%) e por serviços especializados para construção (7,03%). No mesmo ano, pessoas estavam empregadas, sendo que os setores que mais empregavam eram a extração de minerais metálicos (28,2%), administração pública (15,9%) e comércio por atacado, exceto veículos (14%).

Dentro da agricultura, a cana-de-açúcar representou a maior área ocupada pela lavoura temporária municipal em hectares (ha) em 2024, com um total de cultivados, seguida pelo milho () e pelo feijão (). Enquanto isso, os cultivos permanentes mais representativos foram a banana (), café () e laranja (). Com relação à pecuária, o município possuía um rebanho de galináceos, bovinos, codornas, equinos e suínos. São Gonçalo do Rio Abaixo produziu dúzias de ovos de galinha de galinhas, dúzias de ovos de codorna, litros de leite de vacas, quilos de mel de abelha e quilos de tilápia.

Infraestrutura Em 2022, foram registrados 89 óbitos por morbidades, dentre os quais as doenças do sistema circulatório representaram a maior causa de mortes (20%), seguida pelos tumores (17%). Já em 2023, foram registrados 134 nascidos vivos, sendo que o índice de mortalidade infantil no mesmo ano foi zero. Em 2022, segundo o IBGE, 76% dos domicílios ocupados possuíam a rede geral de água como principal forma de abastecimento e 99,82% possuíam banheiro de uso exclusivo da moradia. Com relação ao esgotamento sanitário, 55,47% das habitações eram atendidas pela rede geral ou pluvial.

Na área da educação, dentre os habitantes de 18 anos ou mais em 2022, 38,09% não completaram o ensino fundamental, 16,4% tinham somente o fundamental completo, 34,84% tinham o ensino médio completo e 10,68% o ensino superior completo, sendo que a população com onze anos ou mais de idade tinha em média 8,8 anos de estudo. O percentual de alfabetização dos moradores de 15 anos ou mais, por sua vez, era de 93,49%, resultando em 6,51% de pessoas não alfabetizadas nesse grupo de idade.

Imagens

Ver também Lista de municípios de Minas Gerais Lista de municípios do Brasil

Ligações externas

Categoria:Fundações em Minas Gerais em 1962