Jandira Feghali (Curitiba, 17 de maio de 1957) é uma médica, videasta e política brasileira filiada ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Construiu sua carreira política pelo estado do Rio de Janeiro, onde foi eleita deputada federal.
Biografia Carreira política Nascida em 1957 na cidade de Curitiba, Jandira Feghali entrou na política em 1981, ao ingressar nos quadros do Partido Comunista do Brasil passando logo a fazer parte do Comitê Central do partido, que nesta época ainda permanecia na clandestinidade.
Jandira passou a atuar no movimento sindical, chegando, em 1983, ao cargo de presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes, função de que saiu para dirigir o Sindicato dos Médicos, de 1984 a 1986. De 1985 a 1986, foi presidente da Associação dos Funcionários do Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio de Janeiro.
Em 1986, Jandira elegeu-se deputada estadual constituinte no Rio de Janeiro, exercendo o mandato de 1987 a 1991. Em 1990 foi eleita deputada federal pelo mesmo estado, sendo sucessivamente reeleita até hoje. Em 2006, Jandira se candidatou ao Senado Federal, terminando em segundo lugar com 37,51% dos votos, sendo derrotada pelo ex-ministro Francisco Dornelles.
Em 1992 votou a favor do impeachment de Fernando Collor de Mello, e em 2016 contrária ao impeachment de Dilma Rousseff.
Desde 1994 é indicada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), como uma das cem "cabeças do Congresso", e foi a única deputada do Rio de Janeiro a integrar esta lista em todos os anos. Em 2004, na Câmara dos Deputados, presidiu a Comissão Especial do Ano da Mulher e a Subcomissão de Assistência Farmacêutica do Congresso Nacional.
Em 2016, na delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o lobista relata que pediram em nome da deputada uma ajuda financeira para sua campanha eleitoral. A doação teria sido feita à parlamentar pela empreiteira Queiroz Galvão, investigada por corrupção na Operação Lava Jato. O registro do Tribunal Superior Eleitoral demonstrou que o comitê municipal do PCdoB no Rio de Janeiro recebeu uma doação de 100 mil reais da empresa Queiroz Galvão em 2010. Em 2014, a deputada recebeu diretamente duas doações de subsidiárias da empresa, uma no valor 300 mil reais e outra no valor de 110 mil reais. Em nota, a candidata admitiu ter recebido doações de empresas investigadas na Lava-Jato, mas negou que a origem dos recursos tenha sido de corrupção. e explicou que ela, como todos os outros candidatos, tiveram financiamentos de empresas.
É autora da lei que garante a cirurgia reparadora de mama em casos de câncer através de planos e seguros de saúde e da Emenda Constitucional que permite o duplo vínculo dos profissionais de saúde. Foi coordenadora da bancada feminina no Congresso Nacional de 1998 a 2004 e também vice-presidente da Frente Parlamentar da Saúde.
Em 2005 relatou o projeto de lei do poder executivo que cria mecanismos para coibir a violência doméstica contra a mulher, a lei Maria da Penha. A redação final é fruto do parecer apresentado por Jandira na comissão de mérito. É dela, ainda, o texto final da lei que concede licença maternidade à mãe adotante. É autora de três projetos já aprovados pela Câmara dos Deputados e em tramitação no Senado Federal: regionalização da programação artística, cultural e jornalística; fornecimento de bolsas de colostomia pelos planos e seguros de saúde; e o que regulamenta a produção e comercialização de matéria-prima, equipamento, material ou maquinário destinado a fabricação, acondicionamento, embalagem, controle de qualidade ou a qualquer outra fase visando à produção de medicamentos.
Foi secretária de Desenvolvimento Econômico da cidade de Niterói entre 2007 e 2008 e secretária de Cultura da cidade do Rio de Janeiro de 2009 a 2010.thumb|Jandira Feghali como membro da Câmara dos Deputados.
