Holy Land é o segundo álbum da banda brasileira de heavy metal Angra. Ele é um álbum conceitual cujo tema é centrado nas terras brasileiras da época de sua descoberta no século 16, sob uma perspectiva europeia, como ilustrado na arte que acompanha o disco do álbum. Quando totalmente aberto, o encarte da capa revela ser um antigo mapa-mundi.Angra: com Holy Land, uma mudança de paradigma para o metal nacional
Após adotar uma sonoridade mais europeia em seu álbum de estreia, Angels Cry, devido à influência do produtor alemão Charlie BauerfeindAndre Matos: um perfil do maestro do "power metal" brasileiro, o Holy Land assume uma abordagem mais brasileira, misturando ritmos afro-brasileiros com música clássica e heavy metal tradicional.
Holy Land repetiu o sucesso comercial do seu antecessor no Brasil e Japão, sendo que neste último mercado o álbum conquistou novamente um disco de ouro por cem mil cópias vendidas.Angra percorre o Japão com heavy e batuque brasileiro Aclamado pela crítica, o álbum é considerado como uma obra-prima do metal nacional.Angra: com Holy Land, uma mudança de paradigma para o metal nacional
Produção
O álbum foi composto em 1995, ao longo de três meses, numa fazenda na cidade de Tapiraí (SP),25 anos de “HOLY LAND”, a obra que cantou a ORIGEM DO BRASIL em heavy metal onde a banda se isolou para criar todo o repertório, que foi finalizado num sítio do baterista Ricardo Confessori,Ricardo Confessori diz que saiu do Angra porque mudança de formação "deu uma broxada" para quem este álbum marcou sua estreia em estúdio com a banda.Angra: um breve passeio pela discografia da banda
As gravações começaram em meados de 1995 e duraram até o início de 1996. Cinco estúdios foram utilizados: os instrumentos principais foram gravados no Hansen Studios (Hamburgo), Big House (Hanôver) e HG Studio (Wolfsburg), todos na Alemanha; as sobreposições com instrumentos brasileiros (percussão, flauta, viola, berimbau, baixo acústico, coros) foram gravadas no Djembe Studio, em São Paulo, entre agosto e outubro de 1995.Ficha técnica do álbum no portal Discogs.
A produção ficou a cargo dos alemães Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth, com Bauerfeind também responsável pela engenharia de som e mixagem, que ocorreram em janeiro de 1996 nos estúdios Vox Klang e Hansen.Ficha técnica do álbum no portal Discogs.
Temas musicais
A faixa de abertura, "Crossing", apresenta uma versão de "O Crux Ave", de Giovanni Pierluigi da Palestrina.Angra: Holy Land | Nothing More To Say… As canções seguintes abordam a vida na "Terra Santa" antes da colonização portuguesa e as subsequentes mudanças pelas quais o Brasil passou após a chegada dos portugueses.
Segundo o baterista Ricardo Confessori, a faixa "Nothing To Say" foi desenvolvida a partir de um riff de bateria que ele criou por volta de 1994 em uma pequena propriedade rural pertencente ao guitarrista Rafael Bittencourt. Seus companheiros de banda o ouviram e logo se juntaram para criar o restante da música, incluindo o riff de abertura de apenas uma nota.Ricardo Confessori falando sobre Nothing to Say - Angra Drops #2 Ela se tornou uma das canções mais aclamadas da banda, ditando o som de todo o álbum.
A faixa-título "Holy Land" contém muitas influências indígenas e folclóricas da música brasileira, mas também inclui arranjos clássicos que simbolizam a Europa da época.
Faixas
Créditos
Angra Andre Matos – vocal, piano, arranjos orquestrais, teclado, órgão Kiko Loureiro – guitarras, vocal de apoio, percussão adicional em "Holy Land" Rafael Bittencourt – guitarras, vocal de apoio, percussão adicional em "Holy Land" Luís Mariutti – baixo Ricardo Confessori – bateria, percussão em "Holy Land" Convidados Vocal contralto – Mônica Thiele Vocal soprano – Celeste Gattai Vocal baixo – Reginaldo Gomes Regente – Naomi Munakata Coral – Grupo Vocal Farrambamba Computador, programação de teclados, e arranjos orquestrais – Sascha Paeth Flauta – Paulo Bento Cordas (berimbau) – Pixu Flores Viola – Ricardo Kubala Apito, tamborim e efeitos de percussão – Castora Contrabaixo – Holger Stonjek
Informações de gravação
Gravado no Hansen Studios em Hamburgo, Big House Studios em Hanôver e HG Studio em Wolfsburg, Alemanha, 1995. Gravações de vocal, piano e órgão realizadas no Vox Klangstudio, Bendestorf, Alemanha, 1995-1996. Mixado por Charlie Bauerfeind no Vox Klang Studio e Hansen Studios, Janeiro de 1996. Engenharia de som por Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth. Peças de percussão brasileira e latina e produção de percussão (congas, djembê, timbales, claves, triângulo, repinique, tom-tom) por Tuto Ferraz. Todas as participações especiais foram gravadas no Djembe Studio, em São Paulo, entre agosto e outubro de 1995. O solo de flauta em "Carolina IV" é uma citação/variação de "Bebê", um tema de Hermeto Pascoal. Trechos e sons de Taiko na faixa 5, retirados do álbum "Ondekoza New". Fala e sons em "The Shaman" retirados do álbum "Música Popular do Norte n°4".
Crítica
Holy Land é amplamente aclamado, com o álbum sendo considerado até hoje uma obra-prima do metal nacional e internacional.
O site Roadie Metal enfatizou que Holy Land se tornou um clássico do metal nacional, mesclando metal, percussão brasileira e dando ao Angra o status de um dos maiores representantes do gênero.Resenha da Roadie Metal
O Sputnikmusic descreveu Holy Land como "um álbum ambicioso" que "nunca deixa de atingir seu objetivo", combinando interlúdios clássicos, vocais potentes e elementos folk de uma forma intrigante, tornando-o "indispensável" para fãs de power metal, metal progressivo ou folk metal.Avaliação da Sputnikmusic
Desempenho nas paradas musicais Parada musical Melhorposição - Oricon Total Albums Sales17 Certificações País Certificação VendasJapão Angra percorre o Japão com heavy e batuque brasileiro100,000
Referências