Leonardo Antunes Cunha (Bocaiúva, Minas Gerais, 5 de junho de 1966), é um escritor, tradutor e jornalista brasileiro. Foi duas vezes indicado ao Prêmio Jabuti, em 1994 e 2017, ganhando na categoria de Autor Revelação em 1994.

Carreira Leo é professor universitário desde 1997, tendo lecionado no curso de jornalismo do Centro Universitário de Belo Horizonte - (UniBH) de 1997 a 2020, e em diversos cursos de pós-graduação. Publicou mais de 60 livros infantis e juvenis, cinco livros de crônicas e diversas traduções. É graduado em jornalismo, publicidade e pós-graduado em literatura infantil pela PUC-Minas. Cunha é mestre em ciência da informação e doutor em cinema por UFMG, com tese sobre os heróis cômicos nos filmes do cineasta francês Francis Veber.

Foi colunista da web-revista de cinema Filmes Polvo, de 2008 à 2013. É colunista do site Canguru News. Professor universitário desde 1997, em cursos de graduação da Universidade Cândido Mendes, ele foi jurado em prêmios literários como o Prêmio João-de-Barro, da Prefeitura de Belo Horizonte e o Concurso Literário 30 anos da FNLIJ. É membro fundador da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEI-LIJ), na qual já ocupou o cargo de secretário-geral. É membro do Coletivo 21, grupo de escritores mineiros.

Bibliografia Obra

Também já participou em dezenas de coletâneas de contos, crônicas e poemas.

Recepção crítica

A obra de Leo Cunha tem sido objeto de estudos acadêmicos voltados à literatura infantil, à poesia para crianças e à formação de leitores. Pesquisas destacam o uso da ludicidade, da experimentação linguística e do humor como características recorrentes de sua produção, ressaltando sua contribuição para a aproximação do público infantil com a linguagem poética.

Em entrevista ao blog Era Outra Vez, da Folha de S.Paulo, em 2023, o autor defendeu a presença da poesia na literatura infantil, argumentando que a ideia de que crianças não leem poesia constitui um equívoco e que o contato com o gênero amplia as possibilidades de leitura, imaginação e experimentação da linguagem.

Teatro e Música

Como dramaturgo, participou dos espetáculos:

Profissonhos - O que você vai ser quando crescer? (musical escrito em parceria com Thelmo Lins). Estreia em 1º/05/2016, no Teatro Bradesco, em Belo Horizonte, em montagem da Companhia Cyntilante. O Reino Adormecido (musical escrito em parceria com Ricardo Benevides). Estreia em 05/10/2018, em Petrópolis, em montagem do Grupo Teatral Povo do Cafundó.

Como letrista, participou dos CDs:

Clave de lua (com André Abujamra, Luiz Macedo e Renato Lemos), 2001 Poemas para cantar e dançar (de Zebeto Correia), 2013 O que você vai ser quando crescer? (de Thelmo Lins), 2015 Bicho-mistério (de Zé Campelo), 2015 Impressão (de Bernardo Rodrigues), 2016

Prêmios e indicações

Recebeu os principais prêmios brasileiros voltados para a literatura infantil, dentre eles:

Prêmio Nestlé (1994) Jabuti (1994, finalista em 2017) João de Barro (1992) FNLIJ (1994, 2002, 2014, 2016, 2017) Concurso de Histórias Infantis do Paraná (1992) Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional (2013) Prêmio FNLIJ pela tradução do livro Balada da estrela e outros poemas (Olho de Vidro) de Gabriela Mistral em 2020

Diversos de seus livros, receberam o selo Altamente Recomendável da FNLIJ. Como professor de jornalismo, foi um dos vencedores do projeto Rumos Itaú Cultural, na categoria Jornalismo Cultural em 2009. A adaptação teatral do livro Um Dia, um Rio venceu o Prêmio APCA.

Traduções

Entre suas traduções e adaptações, destacam-se:

Balada da estrela e outros poemas, de Gabriela Mistral. Curitiba: Olho de Vidro, 2019. As aventuras de Gulliver em Lilliput (Gulliver's Travels), de Jonathan Swift. Passo Fundo: Tribos, 2017. Faísca (Chispas), de Antonio Skármeta. Rio de Janeiro: Record, 2015. Seis homens (Six Men), de David McKee. Rio de Janeiro: Record, 2014. Discurso do urso (Discurso del oso), de Julio Cortázar. Rio de Janeiro: Record, 2009. Rã (Rana), de María Paula Bolanos. Rio de Janeiro: Record, 2007. A megera domada (The Taming of a Shrew), de William Shakespeare. São Paulo: Escala, 2005 O Saco-de-Pancadas (The Whipping boy), de Sid Fleischman. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996. Me dá um beijo (Kus me), de Bart Moeayert. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996. Oliver Twist, de Charles Dickens. Belo Horizonte: Dimensão, 1998. Norte (North), de Alan Zweibel. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1994. Jack (Jack), de A.M.Homes. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993. O Maníaco Magee (Maniac Magee), de Jerry Spinelli. Rio de Janeiro: Ed. 34, 1993.

Vida Pessoal

Filho da professora e tradutora de livros Maria Antonieta Antunes Cunha, e seu pai o médico Eunápio Antunes de Oliveira. Cresceu cercado por livros, pois sua mãe foi proprietária da Casa de Leitura e Livraria Miguilim, nas décadas de 1970 à 1990. É casado com Valéria Ayres Magalhães, que trabalha como publicitária, e tem dois filhos: Sofia (2000) e André (2008).

Ligações externas Site oficial do escritor Revista de Cinema Filmes Polvo Twitter do escritor Página do escritor no Facebook AEI-LIJ Coletivo 21

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