Leonor de Gusmão (; Sevilha, 1310 – Talavera de la Reina, 1351) foi uma nobre castelhana) era filha de Joana Ponce de Leão e Meneses e de Pedro Nunes de Gusmão.

Notabilizou-se por ter sido amante do rei Afonso XI de Castela (1311–1350), de quem teve vários filhos tais como: Henrique II de Castela (1333–1379) (rei de 1369 a 1379) - casou-se com Joana Manuel, Senhora de Vilhena, Escalona e Penafiel (1339–1381); Sancho de Castela, Conde de Alburquerque, (1342–1374) - casou-se com Beatriz, Infanta de Portugal (1347–1381), filha do rei Pedro I de Portugal (1320–1367) e da sua amante Inês de Castro (1320–1355). Amante de Afonso XI de Castela, com quem teve o futuro Henrique II de Castela, fundador da dinastia de Trastâmara; senhora de Medina-Sidonia, era filha do nobre castelhano Pedro Nunes de Gusmão, descendente de São Domingos de Gusmão, e de Joana Ponce de León e Meneses, bisneta do rei Afonso IX de Leão.

Origens As dinastias de Trastâmara, Habsburgo e Bourbon, bem como casas nobiliárquicas como a de Alba e Medinaceli, provêm da linhagem surgida de Leonor de Gusmão, figura central na corte de Afonso XI. «En fermosura la mas apuesta muger que auia en el reyno», dizem os cronistas, justificando o amor que o rei lhe dedicou durante vinte anos. Afonso XI viveu com ela publicamente, dando à sua prole ilegítima o mesmo tratamento que ao seu herdeiro legítimo, Pedro I, "o Cruel", filho do seu matrimónio com Maria de Portugal.

Quando Leonor nasceu, Castela atravessava uma crise; o seu rei era uma criança, Afonso XI, sob a tutela de Maria de Molina. A morte da regenta, em 1321, gerou instabilidade no reino. Leonor cresceu em Sevilha, onde a sua beleza se tornou célebre. Em 1327, Afonso apaixonou-se por ela ao vê-la na tomada de Olvera, pouco depois do seu matrimónio com a infanta portuguesa. Na altura, Leonor era casada com o cavaleiro Juan de Velasco, de quem enviuvou precocemente.

Influência e Poder A partir de 1330, Leonor tornou-se o epicentro da vida de Afonso XI. Embora Maria de Portugal usasse a coroa, era Leonor quem influenciava as decisões políticas, recebia embaixadores e aconselhava o monarca em empresas militares.

Demonstrou prudência ao recusar a proposta de João Manuel de Castela para deslocar a rainha legítima e tornar o seu filho, Pedro Afonso de Castela, herdeiro do trono. Esta decisão evitou um conflito diplomático imediato com Afonso IV de Portugal, pai da rainha Maria.

Presença na Corte e Falecimento Leonor acompanhou o rei em eventos cruciais, como a conquista de Algeciras e o cerco de Gibraltar. A sua presença constante ao lado do rei foi criticada pelo Papa Bento XII, que instou o monarca a abandonar a relação.

Após a morte de Afonso XI pela peste em 1350, Leonor perdeu a sua proteção. Apesar de procurar o apoio de Pedro IV de Aragão, foi traída por João Afonso de Albuquerque, conselheiro do novo rei Pedro I. Atraída a Sevilha sob promessas de segurança, foi feita prisioneira e executada em 1351 por ordem da rainha-mãe, Maria de Portugal.

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