Marquês de Angeja é um título nobiliárquico português criado de juro e herdade por D. João V de Portugal por Carta de 21 de Janeiro de 1714 a favor de D. Pedro António de Menezes Noronha de Albuquerque, 2.º Conde e 13.º Senhor de Vila Verde. Era filho de D. António de Noronha, 1.º Conde e 12.º Senhor de Vila Verde dos Francos.
Por Decreto de 13 de Maio de 1804 o então Príncipe Regente D. João concedeu Honras de Parente ao 5.º Marquês, D. Pedro José de Noronha, e seus descendentes.
Com a morte sem descendência da 7.ª Marquesa em 1833 extinguiu-se a linha da varonia da Casa de Angeja, ficando igualmente extintos os privilégios de juro e herdade e Honras de Parente. O título foi mais tarde renovado em duas vidas sem estes privilégios.
História A Casa dos Marqueses de Angeja tem ascendência real, descendendo do Rei D. Fernando I de Portugal e do Rei Henrique II de Castela.
Após uma longa linhagem de Senhores de Vila Verde dos Francos, cujo senhorio foi outorgado de juro e herdade pelo Rei D. João I, a ascensão à dignidade condal deu-se na pessoa de D. António de Noronha, 12.º Senhor de Vila Verde dos Francos, criado 1.º Conde de Vila Verde, de juro e herdade, por Decreto de 10 de Dezembro de 1654 do Rei D. João IV.
Em 1714 o 2.º Conde de Vila Verde dos Francos, D. Pedro António de Menezes Noronha de Albuquerque, foi elevado a Marquês de Angeja de juro e herdade pelo Rei D. João V. Por Decreto de 13 de Maio de 1804 o então Príncipe Regente D. João concedeu Honras de Parente ao 5.º Marquês, D. Pedro José de Noronha, e seus descendentes.
Com a morte sem descendência da 7.ª Marquesa, D. Maria do Carmo de Noronha Camões e Albuquerque, em 1833 extinguiu-se a linha da varonia da Casa de Angeja, ficando igualmente extintos os privilégios de juro e herdade com Honras de Parente. O título foi mais tarde reabilitado mas já sem estes privilégios.
Em 1872 o 8.º Marquês, D. Caetano Gaspar de Almeida Noronha Portugal Camões Albuquerque Moniz e Sousa, foi julgado pela Câmara dos Pares, presidida pelo Duque de Ávila e Bolama, devido à participação no levantamento conhecido como A Pavorosa no mesmo ano.
Marqueses de Angeja Título criado de juro e herdade pelo Rei D. João V por Decreto de 21 de Janeiro de 1714 em favor de D. Pedro Noronha de Albuquerque, 2. Conde de Vila Verde de juro e herdade. Este Marquesado foi acrescentado de Honras de Parente pelo Príncipe-Regente D. João por Decreto de 13 de Maio de 1804 aquando do 5.º Marquês. O título extinguiu-se com a morte sem descendência da 7.ª Marquesa em 1833, ficando igualmente extintos os privilégios de juro e herdade e Honras de Parente. Veio a ser renovado, em duas vidas, pelo Rei D. Luís I por Decreto de 19 de Maio de 1970 em favor de D. Caetano Noronha Moniz e Sousa, bisneto do 3. Marquês. Titulares D. Pedro António de Menezes Noronha de Albuquerque (1661–1731), 2.º conde e 13.º Senhor de Vila Verde dos Francos, tendo sido vice-rei da Índia e do Brasil; D. António de Noronha de Albuquerque (1680–1735), 3.º conde e 14.º Senhor de Vila Verde dos francos; D. Pedro José de Noronha Camões de Albuquerque Moniz e Sousa (1716–1788), 4.º conde e 15.º Senhor de Vila Verde dos Francos; D. José Xavier de Noronha Camões de Albuquerque de Sousa Moniz (1741–1811), 6.º conde e 16.º Senhor de Vila Verde dos Francos; D. Pedro José de Noronha (1771–1804), 7.º conde e 17.º Senhor de Vila Verde dos Francos; D. João de Noronha Camões de Albuquerque Sousa Moniz (1788–1827), 9.º Conde e 18.º Senhor de Vila Verde dos Francos; irmão do predecessor em virtude deste não ter deixado descendência; D. Maria do Carmo de Noronha Camões e Albuquerque (1813–1833), 10.ª Condessa de Vila Verde; D. Caetano Gaspar de Almeida Noronha Portugal Camões Albuquerque Moniz e Sousa (1820–1881), 3.º Conde de Peniche e 19.º Senhor de Vila Verde; primo da predecessora em virtude desta não ter deixado descendência; D. Manuel Gaspar de Almeida Noronha Portugal Camões de Albuquerque Moniz e Sousa (1845–1901) D. Manuel de Almeida e Noronha de Azevedo Coutinho, 10.º marquês de Angeja (1952–2004)
Armas Os Marqueses de Angeja usam como armas: Noronha.
Genealogia
D. Pedro de Noronha (1610–1675), 1.º Conde e 12.º Senhor de Vila Verde D. Pedro António de Noronha (1661–1731), 1.º Marquês de Angeja e 2.º Conde de Vila Verde D. António de Noronha (1680–1735), 2.º Marquês de Angeja D. Pedro José de Noronha e Sousa (1716–1788), 3.º Marquês de Angeja D. António José de Noronha e Sousa (1736–1755), 5.º Conde de Vila Verde D. José de Noronha Sousa Moniz (1741–1811), 4.º Marquês de Angeja D. Pedro de Noronha e Sousa Moniz (1771–1804), 5.º Marquês de Angeja D. João de Noronha e Sousa Moniz (1788–1727), 6.º Marquês de Angeja D. Maria do Carmo de Noronha Moniz de Sousa (1813–1833), 7.ª Marquesa de Angeja D. Diogo de Noronha de Albuquerque Sousa Moniz (1747–1806), 8.º Conde de Vila Verde D. Caetano José de Noronha e Albuquerque (1753–1829), 1.º Conde de Peniche D. Manuel de Almeida e Noronha (1788–1824), 2.º Conde de Peniche D. Caetano Noronha Albuquerque e Sousa (1820–1881), 8.º Marquês de Angeja e 3.º Conde de Peniche D. Manuel Noronha Albuquerque Moniz (1845–1901), 9.º Marquês de Angeja D. Pedro Noronha Moniz e Sousa (1865–1908), 11.º Conde de Vila Verde D. António Noronha Moniz e Sousa (1901–1976), 12.º Conde de Vila Verde D. Maria Antónia de Almeida e Noronha (1902–?), 4.ª Condessa de Peniche D. João Noronha de Azevedo Coutinho (1924–1963) D. Manuel Noronha de Azevedo Coutinho (1952–2004), 10.º Marquês de Angeja
Ancestrais
Categoria:Títulos criados por João V de Portugal Categoria:Fundações em Portugal em 1714