Tito Priférnio Gêmino () foi um senador romano nomeado cônsul sufecto em algum momento no primeiro semestre de 123 com Públio Metílio SegundoAlison E. Cooley, The Cambridge Manual of Latin Epigraphy (Cambridge: University Press, 2012), pp. 469ss. Seu nome completo era Tito Priférnio Peto Rosiano Gêmino (). Ele é mais conhecido por ter sido amigo e correspondente de Plínio, o Jovem, que o chama apenas de Gêmino, e serviu como questor durante seu consulado em 100Plínio, o Jovem, Epístolas X.26.1; cinco cartas de Plínio a Gêmino sobreviveramPlínio, o Jovem, Epístolas VII.1, 24; VIII.5, 22; IX.11,30 A

Nome e origem Segundo uma inscrição encontrada em Patrae, o prenome do pai de Gêmino era Sexto. Mas como não há registros de um Sexto Priférnio, o historiador Olli Salomies considera "quase certo" que o nome de nascimento de Gêmino era Rósio Gêmino e que ele foi adotado em testamento por um Tito Priférnio Peto. Este, por sua vez, foi identificado como sendo ou Tito Priférnio Peto, cônsul em 96, ou equestre Tito Priférnio Peto Mêmio ApolinárioOlli Salomies, Adoptive and polyonymous nomenclature in the Roman Empire, (Helsinski: Societas Scientiarum Fenica, 1992), pp. 51f.

Carreira Um diploma militar datado de 16 de junho de 123 atesta que Gêmino foi cônsul sufecto naquele anoWerner Eck and Andreas Pangerl, "Neue Diplome mit den Namen von Konsuln und Statthaltern," Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik, 187 (2013), pp. 286-290. Antes da publicação deste diploma, já se sabia que Gêmino havia sido procônsul da África entre 140 e 141 e, por causa disto, acreditava-se até então que seu consulado teria ocorrido antes de 127, uma vez que todos os cônsules de 127 e 128 são conhecidosWerner Eck and Peter Weiss, "Hadrische Konsuln Neue Zeugnisse aus Miltaerdiplomen", Chiron 32 (2002), p. 483.

Outros cargos de sua carreira política são conhecidos. Gêmino foi governador propretoriano da província senatorial da Acaia entre 122 e 123Werner Eck, "Jahres- und Provinzialfasten der senatorischen Statthalter von 69/70 bis 138/139", Chiron, 13 (1983), p. 157. Uma inscrição encontrada em Cirta atesta que seu genro, Públio Patumeio Clemente, foi seu legado durante seu mandato na Acaia e novamente muito mais tarde, quando Gêmino foi procônsul da África. Depois da Acaia, Gêmino foi nomeado legado imperial da CapadóciaEck, "Jahres- und Provinzialfasten", p. 164. Seu nome também aparece em várias inscrições listando os patronos da cidade de Óstia, juntamente com seu filho, Tito Priférnio Peto Rosiano Gêmino, o cônsul sufecto em 146Géza Alföldy, Konsulat und Senatorenstand unter den Antoninen (Bonn: Habelt Verlag, 1977), pp. 354-361.

Amizade com Plínio Emboras as cartas trocadas com Plínio atestem uma amizade genuína entre os dois (uma delas menciona uma enfermidade de Gêmino), a primeira só aparece apenas nos últimos livros da coleção de livros de Plínio. O historiador Ronald Syme explica que isso pode ter ocorrido pelo fato de Gêmino, como Quinto Corélio Rufo e Caléstrio Tirão, estar vivendo em Roma na mesma época que eleRonald Syme, "Correspondents of Pliny", Historia: Zeitschrift für Alte Geschichte, 34 (1985), p. 356 and n. 194.

Ver também

Bibliografia

M. G. Granino Cecere, "La camera di T. Prifernius Paetus Rosianus Geminus", in M.G. Bertinelli, and A. Donati (eds), Serta Antiqua et Mediaevalia VI. Usi e abusi epigrafia. Atti del Colloquio Internazionale di Epigrafia Latina (Genova 20-22 setiembre 2001) (Rome, 2003), pp. 1-28

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