Ernesto Lacombe (Jaguarão, – Criciúma, Jornal "A Imprensa" de 17 de fevereiro de 1951. Arquivo Público de Tubarão.) foi um industrial, jornalista e político brasileiro.Walter Zumblick: Este meu Tubarão …! 1º Volume. Tubarão : Edição do autor, 1974. Página 279.Mário Belloli, Joice Quadros e Ayser Ghidi: A História do Carvão de Santa Catarina. Volume I. Criciúma: Imprensa Oficial do Estado de Santa catarina, 2002. Página 285.
Deixando o Rio Grande do Sul por motivos políticos, foi residir em Tubarão, instalando-se com sua família na Fazenda Revoredo, onde montou uma charqueada.Walter Zumblick: Este meu Tubarão …! 1º Volume. Tubarão : Edição do autor, 1974. Página 158. Jornalista, dirigiu em Tubarão o jornal "O Liberal".Amadio Vettoretti: História de Tubarão. Das origens ao século XX. Tubarão : Prefeitura Municipal, 1992. Página 102.Walter Zumblick: Este meu Tubarão ...! 2º Volume. Tubarão : Edição do autor. Março de 1976. Página 122. Apareceu pela primeira vez em 17 de novembro. Seus diretores foram Ernesto Lacombe e Manuel Aguiar.
Getulista, propagava antes da Revolução de 1930 as ideias da Aliança Liberal. Como chefe do Governo do Sul do Estado destituiu os prefeitos da região que não eram de sua confiança. Nomeou por decreto os prefeitos: Fontoura Borges (Araranguá), Cincinato Naspolini (Criciúma), Lucas Bez Batti (Urussanga), Bernardo Schmitz (Jaguaruna), Silvino Moreira Lima Sobrinho (Tubarão), Galdino Guedes (Orleans), Gil Ungaretti (Laguna) e Pedro Bittencourt (Imaruí).Silveira Lenzi: Partidos e Políticos de Santa Catarina. Florianópolis : Editora da UFSC, 1983. Página 101.
200px|miniatura|direita|Notícia da morte de Ernesto Lacombe em Criciúma, jornal "A Imprensa" de 17 de fevereiro de 1951 (sábado). Arquivo Público e Histórico Amadio Vettoretti, Tubarão, Santa Catarina.
A partir de 6 de outubro instala-se um Governo Revolucionário em Tubarão, sob a chefia de Ernesto Lacombe, Governador do Sul, emitindo, de imediato, decretos. Em 26 de outubro, o dia seguinte à renúncia de Fúlvio Aducci ao governo de Santa Catarina, Ernesto Lacombe foi um dos revolucionários que falaram à população da sacada do Palácio do Governo em Florianópolis. Os outros que também falaram à população foram o jornalista Osvaldo Melo, o então deputado federal Nereu Ramos, Henrique Rupp Júnior, estruturador da Aliança Liberal em Santa Catarina, o general Ptolomeu de Assis Brasil, e João Neves da Fontoura.Walter Piazza: O poder legislativo catarinense: das suas raízes aos nossos dias (1834 - 1984). Florianópolis : Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1984. Página 409.
Em 22 de maio de 1931 o general Ptolomeu de Assis Brasil, interventor federal em Santa Catarina, visitou Tubarão, sendo recepcionado por Ernesto Lacombe.
Foi comandante da 5ª Companhia da Força Pública em Tubarão, criada para convocar voluntários, a fim de combater as forças da Revolução Constitucionalista de 1932. Com o fim da revolta, a força foi desmobilizada em seguida.Walter Zumblick: Este meu Tubarão …! 1º Volume. Tubarão : Edição do autor, 1974. Página 160.
Foi candidato derrotado a deputado federal em 1933, pelo Partido Social Evolucionista.
Depois de 1930 organizou, em moldes modernos, juntamente com Martinho Ghizzo (pai de Afonso Ghizzo) e outros, uma indústria de banha e seus derivados.
O decreto 5.648/1940, de 17 de maio de 1940, autorizando o cidadão brasileiro Ernesto Lacombe a pesquisar carvão de pedra no município de Urussanga, foi revogado.http://legislacao.planalto.gov.br
Com a forte personalidade de autêntico líder do povo, reuniu à sua volta um numeroso grupo de amigos. A eclosão do movimento de 1930 veio confirmar o quanto de popularidade e prestígio conseguir firmar na região sul de Santa Catarina.
Invasão de Santa Catharina pelo Sector Leste Ernesto Lacombe redigiu, logo após a revolução, um manifesto intitulado "Invasão de Santa Catharina pelo Sector Leste". De acordo com Walter Zumblick, este documento é o único existente sobre o assunto abordado, motivo pelo qual é transcrito literalmente a seguir, em sua totalidade, também transcrito por Walter Zumblick em "Este meu Tubarão …!" 1º Volume. Tubarão : Edição do autor, 1974.
Depoimentos De Pedro Philippi (Nova Veneza, 24 de junho de 1888 — Braço do Norte, 27 de abril de 1981), de Braço do Norte, referindo-se ao Combate da Garganta: "Eu participei. Estava com a revolução. Meu pai era o chefe dos liberais daqui, e logo ficamos getulistas. Fomos esperar a revolução lá em Torres. Viemos pela praia. Três dias antes meu pai recebeu um telegrama cifrado: "Preço do arroz". Era a senha. Em 3 dias chegamos a Tubarão. Em Araranguá tomamos o trem. Logo cortamos os fios do telégrafo. Eu era do destacamento da frente, com os paisanos. Em Criciúma tomamos a prefeitura, sem encontrar resistência. No mesmo dia tomamos a prefeitura de Tubarão, já de tarde.Quem assumiu foi o dr. Silvino. Aos paisanos não deram farda. Só lenço vermelho e quepe. No dia seguinte, com o Lacombe, fomos para Orleans, pela Theresa Christina. Quem assumiu a prefeitura foi o Pizzolatti, pois tínhamos deposto o Galdino Guedes. Era o dia 6 de outubro. Daí tomamos a condução. Já havia um ônibus, carros, baratas. A ordem era esta: Na frente os paisanos, depois os reservistas, e só por último o exército. Pararam uns cinco dias em Braço do Norte, onde consumiram uns 40 bois, comprados ou ganhos dos liberais. Tomaram o Gravatal e o Armazém. Muitos se aproveitaram. Um tal de Antônio Miranda constituiu um piquete a cavalo, e já ia rapinando o que podia em nome do exército revolucionário. Mas o exército era muito ordenado e respeitoso. Até os generais foram convidados para o casamento de um cunhado meu, o falecido Gregório. Dançaram naquele casamento, fardados de gala. Um respeito, uma beleza".João Leonir Dall'Alba, O Vale do Braço do Norte. Orleans : Edição do autor, 1973. Página 342.
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