é uma língua germânica ocidental que é falada principalmente na Europa Central. É língua oficial e a mais falada na Alemanha, Áustria, Suíça, Tirol do Sul (Itália), Comunidade germanófona da Bélgica e Liechtenstein; é também um idioma governamental, mas não majoritária de Luxemburgo. As principais línguas que são mais semelhantes a alemã incluem outros membros do ramo de línguas germânicas ocidentais, como o africâner, neerlandês e o inglês. É a segunda língua germânica mais falada, após o inglês.

Um dos principais idiomas do mundo, o alemão é a primeira língua de cerca de 95 milhões de pessoas em todo o mundo e a língua nativa mais falada na União Europeia. O idioma também é a terceira língua estrangeira mais ensinada nos Estados UnidosModern Language Association, February 2015, Enrollments in Languages Other Than English in United States Institutions of Higher Education, Fall 2013. Retrieved 2015-07-07. (depois do espanhol e do francês) e da UE (depois do inglês e do francês), a segunda língua científica mais utilizada, bem como a terceira língua mais usada em sites (depois do inglês e do russo). Os países de língua alemã estão em quinto lugar em termos de publicação anual de novos livros, sendo que um décimo de todos os livros (incluindo e-books) no mundo são publicados em língua alemã.

O alemão deriva a maioria de seu vocabulário do ramo germânico da família das línguas indo-europeias. Uma porção de palavras alemãs são derivados do latim e do grego, enquanto uma minoria vem do francês e do inglês. Com variantes levemente diferenciadas, o alemão é uma língua pluricêntrica. O idioma também é notável por seu amplo espectro de dialetos, com muitas variedades únicas existentes na Europa e também em outras partes do mundo. Devido à inteligibilidade limitada entre certas variedades e o alemão padrão, bem como a falta de uma diferença indiscutivelmente científica entre um "dialeto" e uma "linguagem", algumas variedades alemãs ou grupos de dialetos (por exemplo baixo-alemão ou Plautdietsch)Jan Goossens: In: Jan Goossens (Hrsg.): Karl Wachholtz, 2. Auflage, Neumünster 1983, S. 27; Willy Sanders: Vandenhoeck & Ruprecht, Göttingen 1982, ISBN 3-525-01213-6, S. 32 f.; Dieter Stellmacher: 2. Auflage, Weidler, Berlin 2000, ISBN 3-89693-326-4, S. 92. são alternativamente referidas como "línguas" e "dialetos".

Difusão O alemão é falado principalmente na Alemanha, Áustria, Liechtenstein, na maior parte da Suíça (ver suíço-alemão), em Luxemburgo, na região italiana do Tirol Meridional, no voivodato polaco de Opole (Oppeln), em algumas comunas dos cantões orientais da Bélgica, em partes da Roménia, nas regiões francesas da Alsácia (Elsass) e Lorena (Lothringen), bem como numa pequena área no sul da Dinamarca.

Adicionalmente, a antiga colônia alemã da Namíbia tem ainda um certo número de pessoas de língua alemã, e existem minorias de língua alemã em vários países da Europa Oriental, incluindo Rússia, Hungria, República Checa, Eslováquia, Polônia, Romênia, Lituânia e Eslovênia.

O alemão também é falado na América do Sul, em certas regiões do sul do Chile, em algumas comunidades da Argentina e do Paraguai, e principalmente em certas porções do Brasil: na área meridional (nos estados de Rio Grande do Sul e de Santa Catarina), no Espírito Santo e em comunidades mais restritas no Paraná e em São Paulo.

Na América do Norte, os amish e alguns menonitas, entre outros grupos, também falam uma forma ou outra do alemão. Por exemplo, em cidades como Leavenworth (Washington) e em várias localidades do Texas e da região central dos Estados Unidos.

Vale notar que o alemão clássico é muito difundido nos meios intelectuais e acadêmicos deste país. A língua alemã também é uma das preferidas por estudantes secundários e universitários. Cerca de 100 milhões de pessoas, ou um quarto dos europeus, têm o alemão como língua materna.

