Artur da Távola (Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1936 — Rio de Janeiro, 9 de maio de 2008), pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsonh Monteiro de Barros, foi um professor, advogado, escritor e político brasileiro filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Pelo Rio de Janeiro, foi senador e deputado federal e estadual, ambos por dois mandatos. Pela capital homônima, foi secretário da Cultura durante o mandato de Cesar Maia.

Foi um dos fundadores do PSDB.Artur da Távola morre aos 72 anos no Rio de Janeiro Folha de S.Paulo, 9 de maio de 2008

Iniciou sua vida política em 1960, no PTN, pelo estado da Guanabara. Dois anos depois, elegeu-se deputado constituinte pelo PTB. Cassado pela ditadura militar, viveu na Bolívia e no Chile entre 1964 e 1968. Tornou-se um dos fundadores do PSDB e o líder da bancada tucana na assembleia constituinte de 1988, quando defendeu alterações nas concessões de emissoras de televisão para permitir que fossem criados canais vinculados à sociedade civil. No mesmo ano, concorreu, sem sucesso, à prefeitura do Rio de Janeiro. Posteriormente, foi presidente do PSDB entre 1995 e 1996. Exerceu mandatos de deputado federal de 1987 a 1995 e senador de 1995 a 2003. Em 2001, foi por nove meses secretário da Cultura na cidade do Rio. Em 1999, anunciou sua saída do PSDB devido à nomeação do ex-ministro do governo Médici Pratini de Moraes para o Ministério da Agricultura e à condecoração do presidente peruano Alberto Fujimori, acusado de crimes contra a humanidade, por Fernando Henrique Cardoso. No entanto, não chegou a deixar o partido, permanecendo nele até seu falecimento em 2008.

Como jornalista, atuou como redator e editor em diversas revistas, notavelmente na Bloch Editores e foi colunista de televisão nos jornais Última Hora,"Escritor ajudou a fundar PSDB", O Estado de S. Paulo, 10/5/2008, pág. A12 O Globo e O Dia, sendo também diretor da Rádio Roquette-Pinto. Publicou diversos livros de contos e crônicas.

Artur da Távola teve livros com prefácios escritos por diversos famosos, tais como: Fernanda Montenegro, Pedro Bial, Carlos Vereza e Beth Faria.

Távola apresentava o programa Quem tem medo de música clássica?, na TV Senado onde demonstrava sua profunda paixão e conhecimento por música clássica e erudita. No encerramento de cada programa, ele marcou seus telespectadores com uma de suas mais célebres frases:

Seu compositor preferido era Vivaldi, a quem dedicou quatro programas especiais apresentando Le quattro stagioni em sua versão completa e executada pela Orquestra Filarmônica de Berlim. Também exibiu com exclusividade execuções da Orquestra Sinfônica Brasileira no Festival de Gramado nos anos de 2003 a 2007. Era apresentador de um programa de música erudita na TV Senado e de um programa sobre música na Rádio MEC.

Origem Filho de Paulo Moretzsohn Monteiro de Barros e Magdalena Koff. Seu avó materno, André Koff, era sírio, tendo imigrado para o Brasil em 1900 e se estabelecido em Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Junto de outros sírios, desenvolveu papel importante no comércio e na vida social daquela cidade. Do lado paterno é descendente da tradicional família Monteiro de Barros, representante da nobiliarquia brasileira e com grande destaque na política e administração do país desde sua era colonial. Arthur da Távola era tetraneto de Romualdo José Monteiro de Barros, o barão de Paraopeba, e trineto de José Cesário de Miranda Ribeiro, Visconde de Uberaba.

Trabalhos publicados direita|thumb|170px|Paulo Alberto Monteiro de Barros em 1960.

Mevitevendo — 1977 Alguém Que Já Não Fui — 1978 Cada Um No Meu Lugar — 1980 Ser Jovem — 1981 Leilão do Mim — 1981 Do Amor, da Vida e da Morte — 1983 Do Amor, Ensaio de Enigma — 1983 A Liberdade do Ver (Televisão em Leitura Crítica) — 1984 O Ator — 1984 Amor A Sim Mesmo — 1984 Comunicação é Mito — 1985 Calentura — 1986 Maurice Ravel, Um Feiticeiro Sem Deus (livro) — 1988 Vozes do Rio (opúsculo) — 1991 Orestes Barbosa (opúsculo) — 1993 Arte de Ser — 1994 Notícia, Hiper-Realismo e Ética (opúsculo) — 1995 A Telenovela Brasileira — 1996 Diário Doido Tempo — 1996 Raul de Leôni (opúsculo) — 1996 Sem Organização Partidária não há Democracia (opúsculo) — 1996 Olimpíadas de 2004 (opúsculo) — 1996 Flamengo, 100 Anos de Paixão (opúsculo) — 1996 O Viço da Leitura (opúsculo) — 1997 Monteiro Lobato: O imaginário (opúsculo) — 1997 Rio: Um olhar de amor — 1997 Centenário da Morte de Brahms (opúsculo) — 1997 Cem Anos Sem Carlos Gomes (opúsculo) — 1997 40 Anos de Bossa Nova — 1998 A Cruz e Sousa em seu Centenário (opúsculo) — 1998 Mulher (opúsculo) — 1998 O Drama da Sexualidade Precoce (opúsculo) — 1998 Liberdade de Ser — 1999 Rui Barbosa, A Vitória das Derrotas (opúsculo) — 1999 Ataulfo Alves 90 anos (opúsculo) — 1999 TITO MADI — "O Acento Árabe do Canto no Brasil" (opúsculo) — 1999 Trinta Anos sem Jacob (opúsculo) — 1999 Nara Leão, o Canto da Resistência (opúsculo) — 1999 CPIs "Para não acabar em pizza" (opúsculo) — 1999 Em Flagrante — 2000 Publicação não Disponível para o Comércio — (?) Poema para Palavra — (?)

Prêmios e honrarias Em 1995, como senador, Távola foi admitido já no grau de Grã-Cruz à Ordem do Infante D. Henrique, de Portugal. No ano seguinte, foi admitido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso à Ordem do Mérito Militar no grau de Comendador especial.

Ordem do Rio Branco Grau de Oficial Brasília, 20 de abril de 1994. Ordem de Bernardo O\'Higgins Grau de Gran Cruz Santiago do Chile, 9 de março de 1995. Ordem do Mérito Naval Grau de Grande Oficial Brasília, 11 de junho de 1995. Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Colar do Mérito Judiciário Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 1995.

Em 16 de junho de 2007 o antigo Palacete Garibaldi, na Tijuca, passou a acolher o Centro Municipal de Referência da Música Carioca Artur da Távola. https://lembrar.espm.edu.br/wp-content/projeto_extensao_Centro_Musica_Carioca_todos_autores.pdf

Ligações externas

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