A NOWO (lê-se "novo") foi uma empresa portuguesa de telecomunicações, que começou a operar em 1993, então sob o nome de Cabovisão.
Em 2025, foi integrada na Digi Portugal, deixando de existir.
História A Cabovisão foi formada em 27 de Setembro de 1993, tendo começado a operar ainda esse ano.
Em 2006, a Cabovisão era totalmente controlada pela companhia holandesa Telemax BV, uma divisão da operadora canadiana Cable Satisfaction International, e que por sua vez era controlada pela firma Catalyst Capital. Nesse ano já era considerada como a segunda maior operadora de rede de cabo no país, tendo atingido em 2005 um volume de negócios de cerca de 129 milhões de Euros, apesar de ainda não cobrir totalmente o território nacional, cingindo-se então principalmente às regiões do Alentejo, Beiras e no corredor entre Lisboa e Palmela. Porém, encontrava-se numa situação financeira desfavorável, com uma dívida que em 2005 atingia os 350 milhões de Euros, sendo os seus principais accionistas e credores as empresas Catalyst e Cable Satisfaction International, sendo esta última uma operadora canadiana. Apesar disto, considerava-se que a empresa tinha um grande potencial económico, devido ao forte crescimento do mercado dos serviços triplos de telefone, internet e televisão, motivo pelo qual grandes organizações nacionais, como a Sonae, mostraram-se interessadas na aquisição da empresa. No entanto, ainda em 2006 acabou por ser comprada por uma companhia canadiana, a Cogeco, por 465 milhões de euros. Esta empresa era então a quarta maior operadora de telecomunicações no Canadá, e a segunda maior nas províncas do Ontário e do Quebec. De acordo com um comunicado da Cogeco, «esta aquisição está em consonância com a procura de oportunidade externas de crescimento [...] e permite à empresa tomar parte activa no desenvolvimento do sector das telecomunicações por cabo na Europa.
Em 2010, a rede da Cabovisão atingia cerca de novecentas mil casas, e assegurando mais de oitocentos mil serviços de televisão, telefone e internet. Estava então licenciada para disponibilizar serviços de televisão a cerca de 90% das residências, e de internet e telefone em todo o país, seguindo uma estratégia de aposta em regiões ainda não cobertas por outras empresas. Foi também a primeira operadora a lançar em Portugal importantes canais a nível internacional, como o MGM, AXN, RecordTV e a Fox. No entanto, em Novembro de 2011 o jornal Público noticiou que desde meados desse ano que começaram a ser enviadas mensagens a várias entidades que poderiam estar interessadas na aquisição da Cabovisão, algo que foi negado tanto pela própria operadora como pela Cogeco. De acordo com o jornal, a situação financeira da operadora portuguesa fragilizou-se com a introdução de uma nova concorrente, a ZON, formada em 2007 a partir de uma divisão da Portugal Telecom. Uma considerável parte dos clientes da Cabovisão migrou para a ZON, levando a receios que a operadora se tornasse uma vítima da forte concorrência no mercado nacional das telecomunicações, como tinha recentemente sucedido com a AR Telecom.
Em Fevereiro de 2012, foi adquirida pelo grupo Altice, pelo valor de 45 milhões de Euros. Porém, logo em Setembro de 2015 a Altice vendeu a Cabovisão e a ONI à Apax França, uma gestora de fundos de alto risco, medida que foi forçada a tomar pela União Europeia, uma vez que aquela empresa tinha igualmente adquirido o grupo PT Portugal, que era proprietário da operadora MEO. A venda daquelas duas operadoras tinha sido autorizada pela Comissão Europeia nos finais de Dezembro de 2014. Esta não era a primeira vez que a Altice tinha colaborado com a Apax França, uma vez que quando comprou a Cabovisão em Fevereiro de 2012, as duas empresas tinham acordado no sentido da gestora francesa comprar 40% da operadora de cabo, por 18 milhões de Euros.
A 13 de Setembro de 2016, foi apresentada a nova identidade e estratégia da empresa, que a partir dessa data se passou a chamar NOWO. A NOWO surgiu em Setembro de 2016, como resultado do rebranding da marca Cabovisão. As duas operadoras eram então propriedade dos fundos Apax France e Fortino Capital.
A NOWO tem uma serviço móvel a nível nacional através de um acordo MVNO (operador móvel virtual) com a MEO celebrado em Janeiro de 2016.
A Apax France e a Fortino Capital foram os acionistas da NOWO, desde Setembro 2015, os quais também detêm em Portugal, a empresa de telecomunicações ONI, que endereça o mercado empresarial.
Em agosto de 2019, a empresa espanhola MásMovil comprou a Cabonitel, que detém a NOWO e a Oni. Em outubro desse ano, a Autoridade da Concorrência autorizou os espanhóis da MásMovil e do fundo GAEA Inversión a avançar com a compra da Cabonitel, que detém a empresa NOWO e a Oni.
Em setembro de 2022, a Vodafone anunciou a aquisição da empresa, através de um acordo com a Lorca JVCO Limited, mas a Autoridade da Concorrência não aprovou esse negócio.
Em setembro de 2024, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social deu "luz verde" à compra da NOWO pela DIGI Portugal no valor de 150 milhões de euros. A Autoridade da Concorrência informou a 24 de outubro do mesmo ano que não se opunha ao negócio, ficando determinado o controlo exclusivo da Cabonitel S.A. pela DIGI Portugal Lda. no dia seguinte. miniaturadaimagem|Logótipo usado no website e nas faturas a partir de 2025 A partir de janeiro de 2025, a NOWO começou oficialmente a transição dos seus serviços para a DIGI, começando pelo serviço móvel. A partir desse momento, a NOWO deixou de comercializar serviços móveis, que usavam a rede da MEO, passando esse serviço a ser fornecido através da Digi No site, começou a usar como logótipo juntamente com o da DIGI, marcando a transição da marca para uma nova fase.
Ligações externas Página oficial da NOWO
Categoria:Empresas de telecomunicações extintas de Portugal