É também a língua materna de grandes músicos (Mozart, Bach, Bach (filho), Beethoven, Händel, Wagner, Mendelssohn, Liszt, Haydn, Schubert, Strauss (pai), Strauss (filho), Brahms, Schumann, Mahler, Orff etc.), escritores (Goethe, Schiller, Thomas Mann, Heinrich Mann, Brecht, Kafka, Zweig, Hölderlin, Hesse, Heine, Büchner, Trakl, Grass, Böll, Handke, Tucholsky, Rilke, Jelinek, Müller, Broch etc.) e físicos, matemáticos, químicos, psicanalistas, biólogos, sociólogos e filósofos ou pensadores (Einstein, Planck, Wegener, Röntgen, Mendel, Herschel, Diesel, Schrödinger, Gauss, Kepler, Boltzmann, Braun, Hahn, Ohm, Lilienthal, Otto, Fraunhofer, Hertz, Zeppelin, Wundt, Ebbinghaus, Riemann, Hilbert, Wöhler, Heidegger, Spengler, Ehrlich, Bloch, Schweitzer, Koch, Humboldt, Marx, Kant, Lessing, Schopenhauer, Engels, Freud, Rorschach, Cassirer, Mannheim, Hegel, Feuerbach, Haeckel, Jung, Benjamin, Wittgenstein, Husserl, Dilthey, Nietzsche, Haber, Fichte, Weber, Leibniz, Popper, Watzlawick, Habermas, Luhmann, Simmel, Tönnies, Adorno, Marcuse, Elias, Horkheimer, Arendt, Schelsky, Berger, Luckmann, Sombart, Beck, Hoppe etc.).

Estimativa da quantidade de falantes Devido à dispersão dos alemães pelo mundo, bem como pelo fato do alemão ser a terceira língua estrangeira mais ensinada nos Estados Unidos e na União Europeia,Eurostat – Foreign language learning statistics a distribuição geográfica dos falantes de alemão abrange todos os continentes habitados. Quanto ao número de falantes de qualquer língua em escala mundial, uma avaliação é sempre arriscada devido à falta de dados suficientes e confiáveis. Estimar um número exato de falantes nativos alemães em todo o globo é ainda mais complicado pela existência de diversas variantes cujo status como "línguas" separadas ou "dialetos" é contestado por razões políticas e/ou linguísticas, incluindo quantitativamente variantes pronunciadas como certas formas de alemânico (por exemplo, alsaciano), baixo-alemão,Jan Goossens: In: Jan Goossens (Hrsg.): Karl Wachholtz, 2. Auflage, Neumünster 1983, S. 27; Willy Sanders: Vandenhoeck & Ruprecht, Göttingen 1982, ISBN 3-525-01213-6, S. 32 f.; Dieter Stellmacher: 2. Auflage, Weidler, Berlin 2000, ISBN 3-89693-326-4, S. 92. e iídiche."Scholars Debate Roots of Yiddish, Migration of Jews", George Johnson, The New York Times, 29 de outubro de 1996University of Manchester – Judeo-German (West Yiddish) Dependendo principalmente da inclusão ou exclusão de certas variedades, estima-se que cerca de 90-95 milhões de pessoas falem alemão como língua materna,Soma do alemão padrão, alemão suíço, e todos os dialetos alemães não listados como "alemão padrão" em Ethnologue (18a. ed., 2015) 10-25 milhões como segunda língua e 75-100 milhões como língua estrangeira. Isto implicaria aproximadamente 175-220 milhões de falantes de alemão em todo o mundo. Estima-se que também incluindo todas as pessoas que estão ou estavam tomando aulas de alemão, independentemente da sua proficiência real, teríamos cerca de 280 milhões de pessoas no mundo com pelo menos algum conhecimento da língua.

+ Distribuição aproximada de falantes nativos de alemão ou de uma variante do alemão fora da Europa (de acordo com Ethnologue 2015Ethnologue 18a. edição (2015), a menos que referenciado de outra forma)O número de falantes não deve ser somado por país, pois há provavelmente uma considerável sobreposição; a tabela inclui variantes com status controvertidos de língua separada. Argentina Austrália Belize Bolívia Brasil Canadá Chile Israel Cazaquistão México Namíbia Nova Zelândia Paraguai Rússia África do Sul Uruguai Estados Unidos Soma Alemão oficial 400 000 79 000 160 000 1 500 000 430 000 35 000 200 000 178 000 22 500 36 000 166 000 394 138 12 000 28 000 U.S. Department of Commerce, Economics and Statistics Administration - Language Use in the United States: 2007 Hunsriqueano riograndense 300 000 300 000 Baixo-alemão/Plautdietsch 4 000 6 900 60 000 8 000 80 000 50 000 40 000 40 000 2 000 12 000 302 900 Alemão da Pensilvânia 15 000 118 000 133 000 Alemão de Hutterite 23 200 10 800 40 000

História Os dialetos sujeitos à segunda mutação consonântica germânicaFausto Cercignani, The Consonants of German: Synchrony and Diachrony, Milano, 1979. ISBN 978-8820501853. durante a Idade Média são considerados parte da língua alemã moderna.

