Podemos (PODE), originalmente chamado Partido Trabalhista Nacional (PTN), é um partido político brasileiro de centro-direita à direita.

A legenda tem sido comandada pela família Abreu (Dorival de Abreu, José Masci de Abreu e Renata Abreu) desde sua fundação em 1995. O partido originalmente reivindicou linhagem com o Partido Trabalhista Nacional original, que foi proibido em 1965, e com o ex-presidente Jânio Quadros e sua ideologia do Janismo. Em 2016, mudou seu nome para "Podemos" inspirado no lema da campanha de Barack Obama à presidência dos EUA, "sim, nós podemos" (em inglês: "yes, we can"); oficializado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em maio de 2017. Com a nova identidade, o partido passou a adotar um discurso centrado em maior participação cidadã, transparência na política e democracia direta. Apesar do discurso reformista, o Podemos consolidou-se, na prática, como um partido de perfil pragmatista e caráter "pega-tudo", e portanto é considerado parte do Centrão, bloco de partidos centro e centro-direita que priorizam alianças estratégicas ao invés de rigorosidade ideológica.

Em dezembro de 2018, o partido incorporou o Partido Humanista da Solidariedade (PHS). Em 2022, iniciou o processo de incorporação do Partido Social Cristão (PSC), realizando convenção conjunta em dezembro do mesmo ano. Em 16 de junho de 2023, a incorporação foi homologada pelo TSE. Com a incorporação, seu número eleitoral passou a ser 20.

Em dezembro de 2025 possuía 799.916 filiados, sendo o nono maior partido brasileiro.

História Fundação O PTN foi fundado em 25 maio de 1995, ganhando o registro provisório no mesmo ano. Obteve o registro definitivo em 2 de outubro de 1997, tendo sido dirigido pelo ex-deputado do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB, 1945-1965) Dorival de Abreu. A agremiação pretendia recriar o Partido Trabalhista Nacional (1945-1965), partido que veio a eleger Jânio Quadros e que foi fundado por uma dissidência do PTB getulista.

1998 a 2016 esquerda|miniaturadaimagem|Na eleição de 1998, o PTN usava uma marca semelhante ao PTN original Nas eleições de 1998, lançou como candidata à presidência sua secretária geral, Thereza Ruiz, obtendo votação superior a 100 mil votos e ficando em 10.º lugar. esquerda|miniaturadaimagem|Marca usada pelo PTN em boa parte de sua história. O partido usava uma vassoura em seu símbolo, remetendo à campanha de Jânio Quadros para presidente Em São Paulo, apresentou o candidato a governador Fred Corrêa nas eleições de 2006 mas foi derrotado ao obter apenas 4.523 votos e ficar em 14.º lugar. Entretanto, elegeu seis deputados estaduais no país.

Entre 2008 e 2012, elegeu 28 prefeitos, 748 vereadores e seis deputados estaduais.

Após o falecimento de Dorival, seu irmão, o ex-deputado federal José de Abreu, dirigiu a legenda até 2013, sendo substituído pela sua filha, a também deputada federal Renata Abreu.

No pleito de 2014, elegeu 4 deputados federais, sendo eles: João Carlos Bacelar Batista (BA), Christiane Yared (PR), Edson Moreira (MG) e Renata Abreu (SP). Na época, também elegeu 14 deputados estaduais mas manteve um desempenho eleitoral pouco significativo.

Devido sua pouca projeção, a sigla que era tradicionalmente trabalhista e nacionalista, gradualmente acomodou seu programa às novas preferências políticas, passando a também agremiar nomes mais à direita e adotar uma perspectiva conservadora liberal. Nesse liame, com a janela partidária no início do ano de 2016, vários parlamentares trocaram de legenda e o destino de alguns deles foi o PTN que, à época, passou a ter 13 deputados federais. Ainda como PTN, obteve o maior crescimento proporcional no número de prefeituras nas eleições de 2016.

Troca de nome e história recente thumb|esquerda|200px|Logo do partido atualizada em 2017

Em maio de 2017, o então "Partido Trabalhista Nacional" foi autorizado a mudar de nome e passou a ser denominado "Podemos". A mudança foi uma tentativa de modernização devido à crise político-econômica de 2014. Baseado em pesquisas e estudos de consultorias, a organização foi renomeada por inspiração no mote "sim, nós podemos" (yes, we can) da campanha de Barack Obama à presidência dos EUA em 2008 e sem qualquer relação com o partido espanhol homônimo. A essa época, a bancada do partido foi caracterizada como de centro-direita com parlamentares conservadores pelo presidente do diretório estadual na Bahia, João Carlos Bacelar Batista, enquanto que a nova organização buscaria o centrismo, segundo seus dirigentes.