Em 2019, foi indicado para liderar minoria na Câmara dos Deputados.
No dia 17 de junho 2025, o Metrópoles apurou que Jandira apresentou emendas que beneficiaram a Contag a promover o descontos ilegais, redigidas pela própria Confederação, no esquema de fraudes no INSS.
Candidatura à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2008
Nas eleições municipais de 2008, Jandira Feghali concorreu pela coligação "Mudança Pra Valer", formada por PCdoB, PSB, PTN e PHS, ficando em quarto lugar com 321.012 votos ou 9,79% do total. No segundo turno apoiou Eduardo Paes, candidato do PMDB, partido que pertencia à base aliada do Governo Lula, que sagrou-se vitorioso. Após as eleições, Jandira foi nomeada Secretaria de Cultura da cidade do Rio de Janeiro.
Candidatura a Prefeitura do Rio de Janeiro em 2016
miniaturadaimagem|254x254px|Jandira em 2023, durante CPMI do 8 de Janeiro Em junho de 2016, a deputada, num evento que reunião lideranças e militantes do PCdoB e do PT, dentre eles o ex-presidente Lula, além de artistas, parlamentares, militantes do movimento social, profissionais liberais e intelectuais, se lançou como pré-candidata a prefeita do Rio de Janeiro.
No entanto, a candidatura foi alvo de questionamento e críticas devido à suspeita de envolvimento na Operação Lava Jato, irregularidades na falência do restaurante árabe e por se opor impeachment de Dilma Rousseff.
Em julho, confirmou sua candidatura pela coligação Rio em Comum formada pelo PCdoB e pelo Partido dos Trabalhadores, tendo o ex-ministro da Igualdade Racial no governo Lula, Édson Santos, como vice na chapa.
Recebeu pouco mais de 100 mil votos, alcançando 3,34%, e terminou a disputa na sétima colocação. Para o segundo turno, Jandira anunciou apoio a candidatura de esquerda do deputado Marcelo Freixo (PSOL), adversário do senador Marcelo Crivella (PRB).
Desempenho eleitoral +AnoEleiçãoCargoPartidoColigaçãoVice/SuplenteVotosResultadoRef.1986Estaduais do Rio de JaneiroDeputada EstadualPCdoB——91.9771990Estaduais do Rio de JaneiroDeputada Federal——25.0701994Estaduais do Rio de Janeiro——41.3991998Estaduais do Rio de JaneiroMuda Rio (PDT, PCdoB, PCB)—105.3072002Estaduais do Rio de JaneiroColigação Viva o Rio (PT, PCdoB, PMN)—264.3842004Municipais do Rio de JaneiroPrefeitaRio do Bem (PCdoB, PCB)Gutman (PCdoB)238.0982006Estaduais do Rio de JaneiroSenadoraUm Rio para Todos (PT, PSB, PCdoB)1º Roberto Amaral (PSB) 2º Maurício Maugnaini (PCdoB)2.761.2162008Municipais do Rio de JaneiroPrefeitaMudança pra Valer (PCdoB, PSB, PTN, PHS)Ricardo Maranhão (PSB)321.0122010Estaduais do Rio de JaneiroDeputada Federal——146.2202014Estaduais do Rio de JaneiroFrente Popular I (PT, PSB, PCdoB)—68.5312016Prefeita do Rio de JaneiroPrefeitaRio em Comum (PT, PCdoB)Edson Santos (PT)101.1332018Estaduais do Rio de JaneiroDeputada FederalFrente Popular (PT, PCdoB)—71.6462022Estaduais do Rio de JaneiroFederação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV)—84.054
Condecorações InsígniaPaísHonraDataalt=|100x100pxBrasilGrande Oficial da Ordem de Rio Branco21 de novembro de 2023
Vida pessoal É irmã do pianista e tecladista Ricardo Feghali (integrante do grupo musical Roupa Nova) e tem dois filhos.
Ligações externas
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