Como consequência dos padrões de colonização, da migração dos povos ou migrações dos povos bárbaros, das rotas de comércio e de comunicação (principalmente os rios) e do isolamento físico (montanhas íngremes e florestas escuras), desenvolveram-se dialetos regionais muito distintos.

Esses dialetos, muitas vezes mutuamente incompreensíveis, foram utilizados por todo o Sacro Império Romano-Germânico. Como a Alemanha estava dividida em muitos Estados distintos, não havia uma força unificadora ou uma padronização alemã até que Martinho Lutero traduziu a Bíblia (o Novo Testamento em 1521 e o Antigo Testamento em 1534). Graças à tecnologia inventada pelo compatriota de Lutero, Johannes Gutenberg, a difusão da língua padronizada foi muito facilitada (ver Revolução da Imprensa).

A variedade regional (dialeto) na qual Martinho Lutero traduziu a Bíblia hoje em dia é considerada o modelo sobre o qual foi construído o alemão padrão clássico ou Hochdeutsch. Hoch, "alto" e Deutsch significa "alemão clássico", e não alto-alemão. Quase todo material utilizado pelas empresas de comunicação e quase todo material impresso é produzido principalmente nessa variedade ou dialeto oficial alemão. O alemão clássico é compreendido por todo o país, mas todas as regiões possuem seus distintos dialetos.

O primeiro dicionário dos Irmãos Grimm, ou Gebrüder Grimm, do qual dezesseis partes foram lançadas entre 1852 e 1960, permanece como o guia mais compreensivo das palavras do idioma alemão. Em 1860, regras gramaticais e ortográficas apareceram pela primeira vez no Duden Handbuch. Em 1901, o Duden foi declarado o padrão definitivo do idioma alemão, em relação a esses assuntos linguísticos. Somente em 1998, algumas dessas regras foram oficialmente revisadas.

Classificação O alemão é um membro do ramo ocidental da subfamília das línguas germânicas, que faz parte da família das línguas indo-europeias.

Língua oficial thumb|300px|Conhecimento de alemão nos países da União Europeia. O alemão é a única língua oficial na Alemanha, Liechtenstein e Áustria. É língua cooficial na Bélgica (com francês e neerlandês), Luxemburgo (com francês e luxemburguês), Suíça (com francês, italiano e romanche), na Itália (no Tirol Meridional), em Sopron (com a língua húngara), em Voivodia de Opole (com a língua polaca). É uma das 21 línguas oficiais da União Europeia, assim como uma das três línguas de trabalho da Comissão Europeia (com o francês e o inglês).

Língua minoritária

É também uma língua minoritária na Dinamarca, França, Rússia, Tajiquistão, Brasil, Polónia, Roménia, Togo, Camarões, Estados Unidos, Namíbia, Paraguai, Hungria, República Checa, Eslováquia, Países Baixos, Eslovénia, Ucrânia, Croácia, África do Sul, Moldova, Austrália, Letónia, Estónia e Lituânia.

O alemão já foi a língua franca das Europas central, ocidental e do norte. As duas guerras mundiais, na primeira metade do século XX, diminuíram pela metade o território alemão, consequentemente diminuindo a população que falava o alemão como língua nativa. O alemão permanece como uma das mais fortes e populares línguas estrangeiras ensinadas pelo mundo. O alemão é a língua mais falada na União Europeia, mas a maioria são falantes nativos. O idioma estrangeiro mais popular na União Europeia, depois do inglês, ainda é o francês. Tendo perdido mais ou menos um terço dos seus territórios originais nas duas guerras mundiais, ainda existem comunidades minoritárias germano-falantes em várias regiões da Europa, como Polônia, França, Países Baixos, Bélgica, Dinamarca, Lituânia, Kaliningrado (antigo Königsberg alemão), Eslováquia e Ucrânia.

Dialetos