Ainda em 2017, passou a ter representatividade no Senado Federal com a filiação de Alvaro Dias, Romário e José Medeiros.

Em virtude da delação da JBS, em 18 de maio do mesmo ano, foi o primeiro partido a abandonar a base aliada do governo Michel Temer, saindo também do bloco partidário do qual integrava ao lado do Progressistas e do Avante (na época chamado de Partido Trabalhista do Brasil, PTdoB), então declarou-se independente em relação ao governo. Posteriormente, fez o mesmo com os deputados estaduais Chiquinho da Mangueira e Jorge Moreira Teodoro por votarem para livrar os colegas Jorge Picciani, então presidente da ALERJ, Paulo Melo e Edson Albertassi da prisão, sendo estes alvos da Operação Cadeia Velha. Por fim, expulsou o deputado Alexandre Baldy após o mesmo aceitar o cargo de ministro das cidades no governo do então presidente Michel Temer.thumb|direita|250px|Material de campanha de Alvaro Dias nas eleições presidenciais de 2018. Como candidato à presidência nas eleições de 2018, lançou Alvaro Dias. Para acompanhá-lo, Paulo Rabello de Castro, um ex-presidente do BNDES e do IBGE, foi escolhido como candidato a vice-presidente. No pleito da campanha, foi defendido um pacto social para refundar a República, o aumento de investimentos nos setores de educação, além de uma reforma tributária e política do país.

Em 21 de dezembro de 2018, incorporou o Partido Humanista da Solidariedade (PHS).

Nas eleições municipais de 2020, elegeu 1.524 vereadores e 99 prefeitos, entre os quais, seu primeiro prefeito de uma capital: Eduardo Braide em São Luís, Maranhão. Em 2021, chegou a filiar importantes nomes, dissidentes do governo de Jair Bolsonaro, como o ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro e o general Santos Cruz.

Em 2022, o partido conseguiu superar a cláusula de barreira nas eleições gerais.

Em 22 novembro de 2022, foi anunciada a incorporação do Partido Social Cristão (PSC) ao Podemos, para que o primeiro continuasse recebendo o fundo partidário e tivesse acesso ao tempo de propaganda eleitoral na televisão e rádio. A convenção conjunta dos partidos, que formalizou a incorporação, foi realizada em 8 de dezembro de 2022. Em 16 de junho de 2023, o TSE homologou a incorporação. De início, a incorporação seria uma fusão, com a criação de um novo partido Podemos com o número eleitoral 20. Em 5 de março de 2024 foi oficializada a mudança do número eleitoral, deixando de ser 19 e passando a ser 20.

Ideologia Segundo representantes como sua presidente nacional, Renata Abreu, o Podemos não é de esquerda ou de direita, mas "para a frente", defensor de mais participação popular no processo de tomada de decisões.

O partido defende uma democracia participativa no Brasil, seja através de plebiscitos e referendos (como proposto na PEC 330/2017, de autoria de Renata Abreu, que propõe que a cada eleição o povo possa votar em mais do que candidatos, mas também em temas importantes de interesse da maioria), veto popular (como defende a PEC 331/2017, também de Renata Abreu, que pretende incluir na constituição o direito do povo de vetar leis já aprovadas) ou direito de revogação (conforme propõem a PEC 37/2016, de Alvaro Dias, e a PEC 332/2017, de Renata Abreu).

Na análise clássica das ciências políticas, é definido como sendo de centro-direita por englobar, em sua ideologia, apoio ao liberalismo econômico moderado contrário a medidas como privatização de empresas estratégicas, à distribuição de renda, à política verde, à defesa da mulher, ao voto facultativo, ao desarmamento civil e a políticas de prevenção ao uso de drogas. Ademais, por ter adotado uma postura anticorrupção após sua renovação em 2017, é favorável ao fim do Foro Privilegiado, à prisão em segunda instância, à transparência com contas/contratos públicos, à Operação Lava-Jato e contra o aumento do fundo eleitoral e partidário.

