Ignácio de Loyola Lopes Brandão (Araraquara, ) é um contista, romancista e jornalista brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras. Possui vasta produção literária, tendo sido traduzido para diversos idiomas. Recebeu, entre outros prêmios, o Jabuti em cinco ocasiões (2000, 2008, 2015, 2017 e 2021) e o Machado de Assis pelo conjunto da obra em 2016.
Biografia Filho de um ferroviário, seu primeiro trabalho informal de jornalismo foi uma crítica de cinema no jornal A Folha Ferroviária, em 1952. Sua carreira começou em 1965 com o lançamento de Depois do Sol, livro de contos no qual o autor se mostrava um observador curioso da vida na cidade grande, bem como de seus personagens. Trabalhou como editor da Revista Planeta entre 1972 e 1976.
Dono de um "realismo feroz", segundo Antonio Candido, seu romance Zero foi publicado inicialmente em tradução italiana. Quando saiu no Brasil, em 1975, foi proibido pela censura, e só liberado em 1979. Além do italiano, esse livro foi traduzido para alemão, coreano, espanhol, húngaro e inglês.
Em 2005, se tornou cronista do jornal O Estado de S. Paulo. Em março de 2019 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL).
Prêmios Em dezembro de 2010 recebeu a comenda da Ordem do Ipiranga pelo Governo do Estado de São Paulo. Em 2016 foi agraciado pela Academia Brasileira de Letras com o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra.
Prêmio Jabuti Em 2000, O homem que odiava a segunda-feira venceu na categoria Contos e Crônicas. Em 2008, o romance O menino que vendia palavras, publicado pela editora Objetiva, foi premiado nas categorias Infantil e Livro do Ano de Ficção. Já Os olhos cegos dos cavalos e Se for pra chorar que seja de alegria venceram, respectivamente, nas categorias Juvenil e Contos e Crônicas, em 2015 e 2017. Em 2021 foi eleito personalidade literária do ano.
Obras 300px|thumb|Loyola em 2006 Esportes A Saga de um Campeão (1996 - sobre o São Paulo FC)
Contos e crônicas: Depois do sol (1965); Cadeiras proibidas (1976); Pega ele, Silêncio (1976); Obscenidades para uma dona de casa (1981); Cabeças de segunda-feira (1983); O homem do furo na mão (1987); A rua de nomes no ar (1988); Strip-tease de Gilda (1995); Sonhando com o demônio (1998); O homem que odiava segunda-feira (1999); Calcinhas secretas (2003).
Não ficção: Manifesto Verde (1989).
Romances: Bebel Que a Cidade Comeu (1968); Zero (1975); Dentes ao Sol (1976); Não Verás País Nenhum (1981); É gol (1982); O Beijo Não Vem da Boca (1985); O Ganhador (1987); O Anjo do Adeus (1995); A Altura e a Largura do Nada (2006); Desta Terra Nada Vai Sobrar, A Não Ser O Vento Que Sopra Sobre Ela (2018).
Infanto-juvenis: Cães danados (1977) - Reescrito e publicado como O menino que não teve medo do medo (1995); O homem que espalhou o deserto (1989); O segredo da nuvem (2006); O Menino Que Vendia Palavras (2008); O Menino que Perguntava (2011); Os olhos cegos dos cavalos (2015) prosa.
Viagens: Cuba de Fidel: viagem à ilha proibida (1978); O verde violentou o muro (1984); Acordei em Woodstock: viagem, memórias, perplexidades (2011).
Biografias: Fleming, descobridor da penicilina (1973); Edison, o inventor da lâmpada (1973); Ignácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus (1974); Ruth Cardoso - Fragmentos de uma Vida (2010).
Relatos autobiográficos: Veia bailarina (1997); A morena da estação (2010).
Teatro: Zero (1992); Tragédias Cariocas para Rir (1996); A última viagem de Borges (2005).
Adaptações Bebel, Garota Propaganda, do livro Bebel que a cidade comeu, (1968); Anuska, Manequim e Mulher, de um conto de Depois do Sol, (1968); Retrato do jovem brigador, curta-metragem incluído no filme Vozes do Medo, (entre 1969 e 1973).
Prêmios Prêmio Especial do I Concurso Nacional de Contos do Paraná por "Pega ele, Silêncio" - 1968. Melhor Ficção pelo romance Zero, Fundação Cultural do Distrito Federal - julho de 1976. Prêmio Pedro Nava, da União Brasileira de Escritores e Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) na categoria "Melhor Romance", por "O Ganhador" - 1988. Prêmio IILA, do Instituto Ítalo-Latino-Americano, pelo romance "Não verás país nenhum", publicado na Itália - 1984. Prêmio Jabuti de (melhor ficção) pelo livro O Menino que Vendia Palavras - 2008. O Menino que vendia palavras - Prémio Fundação Biblioteca Nacional, como melhor livro infanto-juvenil - 2007. Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra - 2016.
Ver também Carlos Heitor Cony Fernando Pessoa Ferreira Jorge Amado Rachel de Queiroz
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