Devido às posições e políticas pragmáticas do partido e organização "pega-tudo", muitos cientistas políticos ainda o classificam como membro do Centrão, bloco de legendas de centro e centro-direita caracterizado por alianças pragmáticas e pela busca de influência política dentro dos governos, independentemente de orientação ideológica.

Organização

Parlamentares atuais

Senado Federal

Líder do Partido Líder da Bancada do Podemos no SenadoUFImagemSenadorPAsemmoldura|103x103pxZequinha Marinho*

Senadores Senadores Atuais (3) UF Imagem Senador (a)Ref. PA semmoldura|103x103px Zequinha Marinho*RNsemmoldura|146x146pxStyvenson Valentim*SPsemmoldura|122x122pxGiordano*Nomes marcados com o símbolo * foram eleitos em 2022 por outros partidos.Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados.

Câmara dos Deputados

Líder do Partido Líder da Bancada do Podemos na Câmara dos DeputadosUFImagemDeputadoSPsemmoldura|130x130pxRodrigo Gambale

Deputados Federais Deputados Federais Atuais (23) UF Imagem Deputado (a)Ref.ES semmoldura|130x130pxGilson DanielGOsemmoldura|130x130pxGlaustin da Fokus MA semmoldura|130x130px Fabio Macedo MG semmoldura|130x130pxNely AquinoMTsemmoldura|130x130pxNelson Barbudo+*PBsemmoldura|130x130pxRomero RodriguesPB semmoldura|130x130pxRuy Carneiro PRsemmoldura|130x130px Luiz Carlos HaulyPRsemmoldura|130x130pxFelipe Francischini* RJsemmoldura|130x130pxSargento PortugalRRsemmoldura|130x130pxDuda Ramos*SPsemmoldura|130x130pxDelegado Palumbo*SPsemmoldura|130x130pxFernando Marangoni*SPsemmoldura|130x130pxDavid Soares*SPsemmoldura|130x130pxAntônio Carlos Rodrigues*SPBruno Lima*SP semmoldura|130x130pxBruno GanemSPsemmoldura|131x131pxFelipe Becari* SP semmoldura|130x130px Renata AbreuSPsemmoldura|130x130pxRibamar Silva+* SPsemmoldura|130x130px Rodrigo GambaleTOsemmoldura|130x130pxTiago DimasNomes marcados com o símbolo * foram eleitos em 2022 por outros partidos.Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados.

Assembleias Legislativas

Presidentes Presidentes de Assembleias Legislativas (1) </span>UFImagemPresidenteMTsemmoldura|146x146pxMax Russi*

Deputados Estaduais +Deputados Estaduais Atuais (39)UFDeputado(a)UFDeputado(a)ACAndré ValePEFabrizio Ferraz*ACFagner CalegárioPEGustavo Gouveia*AMDermilson Chagas*PEEdson Vieira+*AMWilker Barreto*PELuciano Duque*APZeneide CostaPEMário Ricardo*APErrinelson Pimentel*PEWanderson Florêncio+*DFJorge ViannaPRPaulo do Carmo*ESAllan Ferreira+*RJFranciane Motta*ESAlexandre Xambinho*RODelegado Camargo*ESFabrício Gandini*RRRenato Silva*ESMarcos Madureira*RSKaká D'avila*ESZé Preto*RSRonaldo SantiniGOHenrique CésarMAOsmar Filho*SPMárcio da FarmáciaMGZé Reis*SPVitão do Cachorrão*MSProfessor Rinaldo ModestoSPDr. Eduardo NóbregaMTMax Russi*SPClarice GanemMTBeto Dois a Um*SPRicardo FrançaPABob Fllay*PBBranco MendesPBEdmilson SoaresPBLindolfo PiresPEJeferson Timóteo*Nomes marcados com o símbolo * foram eleitos em 2022 por outros partidos.Nomes marcados com o símbolo + são suplentes em exercício ou efetivados.

Prefeitos das Capitais Prefeitos de Capitais Atuais (4)UFImagemCapitalPrefeitoALsemmoldura|136x136pxMaceióRodrigo Cunha+ROsemmoldura|146x146pxPorto VelhoLéo MoraesSCsemmoldura|127x127pxFlorianópolisTopázio Neto*TOsemmoldura|146x146pxPalmasEduardo Siqueira CamposNomes marcados com o símbolo * foram eleitos em 2024 por outros partidos.Nomes marcados com o símbolo + são vice-prefeitos que assumiram o mandato.

Número de filiados